O assassinato de Jéssica e Mauro – II

Publicado em por em Artigos, Segurança Pública

Foto: Sávio Carneiro
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Ilha do Amor: palco do assassinato de Mauro e Jéssica

por Apolinário (*)

As praias brancas se destacavam pelo contorno verde da floresta, pelo o azul das águas do angelical rio tapajós e céu brilhante pela força majestosa dos raios de um sol que naquele momento parecia mais quente e agressivo que de outros dias.

O vento escasso era percebido somente pelas reviravoltas que fazia no desenho do sereno banzeiro. Como se fossem de concreto, as árvores da praia da ilha do Amor não se movimentavam. As pessoas reclamavam do calor. Até mesmo as que estavam molhadas. Frequentemente, o silêncio era rompido quando a banana aquática puxada por uma lancha fazia os seus ocupantes gritarem de alegria.

Leia também:
O assassinato de Jessica e Mauro – I.

Crianças correndo, brincando de pira cola, mulheres bonitas desfilando com suas bolsas gigantes, cangas, biquínis, pernas, bundas e cabelos. Jovens, adultos e coroas formavam a clientela que ocupava as mesas das barracas que proporcionavam sombra, com água mineral, cerveja, tira gosto e peixe assado na brasa.

Em uma das barracas, o volume do som do rádio (94 FM) era mais alto e tocava uma canção que dizia: “É o amor/Que mexe com a minha cabeça/ E me deixa assim/ Que faz lembrar de você e esquecer de mim/Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver….”

E na melodia do cantar dos pássaros (bigodeiro, papa capim, rolinha, tesoureiro e xexeuzinho) uma tristeza inquieta sobrevoava a ilha de uma ponta a outra. Esses pássaros geralmente vão as praias para comer as sobras deixadas pelos humanos – farinha, arroz, carne, peixe, frango, queijo, azeitona, pão, bolacha, vinagrete, vomito de bêbados e fraldas descartáveis com coco de crianças.

Jessica e Mauro mergulharam nas águas, brincaram na areia, passearam na banana aquática e no caiaque. Caminharam várias vezes do começo ao fim da ilha até por volta de 16h20. Não comeram nada, mas beberam um refrigerante e várias garrafinhas de água mineral.

Foi exatamente quando decidiram subir a serra para olhar tudo lá de cima. Mauro ainda lembrou a Jéssica deveria estar em Santarém para participar de um compromisso que tinha na igreja Matriz. Mas Jessica conseguiu convencê-lo a ficar, e subir a serra com ela.

– Já imaginou: nós vamos perder a melhor parte. Estamos aqui, compromissos na igreja iguais a esse você vai ter vários, subir a serra comigo poderá ser a primeira e última vez. Sabe lá quando a gente vai se vê de novo?

– A questão não é essa. Eu nunca faltei em um compromisso por motivo de praia ou coisa parecida. Você me hipnotizou, não acredito que estou aqui.
– Nossa, agora estou me sentindo culpada. Você é sempre assim preocupado? Relaxa um pouco. Divirta-se. Depois você conserta os erros.
– Tá tudo bem, agora é tarde. Já perdi pro tempo. Vamos lá.

Durante esse diálogo, Jéssica e Mauro iam se aproximando da última barraca, que fica perto da boca de entrada da estreita estrada que vai ate o pé da serra. Do pé da serra até o topo, o caminho é mais estreito ainda, no máximo 30 cm de largura, com curvas, pedras, buracos, ratos e sapos, fora uns trechos escorregadios, que fazem dessa parte da subida, a mais sofrida e arriscada da viagem. Duas coisas você diz quando chega lá em cima e olha para baixo. A primeira: “Que lindo!”. A segunda: “O que estou fazendo aqui!”.

Lá em cima, uma cruz feita de tubos de ferro, um banco quebrado, uma área pequena suja, sem parapeito e nem um tipo de cuidado que demonstre respeito ou segurança pelas pessoas que queiram fotografar lá de cima.

Sem o mínimo de segurança no caminho, qualquer grupo de bandidos fica bem à vontade para assaltar, estuprar e matar qualquer visitante que demonstre fragilidade. A floresta camufla, nem um trecho da estrada oferece acomodação para transar, dormir ou descansar. O lugar é seco, quente e cheio de cobra cascavel.

Jéssica e Mauro chegaram na boca da estrada já por volta das 17h40, mas resolveram voltar, pois havia um grupo de cinco micróbios (hippies que não trabalham com artesanato, sobrevivem alternativamente).

Eles estavam voltando da serra com um semblante assustado e ameaçador. Passaram por Jéssica e Mauro no sentido contrário como se estivessem apressados para chegar à ponta da ilha. Mauro sugeriu a Jéssica que voltassem para a segunda barraca, e dessem um tempo enquanto os micróbios passavam.

Depois voltaram e entraram na estrada. Os micróbios deram um balão na ponta da ilha e retornaram também para estrada. Com aproximadamente 800 metros de caminhada estrada adentro, tirados provavelmente entre 15 a 20 min. Jessica se sentiu incomodada com o biquíni molhado por baixo do short, então pediu parada para tirá-lo e ficar só com o short e ao mesmo tempo aproveitou para fazer xixi.

Por isso, precisou sair da estrada para uma área aparentemente limpa e coberta por galhos e cipós, enquanto Mauro a esperava à beira da estrada. Foi quando os micróbios chegaram e disseram:

– E aí, playboy, cadê a gatinha?

Obs.: no próximo episódio, você vai saber como Jéssica e Mauro foram mortos e com quais ferramentas. E mais: tudo sobre a incompetência da perícia e a evolução das investigações da equipe policial do delegado Silvio Birro.

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* Santareno, é artista plástico e articulista do blog.


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57 Responses to O assassinato de Jéssica e Mauro – II

  • Das duas uma:

    Ou esse Apolinário é um doido. Ou ele estava presente na cena do crime ou até mesmo participou do assassinato por saber de tantos detalhes.

    A Polícia poderia da uma prensa nele, já que ele diz saber tanto.

  • Temos visto tanta gente insípida, inodora e incolor profundas conhecedoras das regras e pormenores gramaticais, que as vezes se discute a crítica a dois, tres paragros ou mesmo um texto ou crônica completa de uma pessoa que não frequentou a academia.

    A escrita e a poesia é um dom. O que o aplinário escreve está perfeitamente dentro das normas e o que não estiver a licença poética o absolve. Não vejo incogruência de conteúdo e de forma no que ele escreve. O inferno é o local onde se valoriza a forma em detrimento do conteúdo, cheio de gente com títulos de Doutores, que são capazes de passar horas a fio discutindo o local de uma vírgula, e muitas vezes esquecem de dar atenção ao sofrimento de pessoas.

    Deixem o Apolinário em Paz, seus bandos de insossos.

  • Realmente o Apolinário é a Geni de Santarém, basta escrever algum texto e o Jeso postar no blog, que chove de detritos sobre o mesmo, passa inclusive como no caso atual a ser um dos suspeitos do fato que está narrando, isso é digno de estudo literário, sociológico e até antropológico. Paulo Coelho no seu livro O Monte Cinco, romanceia um texto bíblico, onde conta a história de Elias e da viúva de Sarepta, inclusive insinua um amor entre os dois que vai além do Ágape, embora não cite em nenhum momento contato físico entre os dois. O livro é sucesso no mundo todo e nem os religiosos mais radicais das três religiões monoteístas que tem o mesmo tronco, saíram de encontro ao romance. Aqui em Santarém algumas pessoas confundem as coisas e não entendem a liberdade de pensamento que deve ter o autor, como é o caso do pseudo blogueiro JK, que deu clara demonstração de ser o que eu já presumia, ou seja, Analfabeto Funcional (ler porém não entende o que leu) e ainda quer discutir literatura e modo de fazer blog, com o Professor Jeso Carneiro, pode? Cara você vai ter que dormir debaixo da rede do Profº Jeso, pelo menos seis meses e amarrar as sandálias dele todos os dias quando ele acordar, pra aprender um pouquinho com ele. Lí uma entrevista antiga com o saudoso Jorge Amado, onde dizia que a maior alegria que sentia, era quando um leitor da sua obra confundia a fantasia com a realidade e perguntava pra ele sobre um personagem, como se realmente fosse uma pessoa que tivesse existido, nesse ponto o Apolinário pode comemorar, pois as pessoas estão confundindo a viagem do seu pensamento com a realidade, como que ele fosse obrigado a escrever só o que realmente aconteceu, sob pena de ser punido. Santa paciência.

