Livro a ser lançado hoje aborda o maior complexo de barragens de mineração na Amazônia

A Comissão Pró-Índio de São Paulo promove neste dia 1º de junho, às 18h30, o lançamento de novo livro Barragens de Mineração na Amazônia: o rejeito e seus riscos associados em Oriximiná, de autoria do pesquisador Luiz Jardim Wanderley.

O evento virtual, que será transmitido pelo canal da Pró-Índio no YouTube, terá entrevista do autor à jornalista Cristina Serra, comentando as principais conclusões de sua pesquisa.

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A grandiosidade do empreendimento da Mineração Rio do Norte (MRN) se reflete nas estruturas necessárias para armazenar os rejeitos que ficarão para sempre na Amazônia, numa área que já foi floresta nativa. São 26 barragens de rejeito já instaladas em um único local, 1 em construção e, ao menos, mais 16 novas previstas.  A mineradora já ocupa o quarto lugar entre aquelas com mais barragens no Brasil.

No livro, Luiz Jardim Wanderley analisa diversos aspectos da gestão de rejeitos da MRN. O autor relembra o período antes das barragens quando a empresa depositou os rejeitos diretamente no lago Batata. Ao longo de 10 anos, foram depositados 24 milhões de toneladas de sólido no lago, quase duas vezes o volume da Barragem B1 em Brumadinho. Rejeitos que permanecem na natureza até hoje.

Livro aponta incertezas

O estudo aponta também o elevado grau de incertezas em jogo na gestão das estruturas da mineradora. Assim, por exemplo, discute as consequências da reclassificação recente das barragens em Oriximiná de alteamento “a montante” para “linha de centro”. Mudança que permite que a mineradora não seja obrigada a descomissionar as suas barragens, uma vez que a legislação estabelece essa exigência apenas para barragens de alteamento a montante.

A jusante das barragens estão comunidades quilombolas e ribeirinhas que vivenciam um cotidiano de insegurança e medo. Duas barragens da MRN ficam a apenas 400 metros do Quilombo Boa Vista.

A Comissão Pró-Índio de São Paulo tem apoiado quilombolas e ribeirinhos em suas reivindicações por maior segurança frente a situações de emergência, transparência e participação social nas decisões que envolvem tais estruturas. A publicação do livro é mais uma iniciativa nessa direção.

Com informações da Comissão Pró-Índio de S. Paulo

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