por David Marinho (*)
O índice pluviométrico da região amazônica é alto, pelas suas características de vasta floresta tropical, o que possibilita a precipitação de chuvas torrenciais intermitentes na região em pequeno espaço de tempo.
Todas as cidades daqui sofrem com inundações, conseqüências dessas precipitações – e os governos teimam e pavimentar ruas e avenidas sem se preocuparem com os projetos de saneamento básico e de infraestrutura, como abastecimento de água, esgoto e drenagem pluvial.
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Observando a nossa realidade em Santarém, a área urbana já sofre conseqüências desastrosas quando grandes chuvas desabam na cidade, causando transtornos e sofrimento aos seus habitantes, principalmente aos moradores das periferias que ocupam áreas desordenadamente, sem apoio logístico dos órgãos públicos em orientá-los nessas ocupações irregulares.
O Ministério Público, como órgão de justiça e fiscalizador dos gastos do dinheiro do contribuinte, deveria proibir que gestores municipais pavimentassem ruas e avenidas sem implantarem primeiramente os projetos de água, esgoto e drenagem nessas ruas.
Essa é uma prática essencialmente eleitoreira (de se fazer somente obras de superfície que impressionam os eleitores) tem causado grandes gastos do dinheiro público, que vai pelo ralo, ou melhor, pelas valas, ladeiras abaixo, sem benefícios nem retorno para a população.
Algumas principais avenidas de nossa cidade apresentam precariedade em suas pavimentações e principalmente na drenagem pluvial quando presenciamos alagamentos e transtornos, como, por exemplo, na avenida Moaçara, em todo seu trecho, avenida Cuiabá, próximo ao viaduto até o quartel do 3º BPM, e a avenida Fernando Guilhon, em quase toda a sua extensão.
Elas possuem canteiros centrais, mas apenas como disciplinadores de mão e contra-mão e não como “canteiros pluviais” que absorvessem a grande demanda de águas durante as chuvas que no período das precipitações acumularia e infiltraria em seus subsolos desde que fossem feitos os projetos desses sistemas conhecidos como “áreas verdes”.
Esse processo consiste em se escavar galerias que seriam reforçadas com estruturas de concreto armado premoldadas e montadas em linha em nível abaixo do greide de rolamento das ruas, que teriam um núcleo vazio com fundo vazado e forrado com uma camada de brita, e uma espécie de laje perfurada na parte superior com uma camada de terra vegetal e plantio de gramas para infiltrações.
Galerias essas dotadas de drenos de escoamentos das pistas para o interior das mesmas que absorveriam as águas durante as chuvas evitando possíveis acidentes com a aquaplanagem e o colapso do tráfego, procedimento que amenizaria a falta de drenagem profunda.
Aí Santarém começaria a entrar na era de cidades ambientalmente corretas com sustentabilidade.
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* Santareno, é gestor ambiental. Escreve regularmente neste blog.


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