por David Marinho (*)
Muito tem se falado, porém pouco se efetiva realmente para a solução do trânsito caótico de Santarém.
As autoridades são questionadas pelo Ministério Público, que cobra soluções imediatas para a humanização do trânsito, com melhorias para a vida da população santarena, a principal vítima dessa guerra sem tréguas que se presencia todos os dias.
Esse caos é resultado do aumento exponencial de veículos de todos os tipos nas ruas e a deficiência a passos de tartaruga do poder público em acompanhar e viabilizar novas artérias com pavimentação de uma malha viária estratégica e adequada para que dê condições de fluidez no trânsito de forma rápida e segura.
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Recentemente, os órgãos de trânsito de reuniram a fim de acharem uma solução para o problema. E através da mídia soube-se que alguns participantes proporam o elementar, sem novidades nem logística alguma.
Ou seja, transformar quatro ruas muito usadas em mão única.
À primeira vista, parece até que seria a solução, porém isso tem suas conseqüências imediatas, que são: a maior concentração de veículos na mesma rua no mesmo sentido, por um “falso atrativo” de rapidez em horários críticos, e o pior, em maior velocidade, com os cruzamentos possibilitando maior número de acidentes e às vezes com maior gravidade, por causa da preferencial. Seria então essa a solução?
No meu entender, antes de se adotar essa medida, dever-se-ia primeiramente pavimentar outras vias opcionais, não necessariamente paralelas seqüenciais, para o fluxo inverso dessa rua alterada. E os trevos e rotatórias deveriam ser implantados onde fossem possíveis, pois são elementos que funcionam como disciplinadores do trânsito e redutores de velocidade. Mesmo causando algum engarrafamento temporário (fenômeno de grandes cidades), eles deveriam provocar o interesse dos condutores em migrar para outras vias e, assim, evitar perda de tempo.
Além do mais, a população tem de mudar seus hábitos interioranos de sair sempre em cima da hora para seus afazeres, e querer um trânsito livre só para si. “Se tem horário marcado, evite a pressa saindo mais cedo”.
O pior da cidade, no entanto, é a teimosia das autoridades em não perceberem ainda que Santarém está dividida quase que igualitariamente em duas grandes áreas pelo Igarapé do Irurá, onde se tem a área urbana, e o Grande Santarenzinho somado a bairros adjacentes, comunidades do Eixo Forte, aeroporto, balneários praianos e brevemente a demanda dos projetos “Buriti” e “Minha Casa, Minha vida”.
A única via de ligação entre esses dois núcleos é a avenida Fernando Guilhon pelo viaduto, e suas alças viárias planas que estão transformando esse trecho num gargalo perigoso, onde várias vidas já foram ceifadas e o qual chamo de “garganta do Diabo” – pelo seu resultado negativo.
Então, para amenizar esse problema, proponho ao prefeito e sua equipe que faça um estudo de viabilidade para a construção de uma “via circular” dando continuidade da rodovia Everaldo Martins na curva acentuada, atravessando pelo local do antigo lixão do Cucurunã, contornando o bairro do Santarenzinho e saindo num novo viaduto, que deverá ser construído (hoje trevo) no cruzamento das avenidas Cuiabá com Moaçara, para que este novo tramoviário (Transantarenzinho) funcione como opção para os veículos que retornam de Alter do Chão, comunidades da região e balneários, desafogando a temível e mortal avenida Fernando Guilhon.
Outra opção auxiliar seria projetar uma transposição em túnel por baixo da avenida Cuiabá, na continuação da avenida Olavo Bilac que sai entre o Seminário São Pio X, e a base da Cosanpa, pois o desnível do terreno dá condição a isso.
A idéia está lançada, é pegar ou largar.
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* Santareno, é projetista e gestor ambiental.

A solução não deixará de passar pelo transporte coletivo. Santarém precisa de um sistema moderno de ônibus, com terminais de baldeação/transferência e linhas mais abrangentes e com mais carros, talvez veículos articulados em linhas de mais movimento. O trajeto das linhas atuais precisa de revisão.
Penso que já passa da hora de pensar num VLT (veículo leve sobre trilhos) para ligar bairros mais distantes ao Centro. Ou acham que os caboclos de nossa terra não merecem isso?
Vamos começar a planejar a Santarém de 2064! Acorda, Von!
Zé da Lamparina. cada gestor municipal de Santarém, tem a grande chance de entrar para a história, com um verdadeiro “choque de gestão” na modernização da cidade. Pois as condições econômica do país e do município estão melhores, assim como o avanço tecnológico está disponível.
Mas parece que não planejam nada, nem tem essa “ambição sadia” de “transformar” a cidade para melhor escolhendo assessores capazes para lhes auxiliarem com planejamentos além de seus tempos. Se fizessem isso, com certeza os santarenos agradeceriam…
Mas infelizmente, tanto os gestores, como a população se contentam com coisas tão pequenas, e todos sofrem juntos os dessabores dessa miopia na administração pública de toda nossa região…
Falaste e disseste tudo! Parabéns pelas ideias que tens divulgado por aqui.
Caros,
O rearranjo na direção de fluxos de vias em Santarém é uma medida emergencial, de curto prazo, com bons resultados, dando tempo para que medidas viárias estruturais sejam realizadas.
Os acidentes em Santarém são, todos, decorrentes de imprudências. Essa situação pode ser minimizada com melhoria nas condições da pavimentação das vias, com boa sinalização e muita, mas muita, educação por parte dos usuários. Esse é o desafio.
Obras de engenharia são realizadas para automatizar o tráfego, acelerar o trânsito e diminuir o tempo de deslocamento. A segurança não se encerra nessas obras de engenharia.
Acho muito estranho se falar em mudar direção de rua como solução para o problema de transito. Quer transito melhor 2 caminhos transporte publico de qualidade e educação. Há outra questão séria que é a questão da falta de calçadas e ciclovias.
Concordo Diogo, o que você citou são realmente complementos indispensáveis para a dinâmica de um trânsito humanizado. Se o tranporte coletivo fosse de qualidade e seguro, absorveria bastante os condutores de veículos particulares como passageiros.
Isso nunca vai sair. Sabe o porquê? Porque os governantes (os que já passaram e o Von atual prefeito) só pensam em formar de dar dinheiro público para parceiros políticos. Oxalá que um dia Santarém tenha um governo que realmente pense na população. Sempre é: obras para agradar amigos empreiteiros, secretarias para cabide de emprego. Programas de assistência que “beneficie” os pobre etc.. etc… etc… E a população que se ferre.
Caro David Marinho, diante da sua proposta, em sendo possível, compareça ao Ministério Público do Estado, precisamos avançar na discussão. Obrigada, Maria. Contato: pjprobidadestm@mp.pa.gov.br