Poetas amazônicos

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Cartesianamente…

Minha natureza
É de um titubear
Tatibitate:
Enquanto meu coração
Se debate,
Ensimesmado,
Minha razão faz
Um debate
Acalorado
Dando nó na certeza
Que nunca tive
Se dentro de mim
Uma crença vive
De que é possível
Não titubear em ti…

– Penso, logo evito…

Minha correnteza
É de um tilintar
Tonitruante:
Enquanto o sangue
Jorra em minhas veias
Acabrunhado
Minhas lágrimas
Vertem na areia
Todo o meu ser apaixonado
Dando um nó na certeza
Que sempre tive
De que o desejo
Em mim revive
E que é possível
Não tiritar em ti…

– Penso, logo hesito…

Minha beleza
É de um tipificar
Terrificante:
Do sol do meu olhar
Recalcitrante
Finjo não querer
Iluminar
O teu semblante
E nem calcificar
Todo teu brilho
E do mesmo estribilho
Que se propaga
De meu repente
Ofusca-me teu olhar
Incandescente…

– Penso, logo insisto…

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De Jota Ninos, poeta amazônico nascido no Pará (Belém).


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6 Responses to Poetas amazônicos

  • Maravilhosa poesia! As nossas almas foram acariciadas pela leveza e beleza poética e sensível do autor. Se as Cartas Apolináricas, (rsssssrrrssss), primassem pelo repúdio, sem prostituir a figura feminina, sem colocá-la em condições de um prazer vulgar, o repúdio poético será mais interessante. O intuito, aqui, não é de criticar por criticar as “Cartas Apolináricas”; mas que continuem sendo escritas, em bases respeitosas e humanísticas para com as mulheres. Sabemos que o ouro, quando bem trabalhado torna-se jóia rara.

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