Aberração no Sairé

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Professor doutor da Ufopa, Anselmo Colares comenta o post Latino e Terra Samba no Sairé:

E tudo se repete. Na mesma noite, no mesmo local. Como se fosse no futebol, a preliminar e a principal. Ou seria o contrário?

Se Latino, Terra Samba, ou seja lá quem for, é a atração central, pra que tanto movimento em torno do Sairé, pra que apresentá-lo como uma das mais importantes manifestações culturais da região?

Quanto recebem as duas atrações externas e quanto recebem as atrações locais?

Até quanto vai persistir esta aberração?

Nada contra a presença das atrações externas, mas por que não separá-las deste evento tão típico?

Quando que uma manifestação cultural deste gênero é chamada para ser pelo menos atração secundária desses grupos que a mídia e a indústria cultural “empurram” para que se tornem popular?

Pensemos nisso.


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26 Responses to Aberração no Sairé

  • amei seu comentario prof.. Isso acontece o tempo todo graças a industria cultural, e por mais que a fronte os moradores sera sempre assim, pois o seu objetivo maior é sem duvidas gerar lucro! o çairé assim como todas as festas amazonicas se tornaram uma mercadoria a venda!

  • Como disse o Renato, cultura vem do povo, não se impõe. Não vejo razão para não se mesclar festa “religiosa” com profana. Todo brasileiro é criado assistindo às festas de padroeiros(as) nas suas paróquias e complementadas com arraiais etc… Vejo o Sairé sob esse ângulo.

  • Concordo com todos que afirmaram que essa festa transformou-se em algo sem pé nem cabeça. Se o objetivo é atrair turistas, será que alguém em sã consciência vai sair do acochego do seu lar em São Paulo, Rio de Janeiro, Belém, Manaus etc…para assistir terra samba e outros grupos que de tão decadentes fazem Shows até no cai nágua no Mojui (será que ainda existe).

    Se o objetivo é a valorização da cultura, da terra e dos nativos os preços praticados na vila, do comerciante ao ingresso dos eventos, excluem os nativos…È uma festa promovida por uma elite financeira, não cultural, que nem sempre é sinônimo de bom gosto e que só serve para trazer o caos aos moradores e nativos.

    Bons tempos quando a estrada não era asfaltada e essa festa era uma miscelânia de encontro de farofeiros, hippies e outros afins…ao menos nessa época não havia tanta sujeira e degradação do meio ambiente e auditivo. Hoje existe a fartura financeira, mas a pobreza de idéias reina. O saudosismo da dureza só nos ajuda a recordar que a carência de meios sempre nos impõe a necessidade da criatividade e otimização dos poucos meios existentes. Essa é a realidade

  • Concordo plenamente. Assim, deixa de ser Sairé e passa a ser um show de cantores famosos. Cadê a cultura, a manifestação cultural do povo de Alter do Chão? Alias, o Sairé de hoje em si, já não tem mais nada a ver com o verdadeiro Sairé.

  • mas que terra onxe tudo dá herrado meu !!!! até o folclore não vingou !!! não deu certo !!!! porque parte da “cultura” santarena é fake !!! feita de impostura !!! o povão da várzea city foi formada pelos arigós que nunca foram aceitos pela elite branca e dominadora local como também os indios boraris !! e tinha que dar no que está dando !!! perda galopante de raízes e identidade !!! de tanto ver gente loura de olhos azuis em várzea city chego a pensar que cada vez mais esta cidade é um arremedo de londrina na várzea !!!! e dá-lhe soja !!! qua!!! qua !!!qua!!!

  • Se não tivesse atração nacional não atingiria o mesmo público, e na boa quase ninguém liga p/ essa disputa dos botos… ( a tradição sim – parte religiosa, a disputa dos botos não era da tradição).

  • O Sairé deixou de ter sua originalidade a tempos… foi um erro??? Não era preciso fazer, tal como foi feito em Parintins, Juruti, Barretos e outros locais, onde o que se visa é de fato o lucro do local.
    Quem está lá dentro assistindo aos botos em sua maioria são os turistas de fora, pessoas que não conhecem a tradição. Concordo que a ‘mesmice’ tomou conta, as alegorias são as mesmas (vide aquele estrutura de pássaro), as danças são da mesma forma. Que coisa. O povo só entra mesmo na hora do show.
    Agora, se a prefeitura paga mais para eles… deve se o retorno que é maior…
    Se alguém tem culpa é a coordenação dos botos que só se preocupa as vésperas, e muitas vezes dependendo exclusivamente de órgão públicos e das cervejarias.

  • Ótimas colocações Dr. Anselmo Colares. Gostaria que administração coloca-se as claras o valor pago as atrações nacionais!

  • Antes de mais nada, a cultura e o folclore são manifestações natas de uma sociedade, nascem por si e evoluem, não são criadas e “empurradas na marra” à população.
    O Sairé, tal como é hoje, resulta da busca de uma comunidade para implementar sua economia, a originalidade primitiva foi deturpada e pela falta da capacidade em cativar um grande público, tem que apelar para outros recursos; neste caso, como exemplo o cantor Latino
    Que haja sinceridade:
    Vocês apreciavam aquele Sairé da Praça da Igreja de uns 15, 17 anos atrás?
    Vocês cantarolam as músicas do Sairé o ano todo como as vezes cantarolamos as outras músicas?
    Vocês realmente acham que as pessoas vão a Alter do chão pelos botos?

    1. João Renato,
      Perfeito o seu comentário. Infelizmente ainda tem gente que quer viver de “SAUDOSISMO BARATO”. Ora, se todos os anos a festa recebe mais e mais pessoas, quem é que está errado, essas milhares de pessoas que todos os anos lotam a vila ou aqules que querem o retrocesso, e que não passam de uns 10 gatos pingados??? Afinal de contas, não é democrático ver o povão se divertindo, seja com Latino ou outro qualquer??? Ou só é democrático quando estão lá os 10 gatos pingados de perninhas cruzadas, com seus pensamentos viajando no tempo???

  • Professor Anselmo, faço minhas suas palavras. É difícil assimilar um governo dito popular, promover um absurdo desses.
    Ao leitor Cetáceo: foi no governo no qual o Alexandre Von/Lira Maia eram os manda chuvas, que ocorreram as maiores aberrações, inclusive a MUDANÇA DE NOME. Bandas da qualidade do É O TCHAN (rima com VAN) desfilavam neste período por Alter-do-chão.
    Esse pessoal vai ser capaz de vender o que ainda resta do nosso patrimônio natural.

    Chico Corrêa

      1. Cara chato esse C.C! Tudo para ele é parte de uma guerra ideológica cujo lado já desmoronou; e faz tempo. Mas, o cara insiste, insiste, insiste… Acabou, finito, já era… O muro de Belim não será reconstruído, o Sendero Luminoso, o Grupo Colinas, o Zapatismo etc desapareceram nas curvas tortas da história da humanidade, assim como o PT que um dia será, também.

  • Sou cidadãos santareno e posso chamar d aberração essa manifestação d Anselmo em criticar as atrações. Temos direito d prestigiar shows de qualquer q seja o estilo dentro d nossa festa popular. A prefeitura, leia_se Este governo, tem todo o meu apoio. Aberração considero a coordenação dos Botos receberem tanto dinheiro público e de iniciativa privada e apresentarem a mesmice de sempre.Eles(Coordenação d Botos) só visam o próprio bolso. Esperam chegar o mês d setembro p usarem a desculpa d matéria uma tradição cultural q há muito foi apagada por eles mesmos. Salve Latino e Terra Samba este ano

  • Anselmo colares,
    Acredito que esse problema esta quase no final, pois Alexandre Von assumindo a prefeitura
    essa pouca vergonha acaba com toda certeza…

    E todos nos eleitores ajudaremos nosso candidato boicotando as bandas nacionais
    __________________Aguarde!______________

    1. Não é boicotando as bandas nacionais que se resolve o problema, é acabando com essa folia de botos que nada mais é do uqe ctrlc+ctrlv do boi de parintins, é resgantando o valor do verdadeiro Sairé que se resolve o problema. Bandas nacionais de qualidade ou não vem aqui somente levar o dinheiro do povo e pra isso podem vir a qualquer momento em qualquer outro evento…NÓS TEMOS QUE VALORIZAR A CULTURA DO NOSSO POVO!

      1. Que cultura e essa?

        Para os desavisados,

        A —-botalhada— não vem de raiz seu Anselmo, foi criada e inventada na gestão de Lira Maia o mesmo que vai voltar para a prefeitura com o Von.
        Que ele desmanche o angu que fez…
        Mais você pode ter certeza que ano que vem 2013 tudo se repete…
        Choradeira por dinheiro e mídia querendo ibope.
        Esperar pra ver…

        1. Só faltava essa … esse pessoal viaja, o Von não é nem doido de tirar as atrações nacionais… rsrs

  • Prof. Anselmo o senhor esta de parabéns pela colocação, quando nossa população vai realmente ter um Sairé de verdade, se querem copiar copiem certo tragam atração externa na quinta feira na sexta, sabado e domingo a atração são os Botos e o governo faça o devido investimento que seria pra duas atrações externas nos Botos que são as nossas raizes. Isso que esses candidatos a vereadores deveriam levantar essa bandeira.

  • Jeso,,
    Concordo plenamente com Anselmo Colares, pois vemos cada aberração no Sairé. Quando fui Coordenador de cultura desta cidade tive que brigar para participar desta festa, pois entendo que é uma atividade peculiar a pasta, e quem coordenava era secretaria de finanças, já viu tamanha aberração? As atrações externas até que podemos ter, mas misturar samba com carimbó? não sei não… Acho que todos os tipos de ritimos são bem vindos ao sairé, mas poderia ser numa preliminar, ou seja, na noite do levantamento dos mastros, que tal ? Trazer latino para o sairé é mesmo que trazer o tiririca para feira da cultura popular, uma grande aberração.
    Sugestão para os gestores da cultura de nossa terra. VAMOS LEVAR A SÉRIO A CULTURA SANTARENA!!!!!!!

  • A discussão é válida.
    Só não concordo qualquer alteração de véspera. Isso sim é mais bizarro ainda.
    Ninguém, sozinho, pode tomar uma decisão que pertence a toda uma sociedade, como tenta fazer um certo “comandante”(?).
    Os maiores interessados sem dúvida são os moradores de Alter do Chão, esses sim devem ser respeitados no seus desejos pois são os mais afetados com toda essa situação, afinal o Sairé é o Natal para essa comunidade! Querem mudanças? Então, seja lá quem for tem que respeitar a vontade da maioria, pois assim funciona a democracia, qualquer outra forma de mudança é ditatorial e interesseira.

  • Parabésn ao professor pelo protesto, o que estão fazendo é apgando o valor maior do Sairé.Pois, o seu valor maior é se continuar diferente, autentciamente diferente. Isso sem levar em conta que no Pará não faltam valores. Um sabastião Tapajós, por exemplo, em pleno sairé, faria até as águas cantarem.

    1. Talvez apenas as águas cantassem, ninguém mais. As músicas do grande Sebastião Tapajós são feitas para ser escutadas, não cantadas e são virtuosas. Mas, de repente umas 40 ou 60 pessoas fossem ao show dele. Os moradores da vila iriam “amar”… sem venda, sem dinheiro e contas a pagar. O povo quer TCHU e TCHA.

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