por Ednaldo Rodrigues (*)
Os paraenses do interior do Estado ficaram mais distantes de Belém depois que o governador Simão Jatene se posicionou ao lado dos políticos defensores do NÃO, declarando desprezo a população do interior do Pará. O SIM está planejando fazer uma revolução civil se o NÃO vencer.
O Pará já passou por isso e a experiência foi desastrosa. Milhares de inocentes foram cruelmente assassinados por determinação do Governo do Pará, entre 1835 e 1837, por ocasião da Revolução da Cabanagem.
Sobre o plebiscito, os eleitores de Belém precisam entender que a história do Tapajós é diferente. O Tapajós tem legitimidade, tem identidade, tem raiz e, sobretudo, tem a credibilidade da população que luta pela sua emancipação administrativa há 161 anos.
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Neste domingo, os paraenses, principalmente, da capital Belém tem uma grande oportunidade de provar aos paraenses do interior que realmente os consideram, os respeitam e são irmãos de verdade e não uma repetição vazia da palavra.
O primeiro voto é do Tapajós. O eleitor pode votar 77 SIM e 55 NÃO se assim decidir. O projeto do Estado do Tapajós já tem mais de 150 anos de história e os paraenses não podem negá-lo, pois, seria o mesmo que negar a própria história do Pará, marcada por divergências desde a adesão do Estado à independência do Brasil.
Votar em favor do Estado do Tapajós é devolver ao povo nativo da região, aos descendentes do Tapajós sua autonomia, usurpada pelos invasores europeus de forma autoritária, truculenta e desumana. Optar pelo primeiro voto, no Tapajós 77 SIM, é votar na legitimidade de um povo que sempre lutou pela sua autonomia, mas todas as vezes que isso ocorreu foi esmagado pelo governador do Pará, seja nessa ou naquela ocasião.
Votar no Tapajós é partilhar com os irmãos do oeste do Pará o direito a saúde, educação, transporte, infraestrutura, segurança pública. Votar no Tapajós é realizar o sonho de várias gerações que lutaram por esse ideal e sempre foram desconsiderados, desrespeitados e esmagados pelo poder.
Se o eleitor da capital disser SIM ao Tapajós estará evitando uma revolução civil no Estado do Pará. Uma revolução bem maior do que a que ocorreu em 1835, quando o governo do Pará, com as armas da truculência, da arrogância e da prepotência mandou assassinar milhares de paraenses nativos e inocentes.
Portanto, votando SIM ao Tapajós os paraenses de Belém podem evitar uma nova revolução civil e, conseqüentemente, um massacre ao povo humilde. O povo do Tapajós precisa desse Estado para recuperar a sua dignidade, a sua honra e o respeito diante de sua história. Reconquistar o território que sempre foi seu direito e por natureza.
Não podemos mais esperar nada das mesmas autoridades que chamaram os paraenses do interior de esquartejadores, de ladrões, de assassinos. Essas mesmas pessoas recebem o apoio total do Governador do Estado. Isso demonstra que ele optou por aqueles que denegriram a nossa imagem, honra e dignidade.
O eleitor de Belém precisa entender que o NÃO aprofundou um fosso social ainda maior que havia entre o interior e a capital. As lideranças políticas da capital se fossem responsáveis deveriam trabalhar para esclarecer aos cidadãos do Pará, que o Tapajós é um projeto importante para todos e não declarar guerra ao nosso povo.
Se o SIM vencer, podem evitar uma tragédia anunciada e o povo da capital demonstrará que realmente se importa com os irmãos que vive em condições subumanas e oprimidas no interior do Estado do Pará. Mas se infelizmente isso não acontecer haverá uma revolução civil e a história do Pará, novamente, será manchada de sangue inocente.
O povo do interior jamais vai se render ao julgo de meia dúzia de políticos e de empresários da capital, que empunharam a bandeira do NÃO apenas para se promover. Não se trata de uma ameaça é um alerta aos eleitores da capital. Se a revolução acontecer, os líderes políticos: Simão Jatene, Zenaldo, Sabino e outros vão estar longe das ruas e o sangue deles é o último que vai jorrar pelas ruas do Pará. Antes de votar, eleitor paraense, pense nisso. Com o seu voto no SIM poderá evitar um desastre ainda maior.
Em Santarém, haverá uma grande fogueira em frente à cidade. Se o SIM vencer o fogo vai simbolizar a luz da vitória. Se o NÃO vencer a fogueira servirá para queimar o orgulho dos paraenses, pois independente, do resultado o povo do Tapajós não vai mais fazer reverências aos símbolos do Estado do Pará.
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* Santareno, é jornalista e professor universitário.
Estou residindo em Belém há 35 anos, porém reconheço as nossas origens e a nossa história. Devemos sim defender a nossa autonomia. Se isso tivesse acontecido há muitos anos, com certeza nossa história seria outra, de um Estado do Tapajós muito bem desenvolvido. Portanto, povo do Estado do Tapajós. Espero que guardem em suas memórias, o governo e esses políticos paraenses não merecem nossos votos. Vamos eleger a quem nos defende, e quem nos defenderá pelos nossos direitos, de continuar lutando pela criação do Estado do Tapajós. Nosso povo merece ser reconhecido e respeitado. O Estado do Tapajós merce investimentos em segurança, educação, saneamento básico e economia desenvolvida. A BR l63, Estrada de ferro, ampliação do porto, ampliação do aeroporto e energia elétrica, vão dar grande impulso de desenvolvimento para o futuro Estado. E o parazinho não vai segurar o nosso povo, vamos a luta pelos nossos direitos.
Realmente esse rapaz extrapolou a margem do bom senso! que atitude ridícula e de pessimo exemplo! vc deveria se indignar com os rumos desta campanha do SIM Tapajós, se juntar ao carajás, foi a maior burrice!, o marqueteiro bahiano não respeitou a nossa cultura, agrediu o povo belenense que seriam os nossos melhores aliados! e chama o governador p briga, foi amadorismo!
Essa tua atitude me leva a uma reflexão: ja pensou um novo estado conduzido por pessoas descontroladas como vc??
Isso mostra de forma clara o sentimento de um povo que históricamente tem seus principais direitos à assistência negados pelos nossos governantes estaduais. Sentimento de revolta pela opressão vivida por um estado que nos governa de longe e que não atende as nessecidades de seu povo. Sentimento de angústia por ter seu direito degerir seus destinos negados se o não vencesse. Um plebiscito que já começou errado e de forma covarde onde os políticos atendendo o poder das oligárquias nos colocaram pra lutar contra ” Golias” e o presidente do STE ainda fala em democracia plena. Mas contudo ainda acredito no resultado positivo para o povo do oeste. Se”não” ” não podemos prever o que realmente acontecerá. O que esperar de pessoas oprimidas e revoltadas e por terem seus direitos, o direito à sua liberdade negados!!!
Não deixaremos de ser paraenses, continuaremos a respeitar os símbolos do Estado, assim como as pessoas que residem em Belém ( ainda que alguns não nos respeitem). Devemos estar atentos a todos aqueles políticos que só nos procuram para buscar nossos votos, mas que demonstraram claramente que não tem respeito pela nossa região,
Amo o Pará, mas voto 77 pelo povo do Tapajós e 77 por Carajás!
Tô copiando essas ameaças (luta armada, tentativa de intimidação do eleitor, burrices etc do tresloucado) e enviando pro Ministério Público Eleitoral.
doido de pedra !!! portador de esquizofrenia paranóide delirante !!! conhecida também como síndrome de antonio conselheiro !!!! é doido manso mas requer acompanhamento !!!!
Adooorei. Só pode ser esquizofrenia. Será que o tarja preta dele tá fora da validade?
Senhor Cabano, apesar de querer a paz na terra, gostaria que o Sr. verificasse na verdade o que significa ESCROTO e se enquadre na definicao absoluta, do saco que vc vive e quer obrigar todos a mesma situacao, votei SIM Tapajos e SIM carajas, pela liberdade, felicidade, dignidade, valorizacao da pessoa humana e pela PAZ NAS TERRAS DO NORTE.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
rs.
caro Jeso,acabei de votar Sim para o Tapajos e Naao para Carajas por razoes que ja explicitei em teu blog ,Qualquer que seja o resultado dentro de horas continuo irmao de quem discordou de minha opiniao e nao creio que incitar o odio qualquer que seja o resultado seja atitude construtiva Se o Sim vencer tera que conviver com o Para remanescente para sua instalaçao e os laços culturais e mesmo de cohabitaçao e se o Nao vencer tera que tambem ter atitudes mais construtivas para a nossa regiao.Creio mesmo que deveremos reinvindicar um Territorio Federal para dentro de alguns anos se instalar um novo Estado.So nao pode pregar o odio e a insubordinaçao civil de parte a parte.A guerra esta acabando,vamos baixar as armas ,mas nao perder as esperanças
Paulo, sou Não e Não. Mas gostei muito de seu pensamento. É isso mesmo, pois se formos pregar o ódio quando ouvimos um não, teremos que destruir nosso país. Olha a situação da Amazônia!
BELÉM PAROU NO TEMPO. E NÓS DO TAPAJÓS NÃO QUEREMOS ISSO PRA NÓS. QUEREMOS DESENVOLVIMENTO, QUEREMOS SAÚDE PÚBLICA AO ALCANCE DE TODOS. QUEREMOS SANEAMENTO BÁSICO. QUEREMOS EDUCAÇÃO PARA AS NOSSA CRIANÇAS. OS GOVERNANTES DE BELÉM NÃO SÃO COMPETENTES NEM COM A PRÓPRIA BELÉM, UMA CIDADE MERGULHADA NA CORRUPÇÃO. UMA CIDADE MERGULHADA NA VIOLÊNCIA. TANTA INCOMPETÊNCIA PARA CUIDAR DA SUA PRÓPRIA CIDADE, E POR EGOISMO NÃO QUER ABRIR MÃO DE UM PARÁ GRANDE. EGOISMO PURO, MEDÍOCRE, BARATO E ETC. NÓS NÃO QUEREMOS ISSO PARA O TAPAJÓS. QUEREMOS DESENVOLVIMENTO. NÓS NÃO QUEREMOS, E NEM VAMOS VER, NOSSOS GOVERNANTES ALGEMADOS PELA POLÍCIA FEDERAL EM CADEIA NACIONAL PARA TODO O PAÍS VER. O PARÁ ESTÁ PARADO. MAIS UMA VEZ EU DIGO: INCOMPETÊNCIA. E POR ISSO BELÉM PERDEU O TÍTULO DE METRÓPOLES DO NORTE PARA MANAUS(OU VÃO DIZER QUE NÃO?) E POR TAL INCOMPETÊNCIA, PERDERAM A COPA PARA MANAUS(MESMO MANAUS NÃO TENDO ESTÁDIO E NEM FUTEBOL) QUE INCOMPETÊNCIA!!!!!! E NÓS NÃO QUEREMOS ISSO PARA O TAPAJÓS. DEU PRA ENTENDER?
Sousa, vc tem razão em suas colocações, queiram ou não, Manaus vem se desenvolvendo e se tornando a capital mais interessante da Amazônia, e o povo paraensense (em especial o oeste do Pará) abandonando o estado, e engrandecendo outros estados desse Brasil, pela pura falta de compromisso da classe política centralizada em Belém. É claro, que os atuais mandatários não querem a separação, pois esses lugares emancipados acabam-se os currais eleitoriais.Que o povo de Carajas e Tapajos fiquem espertos, e não votem mais no povo da metropole. Eles só querem o voto, apenas o voto!!!!
Aproveite, então, e mostre que não tem EGOISMO BARATO E MEDÍOCRE indo aos seus “líderes” e abrindo mão dos 59% do território do Pará que tentaram tomar na canetada para o Tapajós. Até o Xingu incluiram no tal mapa do Tapajós, certamente pra passar a mão na hidrelétrica de Belo Monte. Aliás, era até bom saber o que o povo de Altamira tem a dizer sobre isso. Enfim, é muito “idealismo” junto pra cabeça dos habitantes dos outros municípios, inclusive de Belém, que se viu coagida a ter de aplaudir e votar sim ao surrupio de 83% do território paraense. Claro, para mostrar que não somos EGOISTAS BARATOS E MEDIOCRES teriamos de aprovar o saque territorial. Pois acredite, não somos os retardados que seus lideres pensaram.
Junte todo seu “altruismo” e passe bem. Ou vá bater palmas pra Manaus, que costuma chamar os paraenses daí do Oeste que vão pra lá de “ladrões” e “assaltantes”.
Atitudes tresloucadas como a do indivíduo igualmente desiquilibrado autor dessa postagem que contribuiram decisivamente para que o SIM fracaçasse. Um dos grandes erros foi a forma como conduziram a campanha, tratando os moradores das outras regiões do estado como aproveitadores, escravocratas, elites sanguessuga e termos afins. Esqueceram que esses denomimados”aproveitadores” tinham dois terços dos votos no plebiscito. Ao invés de criar animosidades, deveriam os condutores da campanha do SIM ter buscado o entendimento, sem enfrentamentos com a parte do estado que possui maior peso eleitoral. Seria muita insensatez esperar que, mesmo diante da possibilidade de perder mais de quatro quintos de seu território, suas jazidas minerais, reservas ambientais e ainda serem considerados opressores, os eleitores do nordeste do estado concordassem com a divisão. Ponham-se no lugar dessas pessoas e reflitam sobre o absurdo que tal proposta representa. Mas façam isso sem hipocrisia…
Quanto à atitude do tresloucado autor da postagem, confortam-se saber que se trata de manifestação isolada, oriunda de uma mente delirante e ignorante, sem nenhuma ligação com o verdadeiro espírito do povo ordeiro e trabalhador do oeste paraense. Conforta-me ainda saber que esse indivíduo terá que prestar contas de seus atos diante do Judiciário, tendo em vista seu ato criminoso. De logo também declaro que, da mesma forma que o Cláudio, encaminharei representação ao Ministério Público com o teor da postagem, para a tomada das medidas cabíveis!
Separatistas, vocês deviam ter pensado nisso antes de se aliar aos separatistas do Carajás, resultado: vão tomar duas surras e acabar com isso pra sempre!
Jamais! Tapajós sempre! Conclamo a todos, caso o não vença para nos organizarmos e cobrarmos os nossos direitos. Nossa luta não termina aqui.
A luta esta apenas começando, “Tapajoara, Tapajoense, Tapajônico, nao sei afirmar com exatidão o termo certo, mas uma coisa eu sei, Paraense eu não sou”.
Claudio
Li todos os seus comentários e lhe dou meu total apoio em denunciar este elemento a Policia federal, pois venho sempre dizendo que neste blog, tem muitos que não tem conhecimento e colocam comentários absurdos e irresponsáveis como deste Sr. Ednaldo, pena que pelo rosto dele parece se uma pessoa sensata mais as suas atitudes fascista o colocam como uma ser da escoria do mundo
55 e 55 MEU PARA NINGUEM DIVIDE.
Como postei ontem na minha página do Facebook, a partir de amanhã estão fundadas uma ou duas Catalunhas dentro do Parazão, uma eu tenho certeza que está instituída, a do Tapajós, pois as últimas agressões e humilhações, assim como verdadeiras demonstrações de dominação, de subjugar os “ordeiros e pacíficos colonizados”, durante a campanha do Plebiscito, fizeram com que a gota d’agua, determinasse que o copo transbordasse. Os pseudocolonizadores sempre foram contrários a tudo que possa representar aos seus colonizados, ser cidadão livre, pensar, opinar sobre qualquer ato que tenha repercussão sobre quem aqui vive e faz dessa região o seu modo de viver. Tudo que se pretende fazer pra cá, já vem pronto de lá, verdadeiramente enlatado. O Parazão se posicionou contrário ao Plebiscito, numa franca demonstração de pretender cercear nossa liberdade de expressão, (ser contrário a divisão territorial é uma coisa, agora ser contra a consulta popular é antidemocrático). A maioria daqueles que se posicionaram ou por ôba ôba ou para ficar bem na foto com o governador e cantar e chorar na TV, não conhecem nada dessa região, não tem faz a menor idéia das nossas distancias, das nossas dificuldades, do nosso modo diferente e lento de deslocamento entre as nossas comunidades, do nosso sistema sazonal de cheias e secas totalmente diferente das marés, não conhecem nem nossas belezas naturais além de Alter do Chão, que já viram na Televisão ou em jornais de fora do Pará ou do Brasil. Nós que nunca falamos a mesma língua, só nos falta a Bandeira e o Hino e esta, não precisa ser de pano e aquele não necessita ser escrito em partitura, mas ficar indelével nos nossos corações. O Pará que falou tanto da necessidade de ser Parazão, sai desse plebiscito Gito.
Sem cabimento esse texto, somente tem legitimidade para votar quem votar a favor do sim? Que apavorante senso de democracia meu caro!! Os cidadãos que acham ser a melhor situação para sí a união são então carrascos dos outros interessados? Quer dizer que se quem vota no não por sua convicção e em defesa de seus interesses não passa de um individualista, mesquinho, ganancioso? E os que optaram pelo sim, que criminalizam e chegam aos extremos, não são mesquinhos também? Pois chegaram ao ponto de defender que o plebiscito fosse somente na região do tapajós e carajás, isso é não é desrespeito com a opinião alheia???.
Fala sério. voce leu o liberal, que chama a nossa luta disso? pura propaganda no dia da votação, além de desrespeito com nosso povo.
Tapajós sempre!
ALOÔO!! estamos numa democracia! e temos que respeitar a vontade do povo! seja qual for! acho que esta tendo uma intransigencia de ambos os lados…cuidado, com os seus atos, não podemos estar a cima do bem e do mal! o que eu vejo aqui é muita gente na base da empolgação, sem argumentos, viajando na maionese!!
Sr. Jeso, o sr. é um irresponsável ao reproduzir o texto rancoroso e criminoso desse irresponsável. Estou com nojo de vocês. Faço uma pergunta: por que esse “jornalista” (que escreve mal pra caramba) não aproveitou a época pra pregar a Paz e a Prosperidade? ao invés do ódio e da desunião????
Albertino e Cláudio Santos, a pregação do ódio é muito maior e mais estúpida e ignóbil dos partidários do NÃO. Veja o link a seguir e me explique, afinal, o que é isso: https://www.jesocarneiro.com.br/politica/a-face-da-intolerancia.html. Ou, mais o que é isso: https://ronilma-santos.blogspot.com/2011/12/serruya-judeu-errante-vai-chupar-manga.html
Muito interessante a sua atitude. Se uns idiotas são intolerantes e querem o mal das pessoas de Santarém, então eu também tenho de ser intolerante e querer que ocorra uma guerra civil com derramamento de sangue. Realmente é bastante produtiva a sua atitude. Assim vamos caminhando para barbárie. Uma das estratégias dos Nazistas era colocar rótulos nos seus inimigos e sempre se referir a eles com discursos inflamados para assim desumaniza-los aos olhos da sua população e poder fazer o que bem entendesse dessas populações. Você, Jeso, generaliza e dá a entender que as pessoas que se posicionam contra a divisão pensam todos dessa forma. Eu apenas afirmo que quem está tendo um discurso irracional e irresponsável é o senhor Ednaldo Rodrigues mas jamais eu afirmaria que a população de Santarém a favor da divisão pensa como ele e que são fraticidas. Toda a generalização é burra e através dela já foram justificadas as piores insanidades.
Cláudio, não respondeste a minha pergunta. Vou repetir: o que achas das agressões gratuitas, xenófabas, preconceituosas, que incitam a violência descaradamente contra os que defendem o SIM das 2 pessoas cujos links passei pra ti?
Responde! Não escamoteia! Não foge da indagação!
