por Tiberio Alloggio (*)
Uma coisa é a Santarém dos nossos sonhos, a cidade que gostaríamos ter. O que inclui, além dos desejos, um forte componente ideal. Outra coisa é a Santarém que temos de fato e aquela que poderemos ter, que depende das opções do presente.
Até alguns anos atrás era a classe média que liderava o povo, até porque esse não tinha os seus próprios líderes. Mas agora que os têm, já é o suficiente para a classe média perceber que não manda mais, que já não é mais Santarém.
Ainda que os “brucutus machistas” considerem a prefeita Maria do Carmo apenas “uma mulher”, sua pegada na grande maioria do povo santareno segue indiscutível, o que a torna “indigerível” aos refinados estômagos da nossa classe média.
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Depois da “árdua resistência” (nacional e local) na trincheira, contra a politica petista de distribuição social dos benefícios do desenvolvimento, a classe média desanimou de vez. Perdeu inteiramente as esperanças de uma Santarém que quer, ou gostaria de ter.
Derrotada, a elite cansou ao ponto de renunciar às mobilizações populares. Não acredita mais nelas. Até porque percebeu que o povo está todo do outro lado.
Não acreditando que pela via popular possa mudar alguma coisa. Ficou apenas na busca estéril de um pretexto jurídico para ganhar um improvável “tapetão” ou (escondida atrás de um computador) ficando digitando barbaridades anônimas na rede virtual.
Infelizmente, mesmo não sendo uma classe monolítica, a hegemonia na classe média continua pertencendo aos rabugentos, aqueles que acham que a Santarém (engolida pelos buracos do inverno amazônico), acabou (num buraco) para sempre.
Mas a Santarém que acabou é aquela que decorreu dos erros praticados ao longo de muitas décadas por essa mesma elite, que sempre governou olhando para seus interesses econômicos imediatos.
Aquela mesma que adora gastar com seus bichos de estimação, mas que procura desconhecer a existência do salário mínimo e dos direitos trabalhistas.
Hoje, falta à classe média um(a) líder. Capaz de se projetar acima do conjunto, que por definição é médio, o que se confunde com mediocridade. Um líder capaz de representar seus anseios (não rabugentos) e mostrar capacidade para realizá-los.
Durante a década que está se acabando, Santarém mudou sua condição de economia subdesenvolvida, essencialmente agrícola e rural, para um Município em desenvolvimento, em constante processo de transformação.
No rumo do Brasil de Lula, Santarém cresceu economicamente, e encontra-se hoje em franco processo de urbanização, que já a caracteriza como um grande polo regional de distribuição de serviços.
Uma grande área metropolitana que desenvolveu uma nova classe média cheia de esperanças, que acredita que a educação é a chave para um desenvolvimento justo.
De agora em diante, a nossa velha elite terá de conviver com essa nova classe média, que atribui aos governos do PT os avanços que conquistou.
É inegável que no último ano e meio, Santarém sofreu sérios problemas políticos conjunturais, tendo até quem pronosticava o enterro de um suposto governo natimorto. Só que estruturalmente, Santarém estava e continua estando muito bem senhor.
No entanto, conjunturalmente, o quadro santareno ficou desanimador aos olhos da nossa elite, ainda mais quando amplificado pelos nossos comunicadores de meia tigela, que acompanham e alimentam os maus humores desse seu público.
Mas as conjunturas mudam, ou podem ser mudadas a curto prazo, enquanto o estrutural segue permanentemente. E a retomada de obras e investimentos, demonstram que Santarém não acabou e tampouco vai acabar.
Maria do Carmo segue firme e forte na condução de seu programa de governo, que é o que interessa ao povo, que dá sustentação política ao governo. Seu grupo politico nunca foi tão forte, compondo Secretarias de Estado e até Ministério. Cujas decisões politicas a ser tomada no presente influirão ou determinarão ainda mais a configuração futura da nossa cidade.
E a nossa velha classe média? Sobrou-lhe alguma coisa além do autismo rabugento?
Seu maior desafio será tentar romper com essa condição, que lhe impede o “diálogo” com o resto da sociedade, para tanto precisa ter humildade e reconhecer que a Santarém que está ai, não é “tão horrorosa assim ” como imaginam seja.
Mais difícil ainda, será se acostumar a projetar uma Santarém que não se limite ao desejado pela classe média, o que os remetem ao esforço de pensar numa Santarém para todos.
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* É sociólogo e reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.
fala serio meu irmão, você é desinformado ou estar se fazendo os movimentos sociais estão nas ruas de santarem, o povo ta saturado das mentiras da tua prefeita que é burguesa, você ta jogando pela janela todo aquele tempo que os pobres professores investiram em você, mentir é feio, para de rasgar seda, falta só 2 anos pra acabar essa bagunça, da um tempo, é uma pena que esse tal de jeso não tem coragem de publicar essa ….aqui não tem anonimato não. Eu sou eu…
Ivan Leão, critique as ideias do articulista. E não o articulista. Saiba viver com o contraditório. A verdade não é o que vc. prega, que vc. imagina. Há verdades, uma delas é a sua. A do Tiberio é outra que se revela. Portanto, aja como pessoa civilizada, democrata. Se seus comentários forem apenas na toada na difamação, de estéril “pedradas” na vida pessoal dos colunistas do blog, não tenha dúvidas: será censurado. Como foi parte dele.
não nem te responder, mais pra todas as formas valeu ganhaste um ponto.
