Protocolado na Câmara Municipal de Santarém, oeste do Pará, pedido de cassação do vereador Yanglyer Glay Santos Mattos, o Mano Dadai (PRTB). Motivo: quebra de decoro parlamentar, em decorrência de sua condenação a 8 anos e 6 anos de prisão por envolvimento na Perfuga.
O pedido foi dado entrada ontem (25) pelo policial militar José Monteiro Filho, residente em Santarém.
A cassação é embasada no artigo 5º do decreto 201, de 1967, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos e vereadores.
Foi esse decreto que respaldou a abertura de uma comissão processante na Câmara contra o ex-vereador Reginaldo Campos, em setembro de 2017, por envolvimento também na Perfuga. Para fugir da pena de inelegibilidade, em dezembro daquele ano Reginaldo renunciou ao mandato.
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Mano Dadai, então 1º suplente, assumiu a vaga.
É o segundo pedido de cassação do mandato de Dadai protocolado na Câmara neste ano. O primeiro, de fevereiro, foi arquivado depois de receber parecer contrário da Corregedoria da Casa, sob a presidência do vereador tucano Jandeílson Pereira.
Dadai está afastado do cargo desde terça-feira (23), em obediência à decisão judicial proferida na sentença condenatória dele.
“Deixar que um vereador continue no cargo após prática de tais crimes [peculato e associação criminosa] é brincar com a boa fé do cidadão santareno”, escreve o militar no pedido.
“Pode parecer dolorido para os senhores vereadores tomarem esta decisão [a de cassar Mano Dadai], por se acharem constrangidos em afastar um colega. mas os senhores tem compromisso com a verdade. Não podem serem [sic] convenientes com a impunidade, o câncer que está levando a classe política ao suicídio moral”.
TRAMITAÇÃO
O pedido de cassação será encaminhado à Corregedoria da Câmara, para um parecer sobre a solicitação. Retorna à Mesa da Casa que decidirá se cria ou não uma comissão processante.
Essa comissão, a ser composta por 3 vereadores, terá o papel de iniciar o processo de cassação, garantindo o direito constitucional de Mano Dadai de ampla defesa.
Ao final, apresentará suas conclusões em relatório, a ser submetido à votação do plenário da Casa — a instância que tem pleno poderes de decidir ou não pela cassação do parlamentar.
No vídeo, o vereador Dayan Serique explica a tramitação do processo de cassação de Reginaldo Campos — o mesmo ritual a ser obedecido no caso de Mano Dadai.
Nos municípios paraenses em geral, a política municipal é uma pouca vergonha. Muitos prefeitos criam uma tal de “base de apoio”, regada a muita propinagem, ” cala boca”, etc., pra encobrir suas falcatruas, suas corrupções, e a maioria dos vereadores ficam mais canalhas do que já são, e o festival de roubalheira e incompetência ficam “legalizados”, “oficializados”, uma safadeza gigantesca. Diante de toda essa esculhambação, a dita ” Justiça” dorme😴😴 e como dorme 😴😴😴 e de barriga cheia😊😡😴😴😄😄😂😂😕😕😑😑👎👎