Poesia – Tempo

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Não passou

Passou?
Minúsculas eternidades
deglutidas por mínimos relógios
ressoam na mente cavernosa.

Não, ninguém morreu, ninguém foi infeliz.
A mão- a tua mão, nossas mãos-
rugosas, têm o antigo calor
de quando éramos vivos. Éramos?

Hoje somos mais vivos do que nunca.
Mentira, estarmos sós.
Nada, que eu sinta, passa realmente.
É tudo ilusão de ter passado.

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De Carlos Drummond de Andrade, poeta brasileiro nascido em Itabira, Minas Gerais.


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One Response to Poesia – Tempo

  • Nós somos o tempo que passa. Os grandes passantes somos nós….!!! Esse Drummond é inspirador.

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