Argumento de uma nota só

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Do professor doutor Anselmo Colares (UFOPA), sobre o post Prefeita destaca união em prol do plebiscito:

Jeso, e demais leitores.

Louvável esta atitude da prefeita e sua posição quanto a unidade em torno do tema. Seria bom se os que se manifestam contrários ao Estado do Tapajós se dispusessem ao menos a analisar os argumentos (contrários e favoráveis).

Estes dias, encontrei uma colega de faculdade, hoje também doutora, mas morando e atuando em Belém (UFPA) e fiquei impressionado com sua antipatia pelo tema, recorrendo ao argumento de que vai aumentar o número de políticos pagos pelos contribuintes (senadores, deputados …).

Nenhum outro argumento. Na minha opinião, não lembra ou não quer ver o que se passa para além dos limites da capital. Para uma pessoa com a origem e a trajetória que construiu, me chocou e me levou a pensar o quanto esse discurso pode pegar ou já pegou. E como é difícil reverter pois os políticos são mais temidos que a situação de isolamento e de estagnação econômica que provoca a luta pela emancipação.


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22 Responses to Argumento de uma nota só

  • Caro Jeso
    Esse seu espaço é democrático ou não?
    O objetivo desse espaço, não é o diálogo dos prós e contras?
    Mais uma vez me convenço, que nós santarenos somos radicais, quando assunto é divisão do estado. Postei, já por duas vezes. uma carta de resposta a uma senhora de Alenquer, escrita pelo nosso conterrâneo Jorge Calderaro, e vc simplesmente não publicou, por que ? E a democracia?
    E o direito de todos se expressar?
    E o direito de todos os paraenses votarem. nessa proposta ridicula de divisão do Estado?
    Agora vejo como alguns santarenos, são influenciados pelos amazonenses, que curtem uma aversão pelos paraenses, sem explicação, pois a recíproca não é verdadeira.
    O plebiscito é para que todos possam dar seu voto pelo sim ou pelo não,
    Nós não podemos ficar querendo obrigar a todos a votarem de acordo com a sua convenIência.
    Vc bloqueiou os cometários a respeito da declaração, infantil, proferido pelo radialista Jorge Carlos por que isso?
    Será que vc tem medo da verdade?,
    Um abraço, e viva o PARÁ GRANDE

    1. Sua carta não comportou no espaço de comentário. É enorme. Mande o link, para que possa ser lida pelos interessados. Foi só isso. Não deixe de se levar por teorias conspiratórias infantins.

  • Jeso, e demais leitores e comentaristas
    Desculpem, no comentário anterior, deixei algumas passagens truncadas. Apesar de que escrevi direto e na pressa, típico dessa “linguagem digital”. Fiquei depois refletindo novamente sobre as mensagens. Noto que geralamente quem é contra a criação do Estado, ou melhor, contra a divisão do Pará, fala de um jeito que simplifica a solução com medidas administrativas e políticas, ao mesmo tempo em que faz o discurso da aversão aos custos para o contribuinte.
    Penso que o desejo de emancipação é alimentado ainda mais com estas alternativas, pois nos fazem pensar: e pq não fazem? pq nunca fizeram? pq só dizem que o Pará é indivisível, mas, na prática, tratam aos interioranos como sendo se segunda categoria.

  • ôpa, peo menos surgiram alguns comentários com fundamentos, sejam prós on contrários ao novo estado. Nesta amostragem, dá para sentirmos o quanto há de quer feito, do ponto de vista educacional, e da comunicação, para que as pessoas consigam separar os argumentos apaixonados, dos argumentos ideológicos em prol das elites. Nesse sentido, penso que os primeiros, embora frágeis tecnicamente, são mais puros pois refletem o drama real e o sofrimento que vivem no cotidiano. Por outro lado, os argumentos ideológicos usam, de má fé, dados estatísticos em prol da defesa da manutenção de uma realidade que historicamente tem sido marcada por enormes desigualdades regionais, tanto na relação sul, norte, quanto dentro dos estados. Aqui vale lembrar uma frase utilizada por Roberto Pompeu de Toledo (não é dele) escrevendo nas páginas amarrelas da veja: “As nossas elites são tão perversas que só conseguem se sentir como tais quando estão rodeadas de pobres”. Pois é, este parece ser o deejo dos paraenses que não querem a divisão (da arrrecadação dos impostos, da atenção ao sistema educacional, da melhoria da assistência à saúde, à segurança e a adoção de políticas públicas voltadas para combater o agravamento das condições de miséria, etc). Enfim, e lançando mão de conceitos que me são caros, posso afirmar que informação é bem diferente de conhecimento. Portanto, muitos que se dizem informados, precisam se perguntar sobre quais suas fontes, e a partir de quais interesses os dados são produzidos e difundidos. Por outro lado, não podemos ser ingênuos em pensar que enviando e-mails faremos a cabeça dos formadores de opinião instalados nos grandes veículos de comunicação do país. Eles são porta vozes de certas conveniências. Podem até ser também dos que se posicionam a favor do Estado do Tapajós, mas com certeza essa mudança não será obtida apenas com os argumentos da emoção ou da razão, por mais fortes que sejam. Para finalizar, lembro uma estorinha contada pelo meu avô. Dois sujeitos estava prestando depoimento perante um delegado por conta de um crime. Cada um se esforçando para que sua versão fosse aceita. O advogado de um deles, vendo que seu cliente estava prestes a ser enquadrado na culpa, sacou do bolso uma quantidade expressiva de dinheiro e acenou para o delegado, discretamente. O delegado, disse então: Pelo que ouvi, você tem toda a razão, mas pelo que VEJO, você tem mais razão ainda. ENTÃO, dá para fazer alguma relação com a discussão em torno dos argumentos prós e contra o Tapajós.
    Até breve

