Do leitor Jonivaldo Sanches, sobre o post Brasil já tem 30 partidos registrados:
Meu caro Jeso,
O número de partidos em funcionamento não quer dizer muita coisa em termo de funcionamento do sistema partidário eleitoral e representatividade no Congresso.
Em termos de política comparada isso na verdade pode até mesmo ser tido como pouco: os Estados Unidos possuem mais cem partidos registrados e em funcionamento, porém somente dois dominam os jogo do sistema eleitoral e funcionamento no Congresso.
No Brasil, em que pese o número assinado, trinta partidos, somente meia dúzia em efetivo funcionamento congressual com poder de veto e influência no congresso e ou representatividade nele, bem como meia dúzia detêm mais de 90% dos assentos nas casas legislativas, ou seja, muitos partidos existem, mais não elegem ninguém.
Assim como no mercado econômico, no mercado eleitoral a competição eleitoral gera concentração de poder e representatividade. Esse fenômeno já havia sido comprovado e previsto por cientistas políticos como Giovane Sartori, em seu clássico Partidos Políticos e Sistema Partidário, de 1965.
Não temos que nos preocupar em democracias plurais, isso é normal, pois mesmo em sistemas políticos que adotam como sistema eleitoral o voto distrital, que tendem ao bipartidarismo. O número de partidos registrados em funcionamento pode ser grande, porém sem poder de barganha e voto.
Nos Estados Unidos, por exemplo somente, dois partidos possuem efetivo poder de voto no parlamento.
Se a moda pega de igreja fundar partido daqui a pouco teremos partidos fundamentalistas. como será que receberemos um partido como a Irmandade Muçulmana, que acaba de eleger o presidente do Egito? Daí partiremos para os partidos étnicos, dos descendentes de alemães, dos poloneses sem nos esquecermos da colonia italiana. Os nossos índios também vão querer o seu . Paro por aqui senão ficaria a noite toda elegendo partidos.