por Caetano Scannavino Filho (*)

Se quisermos fazer acontecer o Estado do Tapajós, sabemos que a batalha é árdua. Se por um lado temos que estar unidos, independente das crenças, credos, ser São Raimundo ou São Francisco, por outro a discussão em torno do assunto só vai dar resultados se debatermos de forma qualificada com o outro lado, sem medo de ser feliz.

Com o pessoal de Belém, fazendo-o admitir que do jeito que está e sempre foi, não se deu conta do recado. Se a inclusão da região oeste no processo de desenvolvimento do estado não ocorreu como deveria nessas décadas e décadas de existência não é agora que o faria.

Por isso, não me agrada muito o termo “separatismo”, mesmo porque nossa relação com Belém é mais do que amizade, são nossos parentes, familiares, que precisam ser solidários a nossa causa e entender que a questão não é separar, e sim integrar o Baixo Amazonas ao Brasil. E o debate tem também que seguir fronteira afora.

A discussão sobre a divisão do Pará pode e deve ser nacional. No entanto, nosso maior desafio é fazer o Brasil entender a Amazônia. Fala-se muito na sua internacionalização, mas o que precisa mesmo é nacionaliza-a, sobretudo o principal centro econômico e de formação de opinião – o eixo RJ-SP – compreender melhor suas realidades, desafios, culturas, oportunidades de negócios, etc.

Aí deixará de enxergá-la como um “ônus” que só tem conflitos e desmates, e perceberá que temos um grande “bônus” nas mãos, com um povo maravilhoso e uma riqueza imensurável que se manejada de forma sustentada e includente poderá impactar o nosso PIB e justificar que o Brasil, o “país do futuro” que ouvíamos na infância, chegou.

Há vários projetos para criação de novos estados tramitando no Congresso. Nesse caso, a lógica comum do pensamento do brasileiro das outras regiões vai ser sempre tender para o oportunismo, os custos de implantação, a solução que não é solução, entre outros coerentes argumentos. Não podemos negar isso, mas fazê-los entender que não podemos colocar toda farinha no mesmo saco – aliás, estaríamos escondendo as delicias da farinha “puba” do Tapajós, algo muito típico e especial da nossa região.

Cada caso é um caso. E o nosso trata da Amazônia, onde municípios tem o tamanho de estados e estes, de países. Quanto a proposta pelo Estado do Tapajós, não falamos da divisão de uma área já interligada como o Triangulo Mineiro, mas sim de uma parcela imensa da Amazônia, sem facilidades de transporte, energia, comunicação, saúde, educação,… com contextos bastante distintos dentro de um mesmo Pará.

A região de Santarém, município polo do Baixo Amazonas, está a quase 1.000 Km de Belém ou de Manaus (1h de avião ou 2,5 dias de barco), não tem poder significativo para eleger governador (decidido no eixo Belém-Ananindeua, de maior concentração populacional), tampouco vê acontecer políticas estaduais sendo aplicadas e/ou adaptadas para a realidade oeste do Estado.

Nascido em SP e morador santareno há 23 anos, confesso que nunca fui um entusiasta pela divisão do Pará, sempre acreditei que uma gestão estadual descentralizada poderia responder em parte às demandas da região oeste, mas depois de testemunhar mais de 5 sucessões, com governos de “a” a “z”, percebi que a coisa é mais embaixo. É de identidade territorial mesmo.

Poderia discorrer sobre “somos esquecidos”, “excluídos”, mas temos que debater para frente, como disse meu colega Paulo Lima. A região do Baixo Amazonas tem uma dinâmica própria, está na confluência de importantes rios, no ponto inicial ou final da BR163 ligando-a com o centro do país, num processo ainda intenso de ocupação, expansão da fronteira agrícola, empreendimentos mineradores, de energia, entre outros.

Enfim, uma fronteira altamente estratégica para o futuro da Amazonia, no meio entre o “já desmatado” (leste, sentido Belém) e o “desmatamento a ser evitado” (extensões florestais a oeste, sentido Manaus), demandando há tempos de uma governança própria que atenda suas realidades, contextos, desafios e cultura a partir de sua identidade regional. isto já numa Amazonia com sérios problemas de governança.

