Do bate palma ao shopping, por Núbia Pereira

por Núbia Pereira (*)

Não há época para o consumismo. As lojas de varejo e atacado são invadidas diariamente por clientes, em todos os cantos do mundo. Mas, nas datas comemorativas, o volume de pessoas aumenta e o faturamento é sempre elevado.

Quando se trata de Natal, então, é aquele deus-nos-acuda. Vale uma roupa nova, nem que seja para curtir a família, sentado na sala, assistindo TV ou mexendo no celular.

O brasileiro, famoso por deixar tudo para a última hora, aproveita para bater perna em busca de ofertas, promoções… E não abre mão de um bom atendimento. Infelizmente, quando o assunto é atendimento de excelência, é preciso contar com a sorte e garimpar mais do que quando se tá a procura daquela roupa que você torce para “cair bem no corpo” (sem precisar fazer ajustes), ou daquele sapato que é o seu número.

Quem não gosta de se sentir em casa quando entra numa loja?

Se o cliente estiver confortável, o lucro é garantido, mas nem todos os empresários e comerciantes pensam assim. Pelo menos não parece, pois o que se percebe são vendedores despreparados, desestimulados e que, ao invés de atrair, acabam “expulsando” pessoas que estão dispostas às compras.

Há quem possa dizer: mas loja não é a “casa da mãe Joana”. Convenhamos! Mas também não é nenhum tribunal para que “juízes amadores” julguem e condenem cliente pela aparência.

E por falar em sorte, talvez nem seja tão mal assim o cliente ser julgado como a famosa “cara de pobre” por vendedor de nariz empinado. Pensando bem, é mais que um alívio não ter no pé alguém empurrando “coisas” que, de fato, não é de seu interesse.

Mas, e os preços?

Bendito sejam os locais onde os preços estão coladinhos nos produtos. Isso é outra raridade! E nem ouse perguntar “quanto custa esse?”, e “esse?”, e “esse aqui? se o vendedor não tiver ido, realmente, com a sua cara. Levar vários itens para o provador e não comprar nenhum… Calma!!!

Alguns estabelecimentos decoram os espaços com alho, pimenta, sal grosso e muitos etc afins, para espantar o mal olhado, a inveja…vai que “o feitiço vira contra o feiticeiro” e você se livra de um “quebranto”. Apressa o passo, sempre existe uma loja pela frente…

Pesquisa feita pela Universidade de Harvard, em 2006, mostrou que 66 por cento dos consumidores não repetem uma experiência com um produto ou serviço por conta da indiferença dos funcionários no atendimento. Claro, né? Quem gosta de maus-tratos é mulher de bandido, não cliente decente.

Aliás, ser recepcionado com um ar de “esse não vai comprar nada” é uma das estratégias mais negativas de colaboradores despreparados e que, certamente, não estarão no mesmo lugar nos próximos “natais”, ou então vão estar sim, amargando inúmeras frustrações deixadas por clientes “cara de rico” que entram, bagunçam as prateleiras e os closet’s, mas não compram nada. Bingo!

O mau atendimento afasta muito mais do que o precinho que não cabe no bolso, mas quando há “o encanto” o cliente pode até sair de cena apertado (de grana), mas satisfeito (de espírito).

Clientes mal atendidos não retornam. Nem insista! Clientes encantados divulgam o local. E voltam, sempre!

Quando há excelência no relacionamento entre os colaboradores de uma empresa, qualquer negócio pode ser realizado mais facilmente. Quando se trata de vendas, faz-se necessário que, além dos produtos, sejam oferecidos, gratuitamente, comprometimento e dedicação. Atendimento é algo que faz parte do nosso dia a dia. E aquele, o VIP, faz toda a diferença.

Então, que tal deixar fluir a magia da excelência no atendimento e se preocupar mais em atrair clientes?

O réveillon tá na porta! Uma nova chance é dada para satisfazer e encantar pessoas de todas as idades, de todos os estilos…Tomando isso como lição, garanto que todos vão entrar ganhando.

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* É jornalista.

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