O texto do jornalista Ednaldo Rodrigues é fichinha perto desses dois crápulas que tu passas a mão na cabeça só porque dividem contigo a mesma opinião. Pessoas hipócritas como tu, cegas para os quintais de Belém, é que deram o passo inicial para que esse plebiscito se tornasse essa luta entre irmãos.
Tua indignação é teatral, vil e, repito, hipócrita porque não te ofendeste nenhum pouquinho com as agressões muito mais violentas, muito mais duras contra os signatários do SIM.
Independentes do resultado fizeram a turma do não e não “parazinho” trabalhar.
Acredito que isso e só o começo, uma vez o resultado prevalecendo vão ter que trabalhar dobrado porque vamos reivindicar cada vez mais nossos direitos como cidadão a final das contas os grandes responsáveis pelo não e não terão que pagar a conta da sua decisão.
Espero que não sejamos conhecidos como o povo mais atrasado do Brasil, já que existem outros projetos em andamento e já há um consenso entre capitais e interiores para criação de novos estados coisa que foi muito difícil do povo paraense entender.
Para finalizar quero dizer que estou muito feliz, pois tenho a certeza que morreremos juntos abrasados na mesma miséria.
simmm
e
nãoooo
https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2011/12/02/conheca-as-principais-mudancas-que-deram-origem-aos-estados-brasileiros.jhtm
Sr, Claudio Santos, se o senhor desconhece então aprenda isso: há uma grande diferença entre liberdade de expressão e liberdade de pensamento. O senhor Ednaldo é livre para manisfestar a sua indignação. Como eu e tantos outros que querem o Estado do Tapajós. E outra coisa: nem sempre a vontade da “maioria” corresponde aos anseios da “minoria”. Mas tenha certeza de que respeito a sua manifestação. E tem mais: este blog é daqui e através dele manifestamos os nossos anseios e aspirações tapajônicas.
Com um misto de esperança e de realismo, procuro, pelas palavras, dar forma aos sentimentos que percorrem meu corpo e circundam minha alma na véspera do dia que mudará para sempre a história do Pará. Digo isto porque, não tenho dúvidas, qualquer que seja o resultado (já afirmei isso antes aqui em outro texto) o Pará vai estar dividido. Melhor que isso aconteça e seja torne explícito. Hipocrisia é falar de uma unidade falsificada, forjada desde as suas origens. Éramos e continuamos a ser “tribos” diferentes. Temos costumes e hábitos próximos, mas não iguais. E não há necessidade alguma de que venham a ser. Mas a diferença não nos torna inimigos. Pelo contrário, sendo ela afirmada, fortalece o respeito mútuo e passa a estar em sintonia com o princípio da autodeterminação. O que vai mudar – não tenho dúvidas – é o modo como as populações desse imenso Pará distante do seu epicentro (Belém) vão tratar as relações com os seus governantes. O povo gigante vai despertar! O tiro vai sair pela culatra. Quem pregou um Pará grande que se prepare para cuidar dele em toda a sua dimensão, como ele (sua população) merece e tem direito.
Pensando em amanhã, lembrei-me de uma das letras do nosso consagrado compositor Chico Buarque, e fiquei a pensar como ela se encaixa neste contexto em que esperamos por esse novo dia. E como algumas passagens podem ser aplicadas com muita propriedade para os neocolonizadores que se fazem presentes entre os partidários do Não. No passado, negaram o direito a existência e a liberdade, matando ou escravizando os legítimos donos destas terras. Hoje novamente negam estes direitos. E quando aparecem as pesquisas nos veículos comandados pelas elites políticas e econômicas, os defensores do SIM ficam temerosos, mas não perdem as esperanças, porque “Amanhã vai ser outro dia”.