Não sejamos ingênuos se em uma primeira eleição ao Governo do Tapajós, tenhamos na disputa um candidato oriundo de Manaus e outro de Belém, mas não tratamos aqui de um momento no curto-prazo da história, mas de fazer historia para as próximas décadas.

Propor por propor um novo estado não basta. Temos que saber o que queremos. E pensar no futuro é vislumbrar o potencial do Tapajós como o estado verde da União, com suas unidades de conservação, vocação florestal, condições propicias para negócios sustentáveis, tecnologias de ponta, ecoturismo, serviços ambientais, industrias de baixo carbono que gerem empregos, beneficiem e agreguem valor a produção… quem sabe um modelo de desenvolvimento “2.0” que agregue o social, o econômico, o ambiental, o cultural e possa impulsionar uma outra visão para o resto do país.

Na história recente dessa região cheia de problemas, a mobilização em torno da “guerra da soja” culminando num positivo acordo de moratória, do ordenamento territorial com a criação de novas áreas protegidas, do reenquadramento de grandes empreendimentos (mineração, agronegócio, etc) em prol de mais responsabilidade socioambiental, do “Plano BR163 Sustentável”, da criação do primeiro DFS do país (Distrito Florestal Sustentável), entre outros exemplos, partiu muito mais dos atores locais articulados (públicos, sociais, empresariais, acadêmicos) do que de iniciativas da gestão estadual – em geral “participassiva” ou contrária ou obrigada a fazer por pressão – mesmo quando de sua competência.

A ausência e/ou inadequação do ente estadual no atendimento às peculiaridades do Médio Amazonas acarretou há tempos uma cultura de dialogo muito mais direta com Brasília do que com Belém. Isto também tem custos.

E temos que admitir que custos são inevitáveis quando se cria um novo estado. Mas não pretendo retrucar falando das receitas de ICMS da BR163 (ainda maiores quando asfaltada), dos impostos/compensações dos empreendimentos mineradores (Juruti, Trombetas, …), entre outros recursos financeiros que vão para Belém e não retornam na mesma proporção à região.

O fato é que simplificar a análise da sustentabilidade à número de habitantes x impostos, aí então é melhor excluir a Amazônia do mapa, fechar os olhos para suas riquezas, potencialidades e oportunidades, esquecer da sua importância para o país e o mundo, além de não querer entender que sem solução para o social não se resolve o ambiental.

De uma certa forma, o Brasil precisa sim pagar a conta da Amazônia hoje para a Amazônia sustentar o país amanhã. Custos? Na verdade, são investimentos. Nunca recebemos nada pelo serviço que a Amazônia presta ao país, evaporando diariamente 20 bilhões de toneladas de água doce que seguem para o sul, evitando a aridez e garantindo terras férteis em estados como São Paulo, Paraná, entre outros.

Sim, fazer acontecer o Estado do Tapajós é um desafio imenso, uma batalha constante, mas sonhar não é proibido. Não é nem essa questão dos outros sempre estarem decidindo pela gente, dos “mocorongos” também serem cidadãos brasileiros,… Só queremos uma chance para o debate, mas que vá além do dizer “não” apenas por causa de outros projetos de criação de novos estados…de se abrir um precedente perigoso…de farra de políticos…de mais salários para deputados e senadores…

O que foi aprovado no Congresso não foi a criação do Estado do Tapajós, mas sim um processo de consulta popular, onde virá a tona os prós e contras. Enfim, uma discussão extremamente saudável.

Para os radicalmente contrários, serve o consolo do eixo Belém-Ananindeua também participar do plebiscito, o que torna sua aprovação mais difícil. Ser a favor ou contra o Estado do Tapajós é uma coisa. Ser favorável ao debate de preferencia qualificado é outra. Se não surgir um novo estado no Pará, que o debate ao menos resulte em soluções mais permanentes (politicas de “estado”, no sentido da palavra) para essa região determinante para o futuro da Amazônia, do país e do Planeta.

Saudações tapajônicas!

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –

* É coordenador da ONG Projeto Saúde & Alegria, com sede em Santarém.

  • 27
    Shares

Nota do editor: textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados no espaço "comentários" não refletem necessariamente o pensamento do Site Jeso Carneiro, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

22 Comentários em: Tapajós é integração e não separatismo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Sérgio Duarte disse:

    Muitos são os posicionamentos pró e contra o plebiscito do Tapajós, inclusive de parlamentares de Belém, só esqueceram do texto constitucional (Art. 18 da CF) que refere-se a consulta na regioão “diretamente interessada”, e se isso significar que somente o pessoal do Tapajós e Carajas deve se manifestar, terei que sorrir bastante!

    1. jonata disse:

      aqui é metropoli belem,a nossa sona de influencia alcansa tanto politicamente como economicamente todo brasil,e até a america do sul.se essas regioes sao assim sem desenvolvimento com belem no comando emagine com santarem que pode ficar mais dependente da metropoli belem do que é hoje.e ainda vem para belem em um hospital de alto padrao e sai falando que e ruim mais se e eles masmo que vem para ca lotar os nossos hopitais e é os nossos prefeitos da metropoli belem que faz ela ser amelhor metropoli do norte e nordeste para se viver e os prefeitos de que voces elegem e depois botam a cupa em belem…….

  • Caetano Scannavino disse:

    Car@s,
    Só tenho a agradecer pelos comentários, que com certeza vão ajudar a melhorar nossos argumentos daqui para frente. Na verdade, como bem disse meu amigo Jota Ninos, a base do txt foi um post na coluna do Setti que acabou virando artigo (aliás, ele não sabe mas foi escrito a toque de caixa na minha casa, na Prainha, sem luz, com a bateria do notebook acabando e a internet via celular caindo toda hora, enfim, são as mazelas da nossa região).

    Ao Raimundo Castro: boa observação! Concordo que Santarem ficou muito destacado em detrimento aos outros polos da regiao do Baixo Amazonas. Estarei mais atento a isso.

    Ao Ferreira: não sei onde discordamos, pois concordo com seus 5 motivos.

    A Paula Portilho: sim, pode publicar. Temos que esquentar esse debate. Sugiro inclusive que vc visite a pg original da Coluna do Setti, a que aborda o assunto da divisao do Estado, com mais de 100 comentários, muitos deles bastante interessantes que podem tb ter desdobramentos na forma de publicações.

    Saudações Tapajonicas!

  • Sabe Tudo disse:

    E voces acham que Santarém será a Capital desse novo Estado……….só se for do “Estado de Calamidade Pública” , a capital do novo Estado chama-se ALTAMIRA.

    1. Calamidade Pública Juvenil disse:

      Altamira Sabe tudo não é aquela cidade que foi noticia no Brasil e no mundo, cada um tem um reservatório dágua (açude), os quais foram construídos dentro das melhores técnicas da construção civil! E transbordaram e em seguida romperam e deixando milhares de pessoas desabrigadas! Eu até mandei uma contribuição para lá… Altamira capital da …Sabe que gostei da sugestão! Pois eu tenho um Jetski.

  • Opinião disse:

    Sou de Belém e digo: CRIEM ESSES ESTADOS, LOGO!

    Não aguento mais essa acusação de que Belém oprime os santarenos e carajaenses. É insuportável essa argumentação falaciosa que cata motivos para dividir o Estado, mas deixa de lado o único fator que importa: Descentralização Administrativa. Só ela basta como motivo.
    Que cada povo conduza seu destino. Espero que a região metropolitana surpreenda a todos e diga um sonoro e definitivo sim à divisão e assim cerre fila em favor do desejo do povo das regiões separatistas e cale de vez os que argumentam de forma idiota que todo o mal provem da injusta consciência dos Belenenses.