Professor, seu mais profundo e belo texto.
brigada e não se esqueça de mim.
Tudo errado. Todos equivocados.
Vocês não leram ao texto do Paulo Sidmil (não sei se é assim que se escreve) publicado aqui neste blog, que contou sobre a morte (assassinato) do Elias Pinto???
A oligarquia Santarena continua aí inabalavel e fortaleceu ainda mais o PCC. Substituiram apenas o timoneiro de plantão. Saindo de cena os Correa e entrando os Martins.
Querer emprenhar nossas cabeças que Mariona tem origem popular é menosprezar nossa inteligencia. Brincadeira.
Glosário: PCC (Pereira/Corrêa/Coimbra)
O roteiro é o de sempre. O sociólogo dá uma aula, e a elitizinha burra se zanga e o desqualifica.
Não aprende nada, mas que mediana… eu diria medíocre.
Fui!!!!!
Tiberio, parabéns por sua corajosa e lúcida leitura. Levada em positivo, serviria aos próprios medianos na auto-analisar acerca de suas atitudes falidas.
Mas não se iluda, a pequenez cultural da elite é peculiar, a barriga fala mais alto. Sem tetas para mamar eles não sobrevivem.
Lideres nessa seara? Só com muito dinheiro na mão.
desce desse disco voador Tibério, que planeta é esse que vc anda?
Cara vc é risível, em sua homenagem
hahahahahahahahahahahahyahahahahahahahaha
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
hihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihihi
Insanidades. Hoje o sociólogo se superou, presta só atenção:
“Nova classe média, que atribui aos governos do pt os avanços que conquistou” – onde está essa gente? de que pesquisa do Ibope tiraste essa tal atriubição?
Certamente que alguns petistas ingressaram na classe média, mas não me pergunte a que preço. A Maria e seus familiares sempre foram burgueses, então eles estão fora dessa pesquisa. Outros tantos petista, especialmente os daqui de Santarém saíram da pobreza, pois todos estão empregados na mãe prefeitura e até já tem calça jeans, dentadura, corega, fusquinha e até amante.
“Ao povo, que dá sustentação política ao governo”. Que povo? O que vaia a Maria burguesinha aonde quer que vá?
Bicho Grilo,
Percebe-se que analises sociais não são coisas da sua alçada. Citar o IBOPE num caso desse….me desculpe….
Pelo jeito, analises sócio-politicas também lhe são estranhas. Achar o PT um partido de Classe Média é manifesto desconhecimento da historia politica do Brasil e da historia de seu fundador.
Ainda que indivíduos de classe média possam participar em suas fileiras, origem e propostas do PT não tem nada a ver com o “individualismo” e o “egoísmo” da classe média.
Bicho Grilo… precisa estudar mais…..
Tiberio Alloggio
e o que veremos nessas eleiçoes. mesmo se o povo esta todo do lado deles!!!!nos aguardem esse ano promete….
Esse Tiberio, além de não conhecer política, desconhece totalmente a história da vida de Maria do Carmo. Ela é totalmente da alta burguesia! Everaldo, Carlos e Emília são crias da classe social mais alta de nossa cidade.
Rematada bobagem, perda de tempo, inutilidade manifesta, além de um exercício monumental de ignorância política ou conveniência ideológica.
Tibério foi muito mal nessa análise.
`
Pena!! Eu que até gosto de uma ou outra coisa que ele escreve.
Guima.
Poxa, que paulada na burguesia santarena. E doeu viu, mano velho.
Mas tenho que concordar.
Oi Jeso, cada vez que leio o que o Tibério escreve mais acredito que ele e foncionário da Prefeitura Municipal de Santarém.
PTiberio, faz tempo que acompanho seus comentários, em alguns casos você demonstra lucidez, mas em outros você é totalmente equivocado! Principalmente no que se refere à política. Você está querendo dizer que a prefeita e sua família não fazem parte da elite Santarena? Cai na real! Tem mais, o método político do PT é muito parecido com o do PSDB, em alguns momentos igual, e em outros até pior. A diferença é muito sutil, com leve destaque para as políticas sociais dos petistas. Um exemplo foi o método que utilizaram para acabar com um dos principais prestadores de serviço de Santarém, o lanche do Lino em Alter do Chão, também a forma que vem conduzindo o ultimo concurso público municipal, fazendo o impossível para manter o cabide de empregos e por ai vai. Sou obrigado a concordar com você sobre as criticas a malha viária urbana que a elite feudal de Santarém regurgita todos os dias. Estaremos navegando em céu de brigadeiro no dia que este realmente for o maior problema desta cidade.