Literatura da melhor qualidade, por Wildson Queiroz

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Literatura da melhor qualidade, por Wildson Queiroz, Célio Simões
Célio Simões, escritor paraense nascido em Óbidos

por Wildson Queiroz (*)

Com título “Um pouco de muitas histórias”, o mais recente livro de Célio Simões de Souza, ilustre obidense, é um belo exemplo do que temos de melhor na literatura paraense contemporânea.

A obra reúne uma seleção de crônicas com relatos sobre a infância e juventude do autor, vividos em sua cidade natal e em outras localidades. Conta fatos curiosos e até engraçados do cotidiano de quem vive no interior da Amazônia.

Sem fugir da tradição literária da sua querida Óbidos, tão famosa por conta dos ilustres Inglês de Sousa e José Veríssimo, o livro eleva seu autor, já consagrado no meio jurídico e acadêmico, ao mesmo nível literário de seus conterrâneos famosos.

O conteúdo apresenta-se de forma magistral, sem tornar a leitura cansativa ou entediante. Os textos foram escritos de modo acessível ao público em geral, não incorrendo em termos técnicos ou acadêmicos.

Impossível não imaginar as cenas pitorescas narradas no livro levando-se em conta os detalhes tão bem empregados pelo autor no desenrolar das histórias, transportando o leitor ao momento exato em que o fato se dá à bucólica Óbidos e sua gente tão bem retratada nas mais diversas situações vividas por quem habita as cidades quase esquecidas deste imenso país.

Li com enorme prazer e recomendo com franqueza “Um pouco de muitas histórias” a todos que apreciam literatura da melhor qualidade e tenham interesse em se aprofundar e conhecer um pouco mais sobre a história e os causos regionais contados por Célio Simões de forma leve, divertida e tremendamente agradável.

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* É escritor e pedagogo. Reside em Alenquer.

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One Response to Literatura da melhor qualidade, por Wildson Queiroz

  • Caro Wildson, você é um privilegiado por ter acesso a uma parte do universo desse ilustre conterrâneo, contemporâneo, domamandense, AZULINO, pois ele mesmo nos informa que trata-se de “Um pouco de muitas histórias”. Em abril ou maio estarei aí na Santa, Santa Santarém, vou procurar nas melhores livrarias e me deleitar nas histórias, entre outras, do Paraná da Dona Rosa ou, quem sabe, ele não nos conta mais “milagres” do Juvêncio Cacau citado em “Sementes do sol”, do não menos ilustre Ademar Ayres do Amaral? Forte abraço AZULINO em você e nos amigos citados.

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