    1. Companheiro não vou nem perder tempo respondendo para um indigente que eu não seu de que parideira saiu. Você tem que vestir a calça de homem e assinar.

      Prefiro não acreditar que esse comentário tenha sido feito pelo próprio signatário do blog.

      Abraços

      JK

  • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o apolinário dava pra fazer histórias de comédia kkkkkkkkk, “fralda descartável com coco de criança é o óbvio””, kkkkkkkkkkkkkk, só fico preocupado com o uso de uma historia drástica e dramática que ocorreu na ilha do amor (a familia nao deve estar nada feliz com isso) !!!!, mais ta bem engraçada essa história pelo contexto cômico!! tirando claro o da realidade!!!!!

  • Tudo bem que o Apolinário queira dar sua versão do crime, mas, no minimo deveria respeitar a família do rapaz, quer fazer suas crônicas que faça, mas sem esquecer o respeito pelos outros.

  • Chamar esse monte de besteira de crônica é uma verdadeira ofensa, além de mal escrito, demonstra a total falta de respeito para com a dor de duas famílias.

  • Pela narrativa do Apolinário, penso que compromete os “micróbios”, tudo é possível. Conheço, há anos, esse pessoal cognominado de “alternativos, ordeiros e respeitadores. As desavenças existem entre eles, não nos atingem.Quem reside em Alter do Chão,há de concordar comigo.

  • Jeso,

    Por acaso sabes quem é o “ghost writter” do Apolinário? Quem já leu um texto dele, digamos assim, in natura, sabe que ele passa a milhas de distância das concordâncias, verbais, nominais e quantas mais houver. Ele tem, no mínimo, um revisor muito bom. Seria, por acaso, o baixinho travoso ???!!!! rsrsrsrs

  • Muito triste e lamentavel. Vamos raciocinar um pouquinho. Precisou da moça vim do laranjau do jari para os bandidos agirem em alter do chao,tanta gente que vai conhecer a serra e nunca aconteceu isso…Fala serio precisamos que a policia bote pra desvendar esse crime, ate mesmo porque nao tem crime perfeito.

  • O Apolinário chega a ser cômico para manter o suspense. Vejam alguns trechos:

    “Até mesmo as que estavam molhadas. Frequentemente, o silêncio era rompido quando a banana aquática puxada por uma lancha fazia os seus ocupantes gritarem de alegria.” (banana aquática …kkkkk)

    “E na melodia do cantar dos pássaros (bigodeiro, papa capim, rolinha, tesoureiro e xexeuzinho) “” (KKKKK)

    “Esses pássaros geralmente vão as praias para comer as sobras deixadas pelos humanos – farinha, arroz, carne, peixe, frango, queijo, azeitona, pão, bolacha, vinagrete, vomito de bêbados e fraldas descartáveis com coco de crianças. (vomito de bêbados e fraldas descartáveis com coco de crianças é demais KKKKK)

    Apolinário você é gênio da crônica…parabéns

    1. Apolinario!
      Cara, Voce escreve muito bem!!! Ja vi varios textos aqui no blog, imensos, que so lia o inicio pois dava preguica. Voce consegue nos envolver na desenvoltura da escrita. Voce e bom como artista plastico, mas escritor e melhor ainda!!! Parabens…

  • Bem,
    Lamentável o que ocorreu com esse casal em alter do chão, fiquei muito triste com esse episódio, espero que esse crescimento desordenado de pessoas que visitam a bela ilha possam ser identificados pela segurança pública de Santarém, para saber se realmente são pessoas de bem, pois o povo eu tenho absoluta certeza que são.
    Fico preocupado e espero que esse fato não traga desgaste para a ilha e o seu povo.

