A leitora que se assina Professora Eliza comenta o barulhento post Vereador defende vidro de proteção na Câmara, da lavra do vereador Dayan Serique:
Vereador Dayan Serique, necessidades maiores tem a população de Santarém e não é só em segurança, saúde, saneamento básico, enfim, há uma falência do sistema público, tanto é, que os políticos ou as pessoas de maior poder aquisitivo optam pela rede particular de educação, saúde entre outros serviços.
Não será a estética da Câmara Municipal que deverá influenciar em melhores resultados nos trabalhos do Poder Legislativo.
Recentemente a Câmara Municipal utilizou R$ 86.000,00 (oitenta e seis mil reais), somente para reformar o telhado, quanto custará para colocar os vidros? E quem irá pagar a conta será consultado?
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Os recursos públicos devem e precisam ser bem administrados e fiscalizados pelo legislativo com coerência nas reais necessidades da população de Santarém.
Vereadores, vocês são a democracia representativa e foram eleitos pelo povo para representá-los, o que deve ser levado em conta é a essência da atividade legislativa e não a aparência.
“Vaidade das vaidades”, diz Eclesiastes, “tudo é vaidade”.
Infelizmente a crise de representação política assola todo o país. As manifestações provam que há um urgência em se governar honestamente, com ética e justiça social, até quando teremos que suportar esse tipo de comportamento em que a classe política está mais preocupada com seus interesses? Pesquisa do Instituto Data Popular publicada no dia 21/6/2013, com 1.502 pessoas entre 18 e 30 anos, em 100 cidades do país, revelou que 75% não confiam nos políticos, nem nos partidos (e 59% também não confiam na justiça). Isso, se deve também a corrupção e a impunidade frequentes no sistema político, social brasileiro.
Concordo com tudo que já foi dito até agora, em especial com a professora ELIZA, que fez a síntese da síntese, e disse tudo em poucas palavras. É uma REDOMA MESMO. Depois de eleitos, o povo perde o valor eleitorreiro, e seu representantes (edis); só cuidam dos seus. Este mesmo povo passa a feder, neste caso, foi descaradamente isolado ou afastado; dos engravatados. Na próxima eleição, eles vão com cara de Amélia, como Santinhos, a prometer e enganar mais uma vez e, assim, sucessivamente… Até quando ? É uma VERGONHA. “A CASA DO POVO”, PRECISA SER MORALIZADA E A VAIDADE DAS EXCELÊNCIAS; TER RÉDEAS. Só com a MOBILIZAÇÃO DESTE MESMO POVO, QUE TEM SERVIDO DE MANOBