Má sorte do Pará

Publicado em por em Comentários, Política

Advogado e ex-presidente da OAB/Santarém, José Ronaldo Dias Campos comenta o post Certa da derrota, Ana articula volta ao Senado:

O Pará anda meio sem sorte com a formação de sua bancada no Senado. Políticos já submetidos ao vexame da algema foram eleitos; suplentes (sem voto sequer para se eleger vereador em seu município) assumiram cadeira no Senado, chegando a dois suplentes na bancada, como ultimamente; outros renunciando para não serem cassados pela justiça e depois voltarem (ainda bem que o STF não deixou) etc…

A incompetência, o despreparo, a falta de compromisso com o Estado-membro que representa grassa na bancada do Pará. Nesta última eleição, novamente a má sorte mostrou a cara, posto que mais da metade dos votos foram dados a políticos que a justiça considerou inelegíveis, tornando obscura novamente nossa representação no Congesso Nacional.

Quando vamos aprender a votar?!

E a reforma eleitoral, quando virá?!


Publicado por:

4 Responses to Má sorte do Pará

  • Resposta à primeira pergunta: Quando a educação for levada a sério, de tal forma que permita ao cidadão construir seu próprio senso crítico; quando a imprensa deixar de ser manipuladora; quando deixarem de existir os programas assistencialistas de cunho eleitoreiro (ex.: bolsa-família também conhecido como bolsa-comodidade), que conseguem influenciar no voto do eleitor, que pensa no imediatismo e não na mudança de longo prazo.

    Resposta à segunda pergunta: depende extremamente das mudanças expostas na primeira pergunta, pois somente assim conseguiremos votar em pessoas que pensem no bem comum e não em si mesmas; depende de nós mesmos, que apesar de sabermos do passado e presente sujos de muitos candidatos ainda continuamos a elege-los.

  • Dr. José Ronaldo, nós sabemos votar sim. Cada um vota conforme seu interesse. Então vejamos:
    A turma que está no poder, logicamente vota no candidato que está tentando a reeleição, para continuar mantendo seu emprego, seu status e todas as vantagens financeiras que o cargo lhe propicia, independente do candidato está fazendo um bom governo ou não. O povo, menos favorecido, vota em troca de dentadura, tijolos, telhas, bolsas famílias, gás, escola e etc. Pois é divulgado na mídia pelo candidato que está no poder, que se o adversário vencer ele vai cortar as bolsas, vai privatizar as empresas do governo e etc. Os que estão fora do poder, logicamente que votam no seu candidato esperando sair vencedor para abocanhar um cargo no governo e assim também mamar nas tetas do dinheiro público. Os eleitores que se preocupam em eleger um candidato realmente preocupado em fazer uma boa administração, voltada para o Estado e consequentemente para o povo, é quase zero. As pesquisas e os candidatos eleitos provam isso. Posso lhe afirmar que tanto faz o candidato A ou B ganhar, vou continuar trabalhando para sustentat minha família e pagar minhas dívidas no final do mês.

  • Pois é,
    Estava a pensar nisso ontem. Me questionando sobre se é falta de sorte ou ignorância do povo.
    Se os eleitores sabem que políticos A, B e C são mais sujos que pau de galinheiro. Ainda assim votam neles. Qual conclusão chegar?
    Depois haja lamentações.
    A frase mais cretina que ouço sobre nossos representantes políticos é: “Ele rouba mais Faz!”
    Faz o quê?
    Joga migalhas, assim como fazem os que alimentam os porcos?
    E a população acha legal, por que “fez” um “pouquinho”?
    Até quando, José? Até quando?

  • Isso sem contar que o Flexa Ribeiro o senador mais votado responde a vários processos na justiça, e só não foi barrado pelo ficha limpa porque ainda não foi julgado em 2ª instância.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *