Sociólogo e professor universitário, Válber Almeida comenta o post Plebiscito: “não” ganha com quase 70%:
Jeso,
Há questões importantes do embate político a serem decididas a partir de agora. Primeiro, políticos matreiros como Edmilson Rodrigues, Jatene, Marinor Brito, todos propensos futuros candidatos a governadores do estado não podem jamais ser esquecidos pela população aí da região. No momento em que pisarem em solo local devem ser recebidos com vaias, ovos e mandados de volta para o curral deles.
Esse pessoal tem de saber que o futuro político deles acabou para nós. Segundo, políticos oportunistas como Lira Maia devem sair da frente de batalha pela emancipação do Tapajós. Um dos fatores de desgaste da legitimidade da luta pelo Tapajós foi exatamente a ficha corrida do deputado, conhecida até pelo mundo mineral como uma das menos republicanas dentre os políticos do Brasil.
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Terceiro, é preciso tornar mais visível a participação da sociedade civil aí da região na luta pela emancipação, com mais publicidade, pois isso contribui para legitimar a luta.
Quarto, é preciso fazer frente à desinformação que reina dentro das universidades e que é disseminada pelos jornalões do estado e do Brasil, oferecendo um modelo detalhado de desenvolvimento alternativo que demonstre não somente a viabilidade econômica como também social, política, administrativa e ambiental da criação do novo estado.
Infelizmente, a tecla batida e repetida como mantra pelos opositores da divisão foi a de que a divisão se tratava de um jogo político capitaneado pelas elites locais, ou seja, em outros termos, de que se tratava simplesmente de um projeto de poder, um projeto de hegemonia dessas elites, o que manteria o povo a reboque dos seus interesses predatórios.
Quinto, e como decorrência disso, é preciso pensar, sistematizar e expor um claro projeto em que as classes populares tenham lugar garantido e em que a sustentabilidade seja tomada como princípio norteador. Não é difícil: 76% das terras do Tapajós já são de unidades ambientais, há dezenas de ONGs agindo nesta região em frentes sociais, educacionais, ecológicas etc., o que pode concorrer para facilitar a montagem desse projeto.
É verdade que, como manifesta o Ednaldo Rodrigues, dá vontade de tomar em armas e fazer algumas cabeças rolarem. No entanto, não somente, como sabemos, não temos condições de fazer isso, como ainda acredito que a guerra política seja bem mais vantajosa em termos humanos, políticos e sociais do que a guerra civil. E, em termos políticos, a guerra deve continuar.
O momento agora, para lembrar Gramsci, é de fortalecer a guerra de posições, aproveitando de todo o capital político que conseguimos acumular neste momento para avançar no acúmulo desse capital e mantermos viva e forte esta luta. Não há como frear esta emancipação, é preciso apenas agirmos de modo mais racional a partir de agora.
Isto é, devemos fazer uma leitura desapaixonada do momento para vermos onde falhamos, onde precisamos avançar, onde estão as fraquezas e as fortalezas dos inimigos para que não percamos na revanche.
mexe com quentá quieto !! o Duda rinha de galo foi cutucar a onça com vara curta e deu no que deu !!! ninguém chuta cachorro morto!!!
Tem que aparecer um neurotico hora dessas!!!!!hum hum..
valber foi por pessoas como você que nunca eu digo nunca voto a favor de tapajós ou carajás
Nobre professor, a violência é um erro. Sou paroara, nascido e morando em Belém e totalmente favorável à divisão. A hora é de união Tapajós-Carajás. Existem algumas ideias que o senhor, como integrante da elite intelectual, deveria estudar e propor a melhor alternativa. Já sugeri o território federal; já existe a ideia de uma Emenda estadual para mudanca da capital para Altamira. E outra emenda federal para um novo plebiscito para ouvir somente as populacões locais e não todo o Estado. Bem, são projetos de longo prazo, é verdade, mas exequíveis. Se o senhor tem outras alternativas, ótimo, aponte-as, exceto ovos e falta de civilidade. Civilidade e urbanidade que, aliás, tem sido características do amado povo tapajônico.
Válber,
Você esqueceu de inserir na lista dos “políticos matreiros” o nome do vice-governador. Este cometeu o pecado maior: o da omissão.
Abraços fraternos
Meu caro Walber,
Sua análise ficou incompleta ao não colocar os Maioranas, que detestam interior, como fator importante nessa luta desigual entre Belém e as regiões do carajás e tapajós. Essa turma, desde a primeira hora, colocou todo seu arsenal de comunicação (jornal, rádio, televisão….) contra o projeto de emancipação dessas regiões. Abriram espaço para todos aqueles que lhes devem obediencia, para ofenderem o nosso povo. Uniram-se ao poder econômico de Belém para acabar com os sonhos tapajônicos e carajaenses. O Grupo Liberal agiu de forma desleal. Nas próximas edições comemorativas desse jornaleco vou ter o trabalho de verificar quais as prefeituras das regiões do ttapajós e carajás que utilizaram dinheiro público para encher os cofres desse grupo, com peças publicitárias de mau gosto e bastante caras. Vejam que a TV Liberal foi a única televisão que não disponibilizou espaço para o debate democrático, porque não lhes interessava, em razão do fraco desempenho dos representantes do NÃO. Infelizmente, o Estado do Pará continua na mão desse Grupo. Todos rezam na mão deles. O poder deles é imenso. Precisamos no contrapor a esse poder.
partindo pra violencia vc acha que vai resoulver alguma coisa coloca a faca nos dentes e pede apoio da AS FARC e parte pra luta então. Nao tou defedendo o pilantra do governador mais quem mandou o pinguço do poblicitario mexer com ele o kara tava quieto no seu canto o que eu vi nesta companha que pra mim tava mais que eleitoral do que divisão de um lado Ano Julia de outro o Jatene e esqueceram que era uma divisão territorial e não politica.