  • Parabéns pelo texto, APOLINÁRIO.
    Você não é tão-só um artista plástico, mas da palavra também: seja como escrevente ou como escritor (por que não?) do vernáculo. Você dosa o concreto com o abstrato, a tese com a antítese a tragédia com a comédia na medida certa.
    Aos descontentes, ofereça-lhes o poema a seguir:

    Inveja

    Perda de tempo
    esforço a mais, em vão,
    vendavais…
    ódio mudo
    contra-mão,
    vento
    que derruba tudo
    ao chão.

    Inveja é
    luta desperdiçada
    que arrebata o próprio vigor,
    impedindo momentos
    risonhos… amor.
    A inveja puxa a vida
    pra trás,
    deturpa, divide,
    produz tormentos,
    ativa a ferida,
    ainda mais,
    acende lamentos,
    tira a paz.

    Ivone Boechat

  • Isso se chama jornalismo gonzo. Na faculdade precisamos apresentar sua existência aos acadêmicos para mostrar a eles o que eles não devem fazer. Na verdade pode nem ser chamado de jornalismo. Na explicação do jornalista Luciano Trigo, “Jornalismo “Gonzo” é aquele em que o narrador abandona qualquer pretensão de objetividade ou compromisso com a verdade para se misturar profundamente com a ação narrada. Experiências vividas ou imaginadas se confundem assim com os temas das reportagens, eliminando a fronteira entre realidade e ficção. O Gonzo é um filho bastardo e pobre do “New Journalism” dos almofadinhas Tom Wolfe e Gay Talese, que nos anos 60 anabolizaram o texto jornalístico com recursos da alta literatura – num estilo ainda hoje imitado em determinadas revistas brasileiras, nem sempre com bons resultados.” (https://g1.globo.com/platb/maquinadeescrever/2011/06/12/tres-classicos-do-pai-do-jornalismo-gonzo-hunter-s-thompson/)

  • Gente,

    Esse texto tem detalhes do crime, que ainda estão sendo investigados, mais o que venho pedir é apenas que respeitem a dor e o sofrimento que a mãe do nosso amigo está sentindo, não desejamos que ninguém passe pelo que ela está passando, todos nós amigos que conviviamos diariamente com ele estamos passando por momentos dificeis, não está sendo fácil lidar com a perda de irmão (pois aqui somos uma família).
    Vamos deixar que a Polícia trabalhe e conclua essa investigação o mais rápido possível, só queremos justiça, para enfim tentarmos recomeçar. Da mesma forma que não desistimos de encontrar ele, não deixaremos de cobrar justiça até que os criminosos sejam presos.
    Só queremos respeito, vamos deixar as fofocas de lado.

  • Estou ansiosa pelas partes que virão. Por favor, que a proxima ainda nao seja a ultima Apolinário. E como vc escreve!! Taí, tiro o chapéu!! Parabens pelo excelente texto!

  • Esse Apolinário não é o mesmo que estava trabalhando como pedreiro em uma praça em Jacareacanga? Não é o mesmo que queimou suas próprias obras em uma faculdade de Santarém porquê não aceitou crítimas de uma aluna? Não é o mesmo que faz esculturas para as festas de Natal, etc? Deve tá tentando aproveitar essa tragédia para voltar a ser conhecido, porque anda meio apagado! Ao contrário dele, a polícia tá trabalhando em silêncio, como deve ser e sempre fez com eficiência. Quem lembra da morte do taxista em ponta de pedras? do mototaxista achado em um ramal? da chacina de Mojuí dos Campos? A polícia, pelo que me lembro, nunca deixou de dar uma resposta e, ainda assim, não fica publicando literatura inútil.

    1. concordo com vc munduruku, a Polícia Civil trabalha em silêncio e consegue esclarecer até 98% dos crimes de homicídio, a revista Veja(edição outubro/2011) elegeu a Polícia Civil em Santarém como a melhor polícia investigativa do Brasil. Esses comentaristas e pseudos entendedores em Segurança Pública apenas atrapalham o rumo das investigações.

  • Uma pergunta que não quer calar! Como o pintor e escritor Apolinário sabe de tantos detalhes da história, realmente aconteceram ou apenas é a imaginação do escritor?

