
A defensora pública Tarcijany Linhares Aguiar Machado, que possui forte ligação com a região oeste do Pará por ter trabalhado nas cidades de Santarém e Óbidos, tomará posse como a nova titular nacional da DPU (Defensoria Pública da União). A solenidade que marca o início do seu mandato está agendada para o próximo dia 17, às 17h, no auditório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
A nova chefe da DPU carrega a marca histórica de ser a primeira mulher em 14 anos a ser escolhida pela própria carreira (através de lista tríplice) para assumir o cargo. Indicada pela Presidência da República e sabatinada pelo Senado, ela assumirá a vaga deixada após o término do mandato de Leonardo Cardoso de Magalhães.
O currículo de Tarcijany Linhares evidencia uma longa vivência nas diferentes realidades regionais do país. Entre os anos de 2011 e 2013, ela atuou como defensora pública do Pará, época em que trabalhou na comarca de Faro e respondeu também pelo município de Óbidos.
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Ainda em 2013, ela ingressou na carreira federal e foi lotada inicialmente na DPU de Santarém, onde exerceu a função de chefe da unidade. Posteriormente, também chefiou as unidades da instituição em Teresina, no Piauí, e em Sobral, no Ceará.
De origem simples, Tarcijany foi aluna de escola pública na cidade cearense de Mucambo e formou-se em direito pela Universidade de Fortaleza (Unifor) utilizando o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O que é e qual a importância da DPU?
Ao assumir o cargo máximo da instituição, Tarcijany terá a missão de dirigir a DPU em todo o país, coordenando suas atividades e garantindo que o órgão cumpra sua finalidade.
A Defensoria Pública da União é uma instituição essencial para o país, prestando um serviço que funciona, na prática, como uma assistência jurídica integral e gratuita para cidadãos que não têm condições de pagar por um advogado particular.
- Garantia de benefícios do INSS (como aposentadorias, auxílio-doença e BPC);
- Resolução de problemas com a Caixa Econômica Federal (financiamentos habitacionais, programas sociais e FGTS);
- Defesa de pessoas que não podem pagar defesa em processos criminais na Justiça Federal;
- Proteção aos direitos humanos, atuando em favor de comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas, pessoas em situação de rua e trabalhadores resgatados de condições semelhantes à escravidão.
Essencialmente, a DPU é a porta de entrada da população mais vulnerável para garantir que a Justiça brasileira seja um direito de todos, e não apenas um privilégio de quem tem recursos financeiros.
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