* Mais medicina, saúde e vida saudável para a população!
por Everaldo Martins Filho, especial para o Blog do Jeso (*)
Porque faltam profissionais de medicina nos municípios menores, médios e maiores do país. Das vilas e distritos, às capitais e metrópoles nacionais. Porque faltam profissionais de saúde familiar, de clínica médica ou geral, de saúde pública e de especialidades médicas.
Faltam pediatras, obstetras, cirurgiões, ortopedistas e anestesistas além de oftalmologistas, psiquiatras, cardiologistas, médicos e médicas de alergias, de ouvido, nariz e garganta.
Como faltam sanitaristas, infectologistas e geriatras.
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Porque faltam profissionais para uma medicina saudável, humana, científica e cultural (étnica, de classe social, para os diferentes extratos sociais, por exemplo). E até para uma medicina de doenças e patologias, e mesmo para uma medicina que caiba na economia de mercado, de custos e lucros, poucos recursos e muito discurso e fatos escusos.
Porque falta medicina nos sistemas de saúde e para as existências das pessoas. Porque faltam profissionais de medicina no Sistema Único de Saúde e na medicina privada, voluntária e de planos e convênios de saúde. Porque faltam médicos e médicas para atender, cuidar e assistir os indivíduos e o coletivo, como para prevenir, proteger e promover a saúde.
A medicina é das empresas de equipamentos, insumos e medicamentos; é do governo e dos gestores públicos ou particulares e proprietários; e claro, dos usuários e usuárias, do controle social e da participação popular, da imprensa, da justiça, dos parlamentares e do corporativismo profissional. Faz tempo. Por isso também faltam médicos e médicas, Brasil afora.
Em Santarém, de 2005 a 2012, a Prefeitura Municipal conseguiu aumentar o número de profissionais de medicina contratados (efetivos, temporários, cooperados), de menos de sessenta para mais de cem. Integrando a política de recursos humanos do município na área médica, com os governos estadual e federal, com a Unimed, com os municípios da região e até com outras categorias profissionais da área de saúde.
O Governo do Estado abriu o curso de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPa), inaugurou/operou o Hospital Regional do Baixo Amazonas (2006/2007) e construiu o novo Pronto Socorro Municipal (2010). O Governo Federal manteve, e aumentou e mantém o teto físico e financeiro mensal de média e alta complexidade do município, da atenção básica e do SAMU, entre tantas estratégias, dos barcos Abaré I e II, de saúde fluvial. Além de financiar grande parte dos programas de residência médica da UEPa, que funciona nos Hospitais Regional e Municipal (da Prefeitura) e nas unidades básicas e especializadas de saúde da rede municipal.
A Unimed Oeste do Pará, Cooperativa de Médicos, inaugurou o seu hospital em 2010 e também gera mais empregos médicos em Santarém. Os municípios da região contratam médicos de Santarém para trabalhar lá nos finais de semana ou mensalmente.
Profissionais de enfermagem, principalmente de nível superior, puderam atuar amparados institucionalmente em CASA’s (Centros de Atenção à Saúde 24 horas) e em comunidades rurais para que o número de médicos pudesse ser otimizado para serviços de urgência e emergência, por exemplo, ou de terapia intensiva, prioritariamente. Mesmo assim, ainda é flagrante a falta de profissionais de medicina na Pérola do Tapajós. Sabe quem precisa. No SUS e nos planos de saúde.
Olha que os médicos que trabalham em Santarém têm melhores condições de suporte técnico e de equipe do que em outras cidades. E têm a possibilidade e a oportunidade de usufruir de uma boa qualidade de vida, com boas escolas para seus filhos – do ensino infantil ao de nível médio (IFPa, além dos bons colégios estaduais e privados), superior (UFOPa, UEPa, Ulbra, FIT, Iespes, além de outras) e pós graduação ( mestrado e doutorado na UFOPa e UEPa, por exemplo). E boas opções culinárias, de cinema e espetáculos locais, rede bancária, comércio central, descentralizado e shopping, praias, igarapés, o Parque da Cidade, modalidades e eventos esportivos, geradoras de tv, provedores de internet, rádios e jornais (impressos e eletrônicos) locais.
A iniciativa da presidenta Dilma e do Ministro da Saúde Alexandre Padilha, que combina o MAIS MÉDICOS PARA O BRASIL com mais dois anos no curso de medicina a partir de 2015, completa e completa-se com outros fatos e sugestões e deve resolver o problema da falta de profissionais, a curto, médio e longo prazo.
