Cartesianamente…
Minha natureza
É de um titubear
Tatibitate:
Enquanto meu coração
Se debate,
Ensimesmado,
Minha razão faz
Um debate
Acalorado
Dando nó na certeza
Que nunca tive
Se dentro de mim
Uma crença vive
De que é possível
Não titubear em ti…
– Penso, logo evito…
Minha correnteza
É de um tilintar
Tonitruante:
Enquanto o sangue
Jorra em minhas veias
Acabrunhado
Minhas lágrimas
Vertem na areia
Todo o meu ser apaixonado
Dando um nó na certeza
Que sempre tive
De que o desejo
Em mim revive
E que é possível
Não tiritar em ti…
– Penso, logo hesito…
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Minha beleza
É de um tipificar
Terrificante:
Do sol do meu olhar
Recalcitrante
Finjo não querer
Iluminar
O teu semblante
E nem calcificar
Todo teu brilho
E do mesmo estribilho
Que se propaga
De meu repente
Ofusca-me teu olhar
Incandescente…
– Penso, logo insisto…
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De Jota Ninos, poeta amazônico nascido no Pará (Belém).
Ninos, rasga o Descartes e vai pro Roberto Freire de “Sem tesão não há solução”..rs.
Alê,
Não “descarto” a hipótese…. rsrsrs
Boa sugestão Alessandra…rs..e J. Ninos, gostei sim da sua poesia, mas, na próxima, “descarte” (by NINOS) Descarte…rs
abraços
Maravilhosa poesia! As nossas almas foram acariciadas pela leveza e beleza poética e sensível do autor. Se as Cartas Apolináricas, (rsssssrrrssss), primassem pelo repúdio, sem prostituir a figura feminina, sem colocá-la em condições de um prazer vulgar, o repúdio poético será mais interessante. O intuito, aqui, não é de criticar por criticar as “Cartas Apolináricas”; mas que continuem sendo escritas, em bases respeitosas e humanísticas para com as mulheres. Sabemos que o ouro, quando bem trabalhado torna-se jóia rara.
ok, linda poesia, mas aff… Damásio urgente, leia o “Erro de Descartes”, então pense menos e viva mais…rs se joga, sem medo de ser feliz, abraços
Uau! Que lindo !