O tempo
Assim se confunde
Em negritude
Um lamento,
Um gemido,
Dor de acalento
Que mistura
E afunda
Numa sensação mística
De construção rígida,
Inacabada,
Presa ao espaço
Por sua presença sólida
No caminho do tempo
Que impaciente
Passa e se renova
Dono de si.
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De José de Alencar Godinho Guimarães, poeta amazônico residente em Santarém.
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