Poetas amazônicos. Precisa morrer?

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Morto Vivo

Observai …. somente observai
O homem triste, derrotado,
Pouco a pouco definhar.
Podeis compará-lo
Ao vegetal predado.

Nele falece irremediavelmente
O encanto animador da vida
E a consequente
Sustentabilidade afetiva.

Não tentai em hipótese alguma reanimá-lo.
Inauditível agora qualquer conselho
Tudo perde o brilho e inexiste beleza
No olhar já sem os megapixels.
O amargo é docíssimo.

Nada sonha. Nada mais almeja.
Deletados estão, certamente,
Todos os arquivos da memoria.
Podeis, contudo, refletir:
Ele ainda precisa morrer?

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Edwaldo CamposDe Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer.

Leia também dele:
Coisas do Sonho.
Mutação.
Pequeno discurso à Santarém violentada.
Vida passante.
Amor-paixão.
Ângela.
Morte de Joana.
Galanteio noturno em bar de praia.
Teu andar.
Lábios.


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One Response to Poetas amazônicos. Precisa morrer?

  • O gentleman Panga deixou muita saudade. Ele sim, deveria ser chamado de Excelência, pois praticava a excelência em tudo na vida. Ave, amigo Surdão que sabiamente “excelenceia” tudo a seu redor. Antes das críticas, este comentário é para ser lido com os olhos do coração. TAPAJOARAMENTE AZUL,

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