  • Eu acho que o Apolinário deverá colocar no final: esta é uma obra de ficção; qualquer semelhança com nomes, locais, datas e fatos reais terá sido mera coincidência. E pronto, estaremos conversados.

    1. Com a elucidação do crime, amanhã o Apolinário finaliza o seu folhetim, só que agora com relatos reais.

  • Olá Jeso, cara esse misterio tem q ser desvendada, eu acredito na polícia civil e militar, vamos esperar, acredito ainda q eles estão sim investigando, infelizmente a sociedade so faz criticar, mais temos q acreditar tbm que a policia precisa da siciedade para investigar melhor os casos, pq a sociedade deve ter alguma pequena informação q pode ajudar a policia chegar aos criminosos, em relação ao nosso artista Apolinário, temos q respeitar, pq ele ta fazendo um imaginário da situação, deve até pintar um quadro com isso, e qro parabenizar o seu blog, pq isso q acontece é muito bom para a socialização da sociedade, pela quantidade de acessos e discursão q vejo, um grande abraço.

  • Não precisa ser especialista para perceber que, assim como a primeira parte, a segunda continua com detalhes impossíveis de qualquer investigação prever, consistindo apenas de adereços e perfumarias que nada acrescentam ao texto e nem devem, sob hipótese alguma, ser considerados como verdades.
    A impressão que passa é que o autor quer apenas “aparecer”, fazer seu nome ser lembrado pela sociedade santarena ou, até mesmo, futuramente escrever um livro sobre o crime, obtendo dividendos a parir de uma tragédia sem precedentes num cenário desnumbrante.
    Do ponto de vitsta gramatical e linguístico, houve uma evolução do primeiro para o segundo, pois inicialmente o texto parecia ter sido escrito por um aluno de ensino fundamental de escola pública da cidade, mas o segundo foi mais direto, objetivo e respeitoso com os leitores.
    Por fim, esse tipo de texto e abordagem não seguem a linha daqueles artigos publicados pelo Blog do Jeso, onde o respeito (aos vivos e mortos) sempre foi premissa, mas agora ficou em segundo plano, assim como fazem costumeiramente outros blogs e jornais da cidade (O impacto por exemplo).
    Essa é minha opinião pessoal que pode ser contestada, mas deve ser respeitada como tal.
    Abs.

  • Qualquer comentario contra o texto do Apolinario é uma vitoria para ele, que trabalha um estética artística e de vida de chocar a sociedade provinciana instalada em STM. Quanto ao seu texto é puro preconceito, esta segunda parte sustenta uma visão provinciana de exaltar a beleza local, descrevendo hábitos repulsivos da felicidade publica da Classe C quando vai a praia ou a qualquer local púbico e com descrições dos farelos filosóficos do “power flower”.
    Leio o texto do Apolinario e vejo que falta a ele velocidade narrativa, na verdade meu caro este “A Sangue Frio” mocorongo não diz muita coisa, que ao final das contas ficará com um gosto de mentira contada pelo artista.
    É certo que a PC não vai pegar o mandante ou assassino porque o cara já se escafedeu de Manaus, já que a Jessica não era a inocente da historia, já que roda nas “bocas miúdas” a reza que ela já tinha uma boa quilometragem no Remulo´s (MAO).
    Bem que pode ter sido um crime de encomenda praticado pelos microbios, mas se isso fosse pelo menos já teria um ou dois presos, uma vez que esses iam gastar o dinheiro do crime na “pasta” e como os donos das “pastas” são íntimos ou até secretários de escrivães, investigadores e delegados, não demoraria muito para se ter o(s) Judas da historia.
    A recomendação é que Apolinario tente mudar o foco de sua narrativa e retire esta segunda parte da integra da narrativa, porque o leitor não quer saber de exaltação da natureza biologica, mas sim da humana, revelando a possessão, o lado maligno e maldito da escoria do espirito.
    Uma dica: Se eu fosse escritor do texto tentaria salva-lo acrescentando o dilema ritualistico de certas seitas instaladas em Alter-do-Chão que vai desde a despachos e ritos do candomblé até orgias sexuais regadas pelo chá de Ayahuasca, se tornaria mais sedutor e recuperaria o tom macabro do crime ler a pifia historia de amor carnal terminar em crime.

