Vítimas de ferroada de arraias aumentam consideravelmente nesta época do ano nas praias do Tapajós
Ponta do Cururu, em Alter do Chão, uma das praias mais badaladas de Santarém
por Sávio Carneiro (*)
Entre os meses de setembro e dezembro, as águas do rio Tapajós baixam e as belas praias que surgem ao longo das margens do rio são atrações que encantam qualquer turista.
Mas por trás desse espetáculo encantador e belíssimo da natureza o banhista, e principalmente o turista, precisam ficar atento para um perigo que surge todos os anos nessa época e tem feito várias vítimas, a ferroada de arraia.
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Apesar de não ser mortal, a ferroada provoca uma dor intensa e se não for tratada pode trazer conseqüências graves.
Somente neste mês de outubro várias ocorrências foram registradas nas regiões de praia.
Na comunidade de Nova Sociedade, no rio Arapiuns, o pescador Adésio Silva, 37 anos, foi ferroado por uma arraia quando estava pescando na beira de um lago. O seu sobrinho, também, foi vítima no mesmo dia desse tipo de peixe.
O empresário santaren, Cleberson Machado é outra vítima que engordou as estatísticas, quando sofreu o ataque, no início do mês, na praia do Pindobal, em Belterra.
A maioria da vítimas são turistas desavisados que mergulham em locais propícios para esse tipo de ocorrência.
Arraias vivem no fundo do rio, repousando na areia. Com a estiagem, o fundo fica raso, e é ai que mora o perigo. Embora seja animais de natureza dócil, acabam ser tornando agressivos. Atacam por instinto de sobrevivência.
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* Repórter especial do Blog do Jeso e técnico em segurança do trabalho.
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