[…]
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
[…]
De fato, os inventores do Estado grande, no passado e no presente, não passam de latifundiários escravocratas. Dá pena ver como tantas pobres criaturas que são as primeiras vítimas desses algozes com eles fazem coro em torno desse Não que nega a vida, que nega a liberdade. Mas, podemos beber na fonte da poesia e manter a esperança pois,
“Apesar de você, Amanhã há de ser outro dia
[…] Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar? […]
Como escrevi no início, não tenho dúvidas de que o gigante vai despertar, e vai cobrar caro por estes muitos séculos de subordinação:
“Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
De “desinventar”
Você vai pagar, e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
[…]
Esta letra que é um hino à liberdade conquistada contra o que parecia invencível, pode novamente embalar outra causa. Vou continuar a citar outros trechos, os quais parecem premeditados para a causa emancipacionista do nosso Tapajós:
[…]
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
Antes do que você pensa
[…]
Seja qual for o resultado das urnas, o Tapajós vai se fazer presente como um Estado de fato. Os números vão confirmar que esta causa está enraizada na população sofrida e esquecida, e tem respaldo na esperança por um futuro que seja construído de forma autônoma. Tapajós SEMPRE.
Prof. Dr. Anselmo Alencar Colares
Esse cara tá pregando a luta armada??!!
Para colaborar na discussao, entre os famosos do Pará, veja o que disse Beto Barbosa sobre o Plebiscito:
https://www.diarioonline.com.br/noticia-178743-famosos-opinam-sobre-divisao-do-para.html
Para o cantor Beto Barbosa, o plebiscito vai deixar marcas sociais profundas na população de seu Estado.
“Mesmo que o ‘não’ saia vencedor na divisão do Estado do Pará, o plebiscito já deixou marcas sociais profundas, na vontade frustrada de um povo, que há anos luta por igualdade. Com o desenvolvimento do Brasil, faltou vontade política para que a região do Pará crescesse progressivamente, como os demais Estados. Somente a capital Belém detém os principais recursos, enquanto o interior padece.
O desejo de liberdade do povo de Tapajós e Carajás viverá sobre o sol escaldante à espera da vontade pública em fazer do Estado do Pará, um grande Estado. Viver como habitante esquecido do interior, será impossível depois deste plebiscito.
Os centralizadores irracionais, com suas forças políticas do atraso, não poderão mais esquecer que pelo menos 35% do Estado deseja, quer e merece melhores dias. Não poderão mais fechar seus olhos a ponto de não enxergar a realidade injusta e cruel vivida por este povo de nossa Amazônia.
Esse povo também tem sonhos e família, assim como nós. Eles querem trabalho, saúde, saneamento básico, estradas, moradia, segurança e escolas dignas para educar e formar de verdade seus filhos.
Os interioranos, que desejam esta divisão, nunca deixarão de ser Paraenses. Mas não tenho dúvidas que este grito de independência frustrada permanecerá travado em suas gargantas até o próximo ato de liberdade, que está bloqueada e arregimentada há anos pelas forças políticas do atraso local.
Saudações tapajônicas a todos que sonham e lutam por dias melhores, e a todos que sofrem pela ausência do estado por estas bandas.
TAPAJÓS SEMPRE!
O senhor Ednaldo Rodrigues e o Jeso Carneiro estão cometendo crime eleitoral, tentando coagir a população a seguir os seus votos. Estou enviando a sua mensagem para a Polícia Federal e as autoridades do Estado. Peço a todos que lerem essa mensagem façam o mesmo. Vamos ver se respondendo em juízo o seu Ednaldo Rodrigues é esse troglodita que se mostra na sua mensagem. Essa ação que você fala, senhor Ednaldo, é ação de poucos, pois eu conheço Santarém e os meus melhores amigos são Santarenos, e são todos pessoas ordeiras, trabalhadoras e que respeitam a democracia desse país. Aonde você pensa que está, no Irã, na Arábia Saudita. Em anos de democracia, jamais vi alguém agir assim, eu me senti voltando para o tempo da ditadura ou para uma ditadura Nazista. Se você pensa que vivemos em um mundo sem lei e que as pessoas de Belém são covardes, você está muito enganado. Ninguém, e ainda sob coação e ameaça, vai mudar nossa consciência ou tirar nosso direito de exerce à democracia.
Cláudio, exerça o seu direito e deixe os que pensam diferente de vc. o façam também. Ou queres censurar o blog e o livre pensar do senhor Ednaldo Rodrigues?