  • Qualquer comentário contra o texto do Apolinario e vitória pra ele. Apolinario tenta escrever um “A Sangue Frio” mais regional, mas peca na construção do ambiente narrativo do crime, na verdade embroma em nuances descritivas sobre a praia e suas belezas naturais e da podridao humana e dos farelos filosoficos do “power flower”. Vai longo direto ao ponto! Outra: a moleca nao era santa, seduziu um inocente q foi junto com. Este crime transpoem as fronteiras de STM a policia deve comecar por MAO. Nao foi bando de hipongas q mataram o casal foi crime passional encomendado pelo parceiro de Jessica

    1. O pior, o mais escandaloso de tudo que li aqui é isso. Querem criminalizar a vítima! Agora a culpa de ter sido morta e estuprada é da menina. Quanta estupidez e preconceito. Tem é que pegar o criminoso, aquele corno que não tem o direito de matar ninguém e que deve ser punido exemplarmente.

  • Brincadeira de mau gosto. Quer dizer que qualquer pessoa pode dar sua versão desse crime? Falsa denunciação é crime.
    Respeitem a família e não atrapalhe o serviço da polícia.

  • Sinceramente, de tudo o que li até hoje e interpretei à minha maneira, vi algumas situações nos textos do Apolinário. Entre os fatos que me chamaram a atenção, estão as ‘falas’ das vítimas e dos hippes ou micróbios, como prefere o autor, sobre os acontecimentos que antecederam a morte covarde e brutal de Mauro e Jéssica.

    Analisem: – Já imaginou: nós vamos perder a melhor parte. Estamos aqui, compromissos na igreja iguais a esse você vai ter vários, subir a serra comigo poderá ser a primeira e última vez. Sabe lá quando a gente vai se vê de novo?

    Me pergunto: Essas palavras foram realmente ditas por Mauro? Como o Apolinário sabe disso?

    Mais adiante ele cita: – A questão não é essa. Eu nunca faltei em um compromisso por motivo de praia ou coisa parecida. Você me hipnotizou, não acredito que estou aqui.
    – Nossa, agora estou me sentindo culpada. Você é sempre assim preocupado? Relaxa um pouco. Divirta-se. Depois você conserta os erros.
    – Tá tudo bem, agora é tarde. Já perdi pro tempo. Vamos lá.
    Isso me levou a crer que o autor ou quem lhe forneceu esses detalhes estava com o casal.

    “Depois voltaram e entraram na estrada. Os micróbios deram um balão na ponta da ilha e retornaram também para estrada. Com aproximadamente 800 metros de caminhada estrada adentro, tirados provavelmente entre 15 a 20 min. Jessica se sentiu incomodada com o biquíni molhado por baixo do short, então pediu parada para tirá-lo e ficar só com o short e ao mesmo tempo aproveitou para fazer xixi”.

    Qual era a cor do biquíni, Apolinário? Era de bolinhas, lacinhos?

    O autor arremata o texto com a seguinte frase “- E aí, playboy, cadê a gatinha?”.

    Bem, posso realmente estar enganado, mas isso tudo me levou a crer que o autor sabe muito mais do que presumem os leitores deste blog. E se fez investigação paralela ao caso, já que não é investigador da polícia e nem detetive particular, conseguiu detalhes que até hoje a polícia não conseguiu, já que o caso está envolto em mistério.

    E por que afirma Apolinário que a perícia é incompetente? Por acaso, o Molina está orientando-o para que refaça passo a passo os últimos instantes de vida de Mauro e Jéssica? E as ferramentas usadas pelos bandidos, quais foram mesmo? Por que criar esse clima de mistério, uma vez que a família está aflita para saber os nomes dos criminosos covardes que cometeram um crime atroz como este?

