Jornalista e blogueiro, José Maria Piteira (foto) comenta o post Fábrica de cimento: executivos visitam Santarém:
Jeso,
Todo e qualquer investimento privado que venha para a nossa região e que se proponha a explorar nossos recursos naturais de forma sustentável e socialmente responsável deve ser bem vindo, com certeza! E esse é o caso do projeto do Grupo Camargo Correa com sua planta industrial para produzir cimento do tipo na nossa região.
Da mesma forma que da reunião citada por você, representantes da mesma empresa também se reuniram com representantes do governo estadual, há dois anos, no CIG, em Belém, para discutir o mesmo projeto. Àquela altura, o interesse da empresa era montar sua planta industrial no município de Monte Alegre, onde há uma enorme jazida de calcário, da região da Mulata, próxima à rodovia PA-423. Reunião semelhante também aconteceu com o então prefeito de Monte Alegre, Jardel Vasconcelos, que apresentou as vantagens para a instalação da fábrica d cimento naquela cidade.
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Em ambas as reuniões, o gargalo para a instalação da fábrica era o mesmo que se apresenta hoje: falta de energia elétrica abundante e de qualidade. Toda a região Oeste sofre com esse problema, inclusive Santarém, já atendido com energia de Tucuruí, mas com seu sistema totalmente esgotado.
Monte Alegre terá energia elétrica de Tucuruí dentro de dois anos, e essa é a previsão mais otimista, e soma uma vantagem em relação a Santarém: possui calcário abundantemente. E não apenas no jazimento da Mulata, que pertence ao Grupo Orsa, atual controlador do complexo do Jari, em Almeirim. Segundo o DNPM, há registro do minério em outros locais do município.
Assim, é alvissareira, sim, a notícia do interesse da Camargo Correa em implantar uma unidade fabril na região para produzir cimento. Mas, paralelo a essa demanda, é preciso que a região se mobilize para conseguir energia abundante, segura e de qualidade como vetor de seu desenvolvimento, e não apenas para atender demandas de fábricas de cimento. Sem isso, continuaremos a viver para alimentar nossos sonhos de desenvolvimento!
Que tenhamos melhor sorte do que esta que só atrapalha nossas vidas!
PS: Na verdade, são três os grupos econômicos que têm projetos para a produção de cimento no Pará: os grupos Camargo Correa e Orsa, em Monte Alegre, e Votorantim, em Primavera.
Pelo amor di deus acoisa aquita preta aquipresisa e de densevouvimento e nao de leis ambientais que empatam o densevouvimento da cidade
Sim, e a energia? Depois falarão: tentamos, batalhamos. envidamos todos os esforços, infelizmente não optaram por nosso município.Essas empresas são sábias e não embarcarão em qualquer barco.Sou um pouco cético em iniciativas públicas sem embasamento técnico.
Esse discurso de “forma sustentável”, “socialmente responsável”, não beira o ridículo, é o puro ridículo.
Isso começou com os primeiros encontros internacionais, como o que aconteceu no Rio de Janeiro (duas vezes).
São frases, palavras feitas que amenizam o impacto que o sistema capitalista implica no meio ambiente. Dai, são criadas leis que aparentemente tentam “adequar” o empreendimento ao meio ambiente e vice-versa.
Pura mentira, nunca vi um empreendimento de grande porte ser barrado. Até porque o licenciamento ambiental é autorização do Poder Público Executivo.
Fato é: poderemos ver outros Estados com calcário de Monte Alegre, e energia de Tucuruí produzirem cimento.
Este é o Pará que “a gente” não faz.
João falou tudo !!!!!!!
O comentário aqui em manaus e que já esta confirmada que a fabrica sera aqui….
Não entendi pois em Santarém se comenta que a Intercement ainda não escolheu o local, sera que existe algo oculto que não estamos sabendo.