Um programa para Ufopa pós-Seixas Lourenço

Publicado em por em Educação e Cultura, Oeste do Pará

Eleições UFOPA - seloNeste momento em que a Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) mergulha no processo eleitoral para escolha do novo reitor (e vice) da instituição, o professor Domingos Luiz Diniz disponibiliza um documento que o blog julga oportuno para fomentar o bom debate.

No “Pré-Programa para a Administração da Ufopa/2014-2018”, Diniz, lotado no campus de Oriximiná, defende por exemplo uma universidade sem controle “ideológico”, seja ele de qualquer matiz.

Como isso é possível?

“A garantia dessa neutralidade pela Ufopa será mantida se a sua comunidade evitar que influências de qualquer natureza ideológica ou personalista, tomem o seu controle, sob qualquer pretexto e argumento”, explica o professor.

Outra ação defendida por ele: a meritocracia como moeda única para ocupação de cargos relevantes e estratégicos da instituição.

“O mérito e a expertise do servidor são elementos primordiais para o exercício de um cargo ou função com o mínimo de eficácia”, propõe.

Neste link, a íntegra do valioso, inclusive para suscitar contrapontos, documento da lavra de Diniz.

Leia também:
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8 Responses to Um programa para Ufopa pós-Seixas Lourenço

  • As FGs e CDs deveriam ser temporárias, FG com o mínimo de um ano e máximo de dois, e CD com mínimo de dois e máximo de três. É desanimador ver alguém com o mesmo cargo na aprovação do concurso público e ainda que com bom desempenho, mas em alguns casos, com desempenho inferior e até baixo demais, perceber remuneração com vantagem por tempo indeterminado e até eterno. Esses cargos deveriam ser também concorridos por meio de concurso interno. Isso aliviaria a cegueira dos cargos concedidos por amizade ou conveniência e permitiria flexibilidade e constante empenho dos servidores, além de anular os assédios.

  • Concluindo o que eu disse acima: é mais uma proposta de gente que ocupa cargos de chefia na atual administração, e ao mesmo tempo posa de oposição. Mas não se pode servir a Deus e a Mamon…
    E vem mais surpresa por aí! Fala-se de uma superchapa arrasa quarteirão, combinação de oposição+situação.
    É tanta gente em cima do muro da Ufopa, que esse muro vai acabar caindo.

  • Verificando o currículo de cada um, já se sabe se, nos setores que governam, os democratas de plantão agem tão democraticamente como apregoam. Perguntem aos chefiados o que acham de seus chefes…

  • A ideia do mérito para o exercício de qualquer cargo deveria ser regra, não exceção. Mas num País onde os interesses de pautam pelo viés político, fica difícil essa proeza. Já a neutralidade, essa se torna impossível, uma vez que todos, indistintamente, dentro da universidade, tendem ao lado político, e tendem a levar os que menos se envolvem a ele, a também levantar bandeiras. O próprio reitor escolhido fará isso acontecer. A universidade é um espaço de debate, de conceitos, de fomentação científica, mas não escapa do viés político, principalmente de partidos que se opõem à ideologia de direita, centro ou esquerda. Aí podemos perceber o caso do PSOL, certamente do REDE e de outros partidos nanicos, que, sob um argumento revolucionário, acabam minando a universidade, impedindo sua neutralidade. Seria bom se, não apenas na universidade, mas em todos os órgão públicos, essa neutralidade fosse possível, mas não é. Logo, qualquer proposta que caminhe para esse eixo se torna obsoleta ou inviável.

    1. Ótima resposta, esse professor ai, caso seja candidato mesmo, já esta demostrando ser uma pessoa totalmente fora da realidade não só da UFOPA, mas também de todo mundo acadêmico.

    2. Só acho, aliás tenho convicção, que esse documento o dd escreveu muito chapado. Eita produto bão!!! Da hora, vou querer o contato do fornecedor, o material é do bom mermo, égua!

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