Ex-presidiário volta ao crime

Publicado em por em Perfil, Segurança Pública

Personagem retratado pelo jornalista e blogueiro Manuel Dutra, na reportagem O caso “Fute” – Liberdade a um prisioneiro ou irresponsabilidade do Estado?, Manoel de Oliveira Pereira, voltou à prisão hoje (30).

É acusado de roubo, segundo o escrivão da Polícia Civil em Santarém, Hitamar Santos.

Futi, 45 anos, chegou a dizer ao jornalista que não retornaria mais à vida bandida.

– Cansei do crime e não quero mais isso, doutor! – declarou.

Dutra, na ocasião da entrevista com o ex-presidiário, levanta dúvida sobre essa promessa.

– Fute terá forças para fazer o que diz pretender, ou seja, jamais retornar ao crime? – indaga.

Definitivamente, não teve.


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7 Responses to Ex-presidiário volta ao crime

  • Jeso! Os presídios brasileiros são verdadeiras escolas de bandidagem. O preso não trabalha, não faz nenhuma terapia ocupacional. Enquanto não houver uma politica de resocialização outros “futes” não vão ter condições de recupreração. Um abraço….

  • Tem jeito sim dele parar de roubar: É só colocá-lo numa cela trancar a grade e jogar a chave fora, duvido que ainda roube. Quanto a essa questão de ressocialização pra mim nem deveria existir, porque se o cara comete um crime e é julgado e condenado a uma pena, ele tem mais é que pagar se lascando na prisão. Agora inventaram um monte de benefícios para esses bandidos, e as vítimas levam a pior nem um benefíciozinho do Estado recebem, enquanto os bandidos daqui a pouco vão receber medalhas de ouro na prisão e liberdade antes de serem julgados. É por isso que no Brasil a criminalidade só aumenta, porque ela é incentivada por leis pilantras.

    Criminoso até votar já pode, pode!!!! No Brasil tudo pode, menos ter justiça de verdade.

  • Caro Jeso! muito oportuna essa reportagem.
    Esse caso não é privilégio só de Santarém, os presídios brasileiros estão amontoados
    de casos semelhantes a esse. Nossas cadeias são excelentes formadoras da bandidagem. O Estado é o maior financiador e no final é a sociedade quem paga o preço, muitas das vezes até com o sacríficio de vidas inocentes.
    Infelizmente não vejo melhora no sistema prisional brasileiero. Sistema que há muito tempo está falido e mais uma prova que não recupera ningúem. Quem entra no sistema como assaltante quando sai já vem com o curso completo de estuprador, traficante e homícida.
    Gervásio
    Brasília – DF

    1. Foi justamente essa temática, caro Gervásio, levantada por Manuel Dutra na reportagem. Em regra, não existe a tal ressocialização.

  • ‘Fute’?
    Esse rapaz é perigosíssimo.
    Sua vida pregressa o condena, como foi condenados pelos crimes que praticou.
    Ele é nocivo à sociedade e tem que ficar atrás das grades, já que o Estado não satisfaz o que reza a Constituição Federal/88.
    Tem culpa o próprio ‘Fute’, que não é criança e sabe muito bem o que fazer, e faz, praticando crimes, e o Estado que não cumpre o seu papel de ressocializar os criminosos.
    E tem muitos e muitos ‘Futes’ da vida por aí, em via pública…
    Fui claro?

  • Infelismente o jornalista se presipitou ou nao foi a fundo na questao da resocialisaçao do fute pois o mesmo jamais parou com crime pois vivia pelas bandas do mascotinho praticando esse tipo de delito . Oportunidade nao fautou e a chance foi oportunizada a esse elemento que nao soube abraçar.

    1. Acho que foi a fundo sim, Pedroso. Tanto é que colocou em dúvida a promessa de Fute de que não voltaria ao crime. O pano de fundo dessa questão da reportagem, no entanto, caro Pedroso, é outra: a tão decantada ressocialização nos presídios e cadeias públicas no Pará existe mesmo?

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