por David Marinho (*)
Um bueiro existente na travessa Turiano Meira, próximo ao Cepes, foi danificado pelas fortes chuvas que jogam grandes descargas de águas pluviais da avenida Castelo Branco, para a área do 8º BEC por baixo dessa rua.
A Seminfra o reconstruiu, porém bastou uma chuva de média proporção para destruí-lo, e a prefeitura o abandonou sem reconstruí-lo, talvez esperando o verão para refazer o serviço que foi mal planejado.
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O que se observa é que o serviço foi executado fora dos padrões de engenharia, não se levando em consideração as fortes enxurradas que convergem para esse ponto crítico. E se refizerem da mesma forma, será destruído novamente.
Como vejo o serviço paralisado, e sendo essa minha área de atuação, quero aqui contribuir com uma humilde sugestão de como deveria ser feito esse serviço, para que resista a grande pressão hidráulica no local.
Primeiramente, deve-se preparar a área com uma base ou berço de material argiloso, compactado mecanicamente, fazer uma estrutura de concreto armado com armadura dupla em forma de leque, que possua todos os elementos necessários para sua dinâmica funcional, como testeira reforçada na boca do bueiro, “bacia de dissipação” com degraus para reduzir a velocidade das águas, dissipadores para redirecionar o fluxo da enxurrada e no seu final inferior, uma viga baldrame que funcione como ancoragem e trincheira contra erosão hídrica.
Além de cinco brocas em concreto armado, cravadas na fundação para estabilização da estrutura contra vibração, tração e o peso de sua demanda de vazão.
No talude do passeio, de ambos os lados do bueiro, deve-se fazer uma trincheira de proteção em sacos com solo-cimento umidecido, sistema “rip-rap”, contrafiados com boa amarração estrutural ou enrocamento com gabiões, para proteção do talude contra erosão, assim como gramar parte do talude.
No lado oposto do bueiro, se faz necessária a construção de outra estrutura semelhante, porém, eliminando-se os degraus e os dissipadores, para que funcione como “bacia de adução”, a fim de possibilitar a capitação do fluxo das águas e concentrá-las nos bueiros.
Esse modelo pode ser construído nos vários pontos da cidade, onde demonstre essa necessidade de transposição de esgotos subviários.
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* Santareno, é projetista e gestor ambiental.




Boa noite, gostaria de saber o nome do projetista responsável por tais plantas.
Caro David Marinho,
Gosto da maneira de suas abordagens dos problemas apresentando soluções.
`A propósito, quantas estações de tratamentos de esgotos (ETE’s) seriam necessárias para que Santarém reduzisse a grande agressão que comete contra o rio Amazonas ao liberar milhares de litros de esgotos todos os dias?
Que tal apresentar uma proposta dessa magnitude, já que a prefeitura parece não ter alguém que tenha essa capacidade de propor tais medidas estruturais.
O que você acha?
No geral, os prefeitos do Pará, em especial os daqui do Oeste Paraense só fazem obras fajutas e costumam soltar pistolas pra todo lado fazendo uma festança na tal “inauguração” da obra porqueira. O pior de tudo é que quem deveria fiscalizar (Câmaras Municipais) são as primeiras a aplaudir essas irregularidades que são executadas sem o devido projeto assinado e executado por um engenheiro civil, ou alguém com capacidade técnica pra realizar determinadas obras de infraestrutura.
Muitas cidades aqui do Oeste Paraense por onde costumo viajar a serviço, estão entregues às baratas, ratos e alagamentos. Mesmo nas partes mais altas do sítio urbano os moradores sofrem há anos com o abandono. São ruas esburacadas, sem meio fio, sem rede básica de esgotos, sem praças limpas e ajardinadas, as poucas árvores são cortadas sem cerimônia nenhuma revelando crime ambiental, pois, são árvores em bom estado de conservação e derrubam sem nenhum critério. O pior de tudo é que as poucas obras que estão sendo executadas, são por conta de convênios com o GovernoFederal e que estão superfaturadas e paradas e os prefeitos larápios ficam alegando falta de verbas quando sabemos não ser verdade. é só verificar a quantidade de carros particulares prestando “serviço” pra essas prefeituras, são muitos, um absurdo!!!! O pior de tudo é que esses prefeitos não andam, nem a bordo de um carro, pelas ruas da cidade que “administram”. Na verdade, só aparecem pra fazer as contas de final de mês pra ver quando vão roubar do erário público e voltam pra capital ou vão curtir bem longe de quem os elegeu, até o final do mês seguinte.