  • Para o professor doutor Colares ler, já que pelo que escreve ele é a favor da criação do novo Estado, mas acha que se deve analisar os argumentos contrários e favoráveis:

    ANÁLISE
    Dividir Estados não equivale a melhora na gestão pública

    FERNANDO LUIZ ABRUCIO
    ESPECIAL PARA A FOLHA

    A Câmara abriu a possibilidade, na última quinta-feira, de desmembramento do Estado do Pará. Conforme a decisão dos deputados, a população paraense fará um plebiscito para decidir se deve ou não ser criado o Estado de Carajás. E ainda há a possibilidade de o Congresso Nacional chamar o eleitorado para decidir pela instauração do Estado de Tapajós.
    Os defensores dessa ideia argumentam que o potencial econômico de tais regiões seria mais bem aproveitado se ganhassem autonomia.
    Além disso, como o Pará é muito grande, o desmembramento poderia aproximar os governantes da população, hoje muito distante das decisões tomadas na capital. Como exemplo citam o Tocantins, que melhorou bastante após se separar de Goiás.
    O problema é que, em nome da autonomia, deixa-se de pensar em duas questões atuais da gestão pública brasileira. A primeira é que o momento exige maior eficiência nos gastos públicos, fazendo mais com menos.
    Cabe lembrar que o desmembramento vai gerar duas novas estruturas governamentais, replicando os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em cada um dos novos Estados. Os paraenses precisam saber deste custo para decidirem -afinal, supõe-se que serão eles que vão pagar a conta.
    A questão federativa também se torna mais complexa com o desmembramento. A cooperação entre os níveis de governo é uma peça-chave para se aumentar a efetividade das políticas públicas.
    Criar mais dois Estados pode levar à multiplicação do conflito. E se os entes federativos não forem parceiros no Pará, as fragilidades administrativas ficarão mais patentes.
    Ademais, a divisão dará mais seis senadores e 16 deputados à região, e seria necessário saber se os demais Estados concordam com isso.
    A consequência mais complicada é que, se o projeto for adiante, abriremos as portas para novos desmembramentos, após o Brasil ter evitado isso nos últimos 20 anos.
    Há outros quatro projetos de criação de Estados na Câmara. A sociedade precisa saber que maior autonomia a algumas regiões poderá significar menor eficiência e efetividade das políticas públicas. Por isso precisamos de menos desmembramentos e mais parcerias entre níveis de governos.

    FERNANDO LUIZ ABRUCIO é doutor em Ciência Política pela USP, professor da FGV (SP) e pesquisador dos temas da gestão pública e do federalismo.

  • Caro professor Anselmo, diga a esta “doutora” sua amiga, que um novo estado vai sim criar novos deputados e senadores e mais um governador, assim como milhares de empregos nesta região que pareçe que ela ja esqueceu, este raciocinio foi similar ao pensamento da senadora do PT por São Paulo que viu na possibilidade de um novo estado, o crescimento da força do política do Norte, porque teremos mais 3 senadors com votos igual aos 3 senadores de São Paulo. isso pra ficar no argumento dos não separatistas de que so vai aumentar os politicos safados na região,
    mas falando do lado economico, citando só o que ja exite, dos mais de 700 milhoes de ICMS da região so retorna pouco mais de 150 milhoes/ano para investimento na região, a mais numeros a se considerar porem é um assunto que deve ser criado um site, impressos, publicações em jornais etc, para que se conheça a realidade dos fatos que um novo estado é melhor para todos exto para as elites policas e economicas da capital.
    SIM AO NOVO ESTADO DO TAPAJÓS.