Quando os médicos recém-formados forem trabalhar na atenção básica do SUS, a partir de 2022, antes de se especializarem, se for o caso, vai coroar o propósito de um médico generalista e um médico por cada especialidade de maior demanda, para cada dois ou cinco mil brasileiros, por exemplo.
Porque é consequência de medidas como a abertura de novos cursos de medicina no país – em Santarém, além da UEPa, já estamos lutando por mais um curso, no IESPES, e a implantação de mais programas de residência médica, descentralizados das capitais e dos chamados grandes centros. Atitudes que iniciaram, para ser justo, no governo do ex-presidente Fernando Henrique.
O governo federal reafirma o SUS como essencial (portanto, necessário e indispensável). Reafirma o SUS, ademais, também como serviço, direito e patrimônio do povo brasileiro. Mas especialmente assegura o SUS como escolha, porque não o impõe como única alternativa de assistência médica e de saúde.
Para os médicos, por sua vez, o programa introduz – ou reintroduz, na prática, a sonhada carreira de Estado. Como existiu, antigamente, no Serviço Especial de Saúde Pública ( SESP), depois FUNASA ( Fundação Nacional de Saúde). Onde meu pai ( médico e da capital paraense) conheceu e casou com minha mãe, enfermeira e santarena.
A nova carreira, que virá progressivamente, porém, não deve repetir a injustiça de qualquer outra carreira federal. Que reproduz as desigualdades regionais. O gaúcho passa no concurso para o Pará e em cinco anos, no máximo, ele abandonou o Pará e inventou uma vaga para si nos pampas.
Pior é a desonestidade das carreiras estaduais, que no Pará, por exemplo, incha a capital de juízes, promotores, delegados, médicos, engenheiros, e outras profissões de órgãos estaduais. Saúde-se aqui, o dr Brasil, do Ministério Público Estadual, e o dr Merabeth, do DER, agora Secretaria Estadual de Transporte ( SETRAN), que não pegaram o ita pra’ “capitar”. São honrosas exceções. Porque todas as carreiras começam nos municípios menores e terminam sempre em Belém.
Aí a distribuição das vagas, de um órgão que seria estadual, muitas vezes é mais da metade em Belém, e a outra metade nos municípios médios, porque os pequenos – e são muitos, dos 143, sobram sempre. Nunca veem tais profissionais proponho que as carreiras no Pará possam terminar, pelo menos em Santarém, Marabá, Altamira e Itaituba, a título de ilustração e provocação. Eu queria ver quantos belenenses iam querer vaga no sul e no oeste do estado.
A oferta imediata de doze mil bolsas – ou até vinte e cinco mil – para médicos trabalharem, em quase cinco mil municípios brasileiros, a partir já dos próximos meses, ainda em 2013 e já em 2014, pode permitir o trabalho de médicos estrangeiros no Brasil, no início. Em lugares específicos, por um período determinado. Depois, ou eles tentam validar o seu diploma no Brasil ou voltam para seus países originais. Porque hoje faltam profissionais na nação.
E o exemplo a seguir pode até ser desproporcional. Mas cabe. Na primeira turma da UEPa, de medicina em Santarém, não passou quase ninguém ou ninguém da cidade. No vestibular de 2006. Mas na 2ª turma, de junho passado, só pelo que vimos em outdoor nos últimos dias, provavelmente vinte por cento são recém-formados de Santarém e mais do que esse percentual, são de municípios da região. O que foi planejado antes de 2006. E que deve continuar rendendo profissionais, cada vez mais, nos próximos anos, se as políticas públicas, iniciadas com o PSDB e que permaneceram com o PT, continuarem a cultivar o nobre objetivo de distribuir mais médicos e mais médicas para o Brasil.
Nenhuma revolução, por mais suave que seja, vai acontecer sem a disputa ideológica e da tradição contra outra ideologia e um sonho novo. Explica-se, então, as resistências, as perseguições contra a transformação, a inovação, o câmbio, a mudança. Da direita, dos órgãos de classe dominante. Não falta história, não nos abandonará o futuro. Que nos inspira a apoiar o novo projeto de Brasília. E que ele alcance mais medicina e vida saudáveis para a população brasileira, amazônica, santarena e do médio Pará, futuro estado do Tapajós!
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* Santareno, é médico.
Obrigado Gisele Alho voce me entendeu a Telma nao.Como nao conheço a Telma nao posso afirmar que nao entende por viseira ideologica.
Por que???
Porque medicos como vc nao sabem o porque dos porques. Simples assim.
Everaldooooo….se comentar algo estrago o texto. Arrasou!
Plac…plac…pla.