    1. Paracelso disse:

      Caro Opinião, em um ponto não se lhe podem negar lucidez. Somente os cegos não veem o benefício que a divisão trará para o Pará que fica. A melhor malha viária, a melhor (ou única) infra estrutura rodoviária e portuária, rede de fibra ótica, energia de hidrelétricas, melhor infra estrutura urbana, as indústrias e um PIB que vai disparar. Somente com a divisão, o Pará provavelmente terá número suficiente de juízes, promotores e defensores públicos, pois a maior carência é exatamente nas regiões mais distantes da capital. Então, de quebra, os paraenses teriam melhor prestação jurisdicional e rapidez na resolução dos problemas. Sobre as “despesas” que os estados ricos reclamam em compartilhar para a criação das novas unidades, de onde você acha que saem hoje? De vocês, da RMB, claro! Nós aqui não produzimos nem arrecadamos tributos suficiente para nossa própria manutenção hoje. Então, como é vocês que pagam nossas contas, a divisão será uma grande desoneração para o Pará que fica. O Pará passa imediatamente para o rol dos estados ricos.

      E o minério que aguarda pacientemente ser retirado de nosso subsolo? Será em boa parte beneficiado aí, onde já tem indústrias montadas. Então, nós ficaremos com os royalties e vocês com o grosso dos tributos que incidem sobre a transformação, passando de estado fornecedor de matéria prima (esse será nosso papel inicial) para estado industrializador. É isso que assusta São Paulo: o magnífico salto que o Pará dará no clube dos ricos.

      Agora, o outro lado da questão. Porque jornais como “O Liberal”, os maiores empresários de Belém e os Políticos de um modo geral querem “um Pará grande”? Só por isso mesmo, por pura vaidade, para se orgulhar de dizer que o estado é grande, satisfazendo um interesse pessoal, que nem comercial é! Porque eles, que não dependem dos serviços estatais básicos para viver (educação, saúde, transporte etc.) não têm visão. O Pará tem infra estrutura, falta qualidade nos serviços, o segundo passo para um estado rico. E é também por isso que o Pará, hoje como é, patina no atraso: porque nossas lideranças políticas e econômicas são sectárias, acomodadas com o que já têm; despreocupadas com melhorar. Eles têm medo que o povo do Pará que fica descubra que são incompetentes e escolham outras lideranças. Eles têm medo que, por sua inércia e incompetência, o Pará que fica, fique para trás dos novos estados. Mas isso não ocorrerá, porque o Pará, saindo na frente, saberá reagir e fatalmente, melhorando sua qualidade de vida, passará a exigir mais de seus representantes a medida que o PIB for divulgado. E se não responderem à altura essas novas expectativas, o povo melhorará também a qualidade de seus governantes. A história do Pará sempre foi isso: os políticos enriquecem na proporção inversa que o povo melhora de vida. Traduzindo: eles são contra mudanças para não perderem seus postos, pois sua remuneração e poder não diminui com um estado geograficamente menor. Ah… um detalhe importante: também diminuirão as vagas para deputados estaduais. Por isso eles choram!

      É isso que explica porque políticos como Zenaldo Coutinho e outros são contra os novos estados. Eles “prestam contas” a vocês dizendo que trabalham para nós das regiões mais pobres, e para nós, dizem que trabalham mais para vocês. Mentem para os dois e como estamos distantes uns dos outros, não podemos detectar as mentiras que nos contam. Vivem uma vida nababesca às custas do gigantismo geográfico que nos separa. E o que ocorre quando o pessoal das regiões mais ricas descobrem a incompetência de seus políticos? Eles migram para as regiões do Tapajós ou do sul do Pará e continuam representando “todo o povo paraense”. Depois de uns dois ou três mandatos enganando essas regiões, seus votos mínguam e eles voltam para seus antigos redutos, mantendo seus impérios políticos e condenando a todos ao eterno ciclo de atraso.

      Sabe quanto custa para um político de Belém vir fazer campanha aqui? Você não acha que ele vai se ressarcir quando assoma ao poder?

      Parabéns pela sua lucidez. E que o Povo do Pará abra o olho. Com a razão, todos ganham. Com a emoção, todos perdem, não saem do lugar e acham que está tudo bem. Se nada mudar, bem sabemos para quem estará tudo bem: para quem sempre esteve por cima.

  • Pepa disse:

    Saudaçoes Mocorongas Caetano !!!!!!

    Enfim… enfim …um texto verdadeiro, com palavras diretas, sem rodeios, sem argumentos politicos, mais politicamente corretos.

    Também concordo que estah na hora de sermos ressacidos pelo que oferecemos para todo o Brasil e Mundo pelo fato que fazermos parte da Amazònia a tao considerada ” Pulmao do Mundo “.

    Entao mesmo longe da minha Terra Querida, também quero sonhar……(como diria John Lennon..) juntem -se a nos ! .. e quem sabe o Estado do Tapajos vire uma realidade… !!!!!

    abraços.

    Pepa

  • Jota Ninos disse:

    O colega jornalista Ricardo Setti, profissional de um currículo invejável, deu uma pequena escorregada ao comentar a criação de novos estados no Pará, e tem recebido uma enxurrada de críticas de leitores aqui da região. Mas acabou se rendendo a um texto bem escrito pelo nosso amigo jornalista, Caetano Scannavino, do Projeto saúde e Alegria, e o transformou no Post do Leitor. E é esse texto que também está sendo reproduzido aqui no Blog do Jeso. Parabéns, Caetano!
    Quem ainda não participou do debate na revista Veja, no Blog do Setti,é bom dar uma voltinha por lá. Os comentários não param de crescer… Vão abaixo os dois links:

    https://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/farra-com-nosso-dinheiro-congresso-abre-caminho-para-criar-dois-estados-novos-desmembrados-do-para/

    https://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/post-do-leitor-porque-sou-a-favor-do-novo-estado-de-tapajos/

  • Telma Amazonas disse:

    Então, também gostei, mas um tanto dramático né!

    É evidente que queremos separar a gestão, e nem por isso vamos ficar atirando pedra nos Paraenses, e nem cuspinbdo no prato que “nunca comemos”, a proposta não é fazer a faixa de gasa não…menos!

    Tá bem claro p que a região oeste do Pará precisa, e agora é o momento de trabalharmos para não morrermos na praia.

  • RAIMUNDO CASTRO disse:

    SENHOR CAETANO.
    É BOM LEMBRAR QUE OS MUNICÍPIOS DA TRANSAMAZÔNICA E DO XINGÚ (ITAITUBA, RURÓPOLIS, PLACAS, URUARÁ, MEDICILÂNDIA, BRASIL NOVO, ALTAMIRA, PORTO DE MOZ, SENADOR JOSÉ PORFÍRIO E VITÓRIA DO XINGÚ) TAMBÉM FAZEM PARTE DO FUTURO ESTADO DO TAPAJÓS. SÃO QUASE 40% E NÃO LÍ UMA PALAVRA SEQUER SOBRE ELES.
    SE VOCÊS DE SANTARÉM E REGIÃO COMEÇARAM A NOS EXCLUIR ANTES DO ESTADO SER CRIADO, IMAGINE COMO SERÁ DEPOIS? TEREMOS QUE CRIAR O ESTADO DO XINGÚ OU ESTADO DA TRANSAMAZÔNICA? SERÁ QUE VOCÊS ACEITARIAM A CAPITAL DO NOVO ESTADO SER ERGUIDA EM RURÓPOLIS OU URUARÁ? OU SÓ SERVE SANTARÉM? VAMOS NOS UNIR, SEM BAIRRISMOS OU IMPOSIÇÕES. OK, CAETANO!!!!.

  • Anônimo disse:

    Que papo de “integração” é esse? Depois da “expropriação plebiscitária” de suas riquezas, o Pará ficará só com a casinha do cachorro, depois de perder a sala de visitas, a alcova, a cozinha, as varandas, a garagem, a despensa e até o quarto de despejos (onde se guarda o que não tem serventia). Quer dizer: a “entregação” (e não “integração”) é muito boa para todos, menos para o que restará do Pará.Não adianta querer maquiar a careta: dois saem ganhando e um sai perdendo. É isso aí. E é melhor admitir francamente. Pelo menos ninguém se sentirá enganado.

