Foto – Romulo Viana/Texto – Dellio Aquino

Um rio d’ouro deságua no meu peito, onde estarão teus poetas? Como negar silhuetas de montanhas na tua alma? As lágrimas e o sangue entrelaçados nessa tua tez de barro; não, não, eu prometo não chorar pelos teus melhores filhos, prefiro sentir o aroma das gordas piracemas, ouvir a chuva naquelas inesquecíveis palhas, hoje eu até fumaria pra embebedar-me do teu silêncio, pra sentir a integridade dos frutos dos teus cílios, pra reacender tuas velhas fontes e evitar que me leves ao mar porque não sei mais das tuas aldeias anciãs e nem quero esquecer a voz dessa cidade.
Veja também:
O encante do rio, de Jeso Carneiro.
Barco cruza o rio Arapiuns, de Márlio Juliano.
Canoa submersa em Alter do Chão, de João Segundo Sena
Praia ‘vulcanica’ em Alter do Chão, de Sávio Carneiro
Igreja a Conceição, de Margarida Dias.
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A vida azul acabou na Orla de Santarém
A saudade que ficou e a herança nusojar
A escola do desmatamento se consolidou
A mutação foi oriunda do silêncio maior
Adeus Vera paz e Coroa de areia
O futebol e sues craque abduziram-se
O sítio arqueológico morreu de novo
A montanha de cimento e ferragens
A aglomeração dos barquinhos
E os gigantes lotados de farelo ouro
Rumo aos grande dominadores
Restou os excrementos aos donos
Adeus a nossa Copacabana!