  • E os argumentos de isolamente da região vcs não acham que já se está demasiadamente superado.
    E que isso não se justifca, por que todos n´s sabemos que os politicos dai, não fogem a regra e só pensam naquilo……..
    Quantos municipios dessa região são auto suficientes?
    Vcs já leram os estudos sobre a criação desses Estados?
    Deixemos de paixões e vamos ser realistas.
    Esse discurso de abandono foi criado pelos politicos da região
    Leiam o site PraUnido, para se informarem.
    Digo NÂO a divisão do estado
    Digo não a cabide de emprego.
    Digo não a mutilação do Pará.
    Digo não a criação de mais cargos e empregos para politicos fichas sujas.
    Digo ao oprtunismo.
    Viva o Pará unido e forte.

  • Não existirão CUSTOS para a criação dos novos estados e sim INVESTIMENTOS. Quem fala em custos quer confundir a sociedade, pois sabemos que estas regiões são carentes de investimentos públicos.

    1. E continuarão sem investimentos, caso o pretenso Estado seja criado.
      E haverá custos sim e na ordem de 2,5 bilhõs de reais por ano.
      Consulte o site do IPEA e vc verá.
      O pretenso Tapajós, teria 53% do seu Pib, comprometido só para manter o estado, enquanto a média nacional é de12,5%.
      Quem tem interesse nessa divisão é o povo?
      O povo não sabe disso, eles são iludidos.

      1. Paulo Sérgio, a quem não interessa manter o Pará como se encontra, grande, paquidérmico e perdulário? Respondo: às elites encasteladas em Belém.

  • Assistindo hj o bom dia brasil e jornal hoje, ambos da globo, sentir a urgente necessidade de passarmos a mandar emais aos canais de imprensa, quer seja televisao, radio , jornal e revista e explicarmos, como cidadãos as razões para querermos o Estado do Tapajós, senão nossos motivos não sairão desta terra abandonada.

    1. Rapaz eles tem razão, por que eles não agem pela emoção e sim pela razão.
      Eles estão embassados em estudos não em promessas de politicos ficha suja.

  • Caro Jeso, não podemos permitir neste espaço de discussao, e ainda mais agora que precisamos nos unir, atitudes como esta do Jorge Moraes, fiquei muito cheteado pelo comentário que essa pessoa fez sobre a cidade de Alequer e Mojui dos Campos e a sua gente.
    Fica aqui o meu repudio a ele e a quem quer que seja, a qualquer municipio desta regiao. Precisamos neste momento unir forças em prol do novo. SIM para o Estado do Tapajos.

  • DIGO SIM A EVOLUÇÃO!
    DIGO SIM AO PROGRESSO!
    DIGO SIM A INDEPENDENCIA POLITICA!
    DIGO SIM AO NOSSO ESTADO!
    DIGO SIM AO ESTADO DO TAPAJÓS!!!

  • CUMU É QUI É ? ALENQUER ( DEVE SER UMA CIDADE GHOST ) AL EM QUER ( QUE NA LÍNGUA TALIBÃ QUER DIZER CIDADE DOS MORTOS !) MO JU Í QUE NA LINGUA TUMIUQUMAQUE QUE DIZER TERRA DO NUNCA ! ) DEUS ME LIVRE CONHECER ESES ASS OF WORLD !!!!!

  • e a professora está certa e o povão mais ainda ! o redivisão do pará só interessa ÁS ELITES !! O POVÃO BASEADO NO VELHO PRINCÍPIO DO VOX POPULI VOX DEI SABE QUE QUE DIVIDIR O ESTADO É COMO TROCAR SEIS POR MEIA DÚZIA !!!!!!!

  • E este argumento de uma “nota só” é reiteradamente reforçado pela grande mídia, a exemplo do senil Renato Machado no Bom Dia Brasil de hoje, do esbravejador Datena dias atrás. Há que se informar estes desinformados do “Brasil que não conhece o Brasil.”

  • Jeso, estávamos eu e Otacilio Amaral em uma livraria da cidade de Belem, quando uma pessoa começou a falar que era contrário a criação ao novo estado do Tapajós, sempre com os mesmos argumentos, que sairá muito caro para os bolsos do contribuinte, que será só para criar novos empregos aos politicos corruptos….Foi quando perguntei para ele se conhecia a cidade de Alenquer, ele falou que não, e Mojui do Campos? continuei a indagar, ele sempre dizendo que não conhecia, aí Otacilio foi ao extremo, e Boim? Porra aí seria demais…rs…Lembramos do Eduardo Serique com sua “Grande Boim”.

    – Tá vendo com vocês não nos conhece? continuei a falar com o “paraense”.Vocês são os primos ricos que não estão nem aí para nós, precisamos nos fazer independentes e tentarmos andar com nossas próprias pernas, sem esse políticos corruptos, um estado anarquista pela primeira vez no Brasil, e tendo Santarém com a capital ecológica do mundo.
    -Um Estado Anarquista, essa deverá ser a proposta para que se concretize o sonho. O Rei está nu no Oeste do Pará.

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