Poetas amazônicos

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O Mar … a Cela

Estou preso no Mar que vai dar nela,
Estou preso na cela que é este Mar.
O Mar, que sente a vela derivar.
O Mar, a vela… ela!: minha cela.

O Mar é a teia dela… a sua tela,
Que ateia fogo ao Mar no afã de amar,
No afã de tê-la e vê-la pra pintar
Aquela a perguntar se o Mar é dela.

Ao vê-la, a vela ao Mar não sente o ar.
Também não sente o ar a tela ao tê-la…
O Mar, a cela… ela!: minha vela.

Amar a cela é vê-la navegar,
Vagar, velar; e tê-la como está:
Mar, cela, vela, ar, tela, bela: ela!

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De Orivaldo Fonseca e Zé Maria Pinto, poetas amazônicos. O poema é uma homenagem à Marcela, esposa de Orivaldo.

Leia também:
O ladrão, de Orivaldo Fonseca.


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