Ismaelino está em marte, ainda não caiu a ficha sobre o movimento das ruas ou não tem condições de absorver. Quanta miopia achar que tudo isso é contra o PT. Quer desviar o foco pra tirar uma lasquinha é! Vá em frente!
Deus, oh Deus, perdoai porque ela não sabe o que fala !
DesBom dia,
De antemão deixo claro que não sou nenhuma autoridade sobre a temática, mas como todos nós, também necessito de atendimento médico/hospitalar, sinto-me licenciado para tecer alguns comentários à respeito do artigo do ‘Ilustrissímo’ Everaldo Martins, Porque faltam profissionais de médicina?
São inúmeros os motivos e razões, que vão desde a opição pessoal do profissional até as esferas das políticas voltadas para a área de saúde.
Se o Brasil hoje precisa contratar profissionais estrangeiro, está o Estado dando um Atestado claro de sua incompetência em gerir suas política pública de qualidade e eficiência, pois nossos ‘Ilustíssimos Representantes Políticos’ não sabem fazer POLÍTICA, somente POLITICAGEM e em todos os escales, digo isso com tremenda infelicidade. Os céticos irão me pedir provas, mas que me apresenta uma contestação diferente? Se só temos noticiários que revelam corrupção, escola de falcatruas.
Se houvessem investimentos no ensino, cursos de medicinas espalhados em todos os entes federativos, em todas as regiões (alguém sabe me responder quantas Universidade de Medicinas há no Estado do Pará).
Se houvem Hospitais para Residência Medicas, se estivessem hospitais públicos em todos os municípios, mas me refiro a hospitiais equipados em condições para atender todas as especialidas, os profissionais sentiriam motivados a prestarem serviços em hospitais públicos.
Se os profissionais no serviço público fossem reconhecidos e valorizados quem não se sentiria a vontade a permanecer em seus municípios? (Alguém poderia me lembrar qual o salário que os enfermeiros recebem no PMS?)
O Coorporativismo privado na saúde, trata a vida como mercadoria, onde os poucos que podem manter um plano de saúde privado, mesmo assim são mal trados e isso quando são atendidos. É tanta a burocracia no Coorporativismo que não tem muita diferença do SUS.
Sabe disso que possue o plano citado pelo Ilustrissímo’ Everaldo Martins que ele elogiou no artigo, porque pra se fazer um exame somente com autorização que é preciso ligar pra central em Belém onde em alguns casos só é liberados após aguardar 24h. E as consultas? Que mesmo sendo com horas marcadas agendada previamente a dias, passamos mais tempo nas clinicas esperando sermos atendidos do que sendo consultados. Porque o Coorpatismo médico trata a saúde pura e simplesmente como mercadoria fincanceira.
Ai vem o governo que não quer investir em Educação, em Qualificação em Profissionalização, nas Melhorias das infraestruturas dos hospitais, que não quer investir em Ampliação do Atendimentos criando novos centro, descentralizando as capitais, não quer Melhorar o pagamento do funcionalismo, ‘empurrar guela abaixo’ medidas descabidas, importando profissionais sem critérios, sem fazer qualquer seletiva, sem validação profissional pra que sejam os ‘heróis’ da saúde.
Que impor obrigações aos médicos brasileiros que façam a todos custo obrigados a servir a pátria missionaliamente por dois anos nos sucateados e sem as mínimas condições hospitais público, por acaso alguém sabe me disser de algum advogado que foi obrigado a prestar serviços Defensoria Pública? Mas aos recém formados médicos vale a punição.
Até quando Brasi?
Dr. Monteiro se não temos nada a acrescentar porque não concordarmos com você, o que está fazendo aqui? Sugiro entrar em um debate com com as árvores, estas lhe devolverão cara de paisagem.
Abs
Telma acho que você não entendeu o que o Dr Monteiro disse. Ao contrario. Ele disse que discute “sem viseira ideológica”, ou seja, sem achar que quem pensa diferente dele nada tem a acrescentar. Ao contrario, para ele, tem a acrescentar. Tem pena dos que pensam e agem de diferente. Releia o comentario dele, para ser justa, como acho que você é. Sempre admirei seus posicionamentos.
Giselle, é perda de tempo tentar dialogar com partidários antolhados, colocam suas opiniões ,impregnadas de xiitismo ,em assuntos altamente relevantes ao país.Esquanto não nos despojarmos de fervores excessivos a partidos políticos, permaneceremos nesse marasmo de país subdesenvolvido,lançando, indefinidamente, “pérolas aos porcos”.
O PT não tem jeito mesmo: agora estão tentando roubar o ronco das ruas, como se nada fosse contra eles que estão no Poder há uma década e representam “tudo isso que está aí” alvejado pelos protestos de junho de 2013.