    Senhor Apolinário, se o senhor sabe mais que a polícia, por favor, comunique todos os fatos para os investigadores e para o Ministério Público, ou para o delegado Silvio Birro e não os culpes pela demora na elucidação deste caso. Uma investigação policial se baseia em fatos, indícios e detalhes que podem esclarecer um crime. Testemunhas oculares ajudam a esclarecer casos como estes.

    Pelo que entendi em seus escritos, o senhor tem esses detalhes mais do que outra pessoa. Portanto, brinde-nos com os segredos ocultos deste caso e divulgue de uma vez por todas, tudo o que o senhor sabe para elucidar este crime. Poupe-nos desse folhetim policial tapajônico criado não se sabe pra quê finalidade.

    Paulo Fernando de Souza

    1. Com a devida vênia. Ninguém percebe que o Apolinário é artista, que ele está querendo fazer literatura? Que são ululantes as influências da literatura policial no seu texto. Apolinário engordou, hoje em dia ganha dinheiro e não passa mais dificuldade.

  • Jeso, o Apolinário não sabe nem quem é o delegado presidente do inquérito, imagine se vai saber quem praticou os crimes. Apolinário pare de fazer fofocas.

  • Esse Apolinário ou é um brincalhão irresponsável, ou testemunhou, ou alguém que viu lhe contou, ou é um paranormal, tipo daqueles que aparecem no the biofraphy channel, nos episódios: DETETIVE PARANORMAL.

  • Do que li da narrativa do Apolinário consegui entender três coisas:

    1 – Ou o Apolinário estava acompanhando o casal para ficar sabendo desses pequenos detalhes que ele narrou.

    2 – Ou ele estava acompanhando os assassinos.

    3 – Ou o meu amigo Jeso Carneiro está afim de recuperar o acesso perdidos colocando essas historias sem pé e sem cabeça.

    Assinado: Juscelino Campos

    1. JK, desculpa: mas tu não entendes nada de investigação e, pelo visto, nem de acessos ao blog, que no mês de outubro foi aos píncaros. Recorde histórico. Basta olhar no contador de acessos. Mais: há tantas versões circulando por aí pela cidade sobre esse crime. Apolinário está dando a dele.

      1. Verdade, Jeso. De investigação realmente eu não entendo nada, pois não sou investigador e nem policial. E se não me falha a memória, nem você e nem o Apolinário também não são. Ou estou errado? Você também não é jornalista investigativo. Você é um bom jornalista, mas não investigativo. O que a população quer saber e isso seu blog também poderia fazer, é esclarecer se esta história narrada pelo Apolinário é uma história fictícia ou um fato real, pois quem lê este artigo nota que existem fatos muito particulares do acontecimento. Volto a questionar: Ou o Apolinário estava na companhia do casal, ou estava com os criminosos. Ou você quer seguir a minha linha e virar blogueiro sensacionalista.

        Abraços

        JK

        1. Já ia esquecendo. O BLOG DO JK, também bateu o seu record de acesso no mês de Outubro.

          Chegou aos 170 MIL ACESSOS no mês de Outubro. Ainda está atras do seu, mais eu chego lá.

          Abraços

          JK

          1. JK, não é a quantidade de acessos que me motiva fazer um blog. Fosse isso, faria algo, desde há 7 anos, mais apelativo, mais sensacionalista, mais à nível de sarjeta e esgoto. Minhas motivações e princípios são outros.

        2. JK, esse blog, infelizmente, não é para leitura de qualquer um. O nível de teus questionamentos é de um pobreza oceânica. Precisas qualificar melhor as tuas leituras. Mas entendo: manter um blog sensacionalista, que te obrigas a consumir todo tipo de porcaria para alimentá-lo, toma teu tempo. Compreensível, pois.

          1. Jeso, você sabe que somos amigos e que gosto muito de você. Eu estou torcendo para que esta história narrada pelo Apolinário em seu blog e que tudo relacionado ao crime, sobretudo a pessoa citada por ele no primeiro artigo seja verdadeira.

            De certo que se esta versão ‘apolinárica’ do crime for a verdadeira seu blog estará de parabéns. Agora, caso tudo isso tenha sido uma ‘viagem’ do autor, tanto ele como você e seu blog vão parar na sarjeta, pois a credibilidade de ambos ficará comprometida, tal qual foi a pesquisa ‘errada’ da Doxa publicada por você durante as eleições e que por causa, dela seu blog perdeu muita credibilidade e acessos! Torço para que desta vez, esta história seja verdadeira.