Exercer liberdade de expressão é bem diferente de fazer incitação à violência e durante uma eleição fazer ameaças aos eleitores para mudar o seu voto. Imagina se um político dissesse para a população que se ele não ganhasse a população ia ter problemas sérios e quem sabe alguns seriam mortos. Isso é liberdade de expressão?
Eu enviei essa mensagem para a PF e para MPE, e peço a outros leitores do blog que também façam isso, e vamos deixar a justiça decidir se o senhor Ednaldo Rodrigues cometeu os crimes de incitação à violência e crime eleitoral.
Repito, em anos de democracia, eu jamais vi ações de nessa natureza. Parece que voltamos para década de 40, quando as ditaduras fascistas surgiram pelo mundo e quase acabam com o mundo.
Jamais seremos coagidos a não exercer nosso direito ao exercício pleno da democracia.
Cláudio, aproveite e mande também um exemplar do Diário do Pará e outro de O Liberal, em cujas capas das edições de hoje se fazem escancaradas e imorais propagandas contra a divisão do estado. De quebra, manda o nome dos donos de empresas de Ônibus, de praticamente todos os donos de táxi da capital. Cláudio, se você relacionar os órgãos, autoridades e demais pessoas que por dever legal e moral deveriam prezar pela imparcialidade e até mesmo equilíbrio desse processo plebiscitário, ia ter que comprar um estoque de tinta para sua impressora. Ditadura é querer calar um veículo como esse, um dos poucos capazes de levar a voz do povo do Tapajós para além dos limites territoriais desta terra, enquanto os jornais acima citados fazem campanha contra a divisão desde muito antes de o plebiscito ser aprovado. Isso não te preocupa, não é?
Estamos cansados da hipocrisia dos falso moralistas. Tapajós pela vontade do povo do TAPAJÓS.
Meu caro, os jornais de Belém são parciais, isso não há dúvida. Mas não existe crime nisso, eles podem fazer isso. O Estado de São Paulo na eleição para presidente declarou seu voto. Mas se esses jornais incitassem a violência contra as pessoas de Santarém que votam a favor da divisão, isso seria crime e a maioria das pessoas faria denúncia desses jornais.
Mesmo não concordando com a divisão, parafraseando Voltaire, eu iria até as últimas consequências para defender o direito de vocês de deferem as suas opiniões e o direito de votar a favor da divisão. Mas é grave e irresponsável, diante dos ânimos exaltados, ficar incitando a violência. Quero ver se pessoas bem intencionadas se deixarem levar pelas palavras do senhor Ednaldo Rodrigues e se realmente houver uma tragédia devido ao enfrentamento dessas pessoas com o exército e a polícia. Vocês realmente acham que isso não pode ocorrer?
Se o resultado for não, o mais produtivo para aqueles que querem a divisão é esfriar a cabeça e reavaliar o que foi que deu errado, aonde falharam e quais as ações democráticas que podem ser tomadas para que o estado de Tapajós seja concretizado. A violência só vai gerar mais violência e tornará a situação mais difícil para todos, e como estamos em um país democrático será um contrassenso e não vai resolver nada.
Meus melhores amigos são do interior e alguns são de Santarém, e apesar de parecer à opinião geral de vocês que todos de Belém são aproveitadores escravocratas e pessoas do mal, eu tenho um carinho especial por Santarém e os meus amigos Santarenos, e desejo que a situação de pobreza de todo o estado seja levada a sério e que possamos encontrar soluções, independente do resultado do plebiscito.
Ô rapaz, não vê que tudo que le falou é “em tese”.
Vá tomar uma cerveja e depois vá ver se o Ednaldo aí está lá na esquina.
Deixa de frescura. Raciocina um pouco.
Muito bem, Cláudio. Eu tenho família no Sul e no Oeste do Pará. E muitos amigos também. Nenhum deles têm esse filosofia de violência como resposta ao ato democrático do voto. Ninguém dos que eu conheço prega a violência como resposta ao direito do povo paraense dos quatro cantos do Estado de dizer NÃO. Acho que este Sr. precisa de tratamento psiquiátrico como já sugeriram outros internautas.
Saudações Paroaras aos nascidos e aos que aqui foram acolhidos.