Parabéns ao Dr. Paulo Monteiro, em poucas linhas, expressou sem rodeios, o essencial sobre a saúde da população. O problema é estrutural, essa de falar só de médico, por que faltam médicos, é querer desviar da responsabilidade política do Estado e União. É procurar um bode expiatório para o abandono e fracasso de gestão pública. No caso, “os médicos e médicas”; mas já se viu que não colou !
Jeso discuto com o Everaldo porque semp
re debatemos com respeito e racionalidade,sem viseiras ideologica que tudo que acredito e certo e os que comigo nao concordam nada tem a acrescentar.Pobre deses coitados.
Eu sou a favor de mais médicos, mais laboratórios, mais remédios, mas postos de saúde, mais pronto socorro…
Se não meu pai, que já está a 7 meses esperando um encaminhamento/autorização da Secretaria de Saúde de Santarém para realizar uma ultrassom, vai continuar esperando.
Se não quando eu precisar de um Raio X do meu ombro, vou continuar 10 meses esperando, e então ir buscar meu encaminhamento para fazer particular, pois como a moça la me informou quando perguntei se tinha alguma previsão, Raio X demora mesmo, mais de ano até.
Então que venha mais médicos, mais laboratórios, mais remédios, mas postos de saúde, mais pronto socorro…
Se não tudo vai ficar do mesmo jeito….Afinal como vi uma médica ontem na TV falando: Estão basta contratar mais cozinheiros, que se resolve o problema da fome no mundo.
Sr Fernando, podemos colocar um bilhão de Médicos no Brasil e tudo continuará na mesma.Não se pode arar a terra sem maquinários.Estão impingindo e fomentando ilusões aos ddesprecavidos.Aguardemos, pois.Coloquem operários e lhes forneçam ferramentas para desempenharem suas funções, tudo fluirá a contento.Caso contrário, promessas eminentemente eleitoreiras.O senhor foi muito coerente no seu contraponto, precisamos de pessoas esclarecidas e não de fanáticos xiitas partidários.
Ah sim concordo que a interiorizaçao do ensino de saude e nao somente de medicos deve avançar mas, em bases solidas e nao por projetos cauisticos sem discussao com a sociedade apenas para calar as vozes das ruas e o que e pior crucificando uma categoria que sao os medicos.Sera que so faltam medicos?
Everaldo,
Depois dessas a “corporação de jaleco branco” vai te descomungar….
Ainda bem, pois os Médicos que não “agem” na forma de “pensar” de barões e cardeais do alto clero…. em outros tempos teriam seu destino selado na fogueira.
Tiberio Alloggio
PS
Esse Mario já falou e te deu o recado
Caro Jeso o meu colega e amigo Everaldo cita o fato porem como medico e filiado ao partido do governo federal nao fala sobre as causas que muita vezes debatemos no conselho estadual e municipal e conferencias de saude.O SUS foi criado apos a constituiçao de 1988 quando nao havia caido o muro de Berlim e a mistica socilista ainda nao havia caido.Entao criou-se um sistema socialista num pais de economia capitalista.Difundiu-se a todos ricos ou pobres que a saude e direito de todos e dever do estado.A partir dai os pobres ficaram nas filas e os ricos cada vez mais exigem atendimento de melhor qualidade ou pagam planos de saude que por interferencia publica ficam mais caros e menos eficientes.Como podemos diminuir as desigualdades sociais se os pobres da bolsa familia nao tem prioridade no atendimento a saude ou a educaçao,Prioridade nao deve ser por cor da pele e sim socio-economica.Ai talvez tenhamos um sistema de saude efetivo e um pais mais justo .Alem disso a gestao publica tem sido perdularia e muitas vezes corrupta e a leva a ineficiencia,bem como deveremos ter mecanismos mais eficientes de gestao dos servidores publicos com mecanismos que possam separar o joio do ttrigo.
Interessante é vermos que os maiores “usuários” do SUS são muitos dos ricos a que se refere seu comentário. Muitas das vezes “conseguidos” esses atendimentos por interferência direta dos próprios médicos, principalmente quando os custos são considerados altos por esses pacientes e lhes afetariam os bolsos. Aí, todos, acham uma maravilha o SUS e querem, e obtem, um atendimento de melhor qualidade. Perguntem a quem já se beneficiou e vejam se não é a pura verdade!Nesses casos o SUS é uma maravilha, não é?Durma-se com um barulho desses!
Everaldinho,
Você é um péssimo médico intensivista.
Mário, e sobre o artigo? O que tens de contraponto?
Não tem nada, é um vazio, um bobo
Chico Corrêa