  • Paula Portilho disse:

    Caetano, parabéns pelo texto. Jeso, parabéns pela publicação. É isso que deve almejar a maioria: um debate onde o mais importante seja a coerência e o que será de fato melhor para todos. Sou nascida em Belém, com raízes em Cametá e meu coração sangra de pensar na divisão do Grão Pará. Mas tenho muitos amigos de várias regiões com quem já travei várias conversas e sei de longa data da existência do sentimento de separação. Não concordo mas de certa forma entendo. Não posso julgar os que pensam diferente de mim. Assim como espero que não seja julgada pela minha posição. Espero sim travar o bom combate. E que não vença o melhor, mas o que for melhor. Gostaria de pedir permissão ao Caetano para também levar seu texto ao meu blog. Saudações papa-chibés.

  • jorge moraes disse:

    ME ENGANA QUE EU GOSTO ! O SEPARATISMO INTERESSA MAIS ás elites mocorongsa que ao povão que, como sempre, carrega o piano mas não o toca !!!!!

  • Nei Oliveira disse:

    Palmas para o Caetano( E Ponto final!!)

    1. Paracelso disse:

      Exato. Palmas, no Tocantins, é um grande exemplo do grande desenvolvimento que Santarém e a região experimentarão com a criação do novo estado.

  • Ferreira disse:

    CARO Caetano Scannavino Filho, SO DOU 5 MOTIVOS PARA ACABAR COM SEU ARGUMENTO.
    Motivo 01
    A falta de presença do poder público em áreas isoladas como o Oeste do Pará, trava o desenvolvimento econômico regional.
    Motivo 02
    Estados gigantescos como Pará e o Amazonas, são inviáveis do ponto de vista sócio-econômico e administrativo. Os EUA, sem o Alasca, têm área menor que a do Brasil e contam com o dobro de Estados.
    Motivo 03
    A criação do Novo Estado na região do Oeste do Pará, mais do que um projeto político, é um projeto de desenvolvimento estratégico de segurança nacional, econômico e social no Norte do Brasil.
    Motivo 04
    A criação do Novo Estado servirá para solidificar a vigilância e a soberania, sobre as riquezas, proporcionando o desenvolvimento harmonioso do Brasil e gerando aproximadamente 200 mil
    empregos.
    Motivo 05
    Dada à distância que separa a Região do Baixo Amazonas da capital do Pará, o futuro Novo Estado, na prática, já se constitui uma unidade com vida própria.

    1. Carlos disse:

      Ferreira, Vc lei o texto do Caetano?

  • marinho andrade disse:

    Gostei do texto, pra mim as coisa ficaram um pouco mais claras, estou a disposição para o que der e vier, amo o estado do Pará , principalmente a região do tapajós.

  • Allan Filgueiras disse:

    Até que enfim, uma alma lúcida em Santarém, sem bairrismo, sem conchavos políticos, sem mimi de por a culpa do mundo em Belém. Enfim, você está de parabéns! O plebiscito vai vir, o Estado não vai ser dividido, mas vai ser um novo marco para as regiões envolvidas que vão passar a ter mais atenção do Estado como um todo. Parabéns, foi preciso vir um cara de fora falar tudo isso pro povo daqui entender.

    1. Caio Santana disse:

      Apenas no seu mundo essas regiões terão mais atenção do Estado!

    2. Caetano Scannavino disse:

      Oi Allan, obrigado pelas considerações. Só não me sinto como alguém de fora. Afinal, 23 anos morando em Santarem é uma vida! Minha família vive aqui, tenho um filho mocorongo com muito orgulho e se for preciso de documento, guardo até hj um título de cidadão santareno que recebi tempos atras pela Câmara dos Vereadores. Digamos que sou um filho “adotado” por esse povo tapajonico que sempre tem me ensinado algo. Forte abraço