            Caso contrário, o seu blog vai liderar todas as audiências de porcarias publicadas em blogs. Só não vá ganhar de mim no sensacionalismo!

            Abraços

            JK

          2. JK, tomaste o quê hoje? Não consegues escrever coisa com coisa, menino!

            Só mais uma observação: aqui no blog, quem assina o nome, como a Doxa, como Apolinário, tem direito de escrever o que quiser. Outra: além de investigação, credibilidade não é bem a tua praia também.

          3. o Homem peixe do Impacto e a pesquisa da Doxa/Jeso estão nos anais da imprensa santarena.
            Quanto a crônica do Apolinário, me parece obvio ser ficção, então não tem conversa sobre credibilidade.

          4. Caro Jeso, o maior escritor do século XIX, Victor Hugo, disse que a luz atrai insetos, continue mantendo a qualidade de seu blog, pois, quanto maior o brilho e o sucesso de seu trabalho mais insetos!!!!!!!

      2. Este Apolinário pode até escrever bem, não concordo somente ele brincar com o caso, agora o JK putz o cara é burro pra cacete…tem cada erro de português em suas matérias plagiadas.

    2. sacanagem isso, estão transformando o sofrimento alheio a uma história mirabolante, irreal e fantasiosa. chega de palhaçada, quer ganhar credibilidade ? seja direto em suas matérias, quer ampliar esse debate ? publique artigos de forma sugestiva ou transforme de vez esse fato em conto policial e faça um lançamento decente.

  • Jeso, da forma que esta sendo escrito o texto, parece que ele ( Apolinario), ta sabendo de tudo, pois tem os minimos detalhes, ele ta relatando os fatos reais ou quer confundir a policia, pois no texto ele relata os hippies como sendo os assassinos.

  • É um absurdo o tratamento privilegiado dado por nossas autoridades, e também pela imprensa, quando os supostos acusados são pessoas poderosas. Lembro muito bem que há alguns meses atrás um filho de um deputado foi a júri popular em Belém e nenhuma matéria foi veiculada nos tele-jornais.
    Quando esses “poderosos” chegam a pisar na delegacia, só faltam receber um tapete vermelho ou mesmo serem carregados no colo, são muitos apertos de mão, tapinhas nas costas e paparicos, enquanto os pobres mortais, nem se fala…., chega a dar nojo. Acho melhor chamar o Dr. Gilvandro ou Gilvandre (não recordo agora) para assumir esse inquérito, pois a pc daqui…., deixa pra lá é melhor nem comentar……………

    1. E nao e so isso. esse mesmo filhinho mandou espancar a sua esposaem alter do chao, deixando-a toda quebrada e ninguem falou nada.

    2. PAulo , o filho desse deputado aqui de Santarem que foi a juri por conta de um assassinato foi condenado ?

  • Putz…..

    O Pior de tudo é o trecho seguinte: “quando os micróbios chegaram e disseram: – E aí, playboy, cadê a gatinha?

    Quem diria que o Apolinário (sempre vitima do preconceito) viraria um preconceituoso?

    Tiberio Alloggio

    PS
    Há quem diga que a Branca de Neve descrita pelo Apolinário não fosse a tal Branca de Neve….
    Que o Lobo Mau farejava ela desde Manaus, de onde estava fugindo….
    Que o “Príncipe encantado” acabou com a pessoa errada, no lugar errado, na hora errada.
    Que o “papelão Apolinariano” de “apontar” para os “micróbios” é uma forma “meio artística” para tentar “encabular” uma investigação, despistar e encobrir os verdadeiros motivos do crime.

    1. Infelizmente a viagem do apolinário acabou, não vai mais existir próximo capítulo, a Polícia Civil em pouquíssimo tempo estará apresentando os resultados, e o desfecho da investigação, vale ressaltar a competência com que o trabalho foi conduzido, por enquanto só posso dizer parabéns a PC por mais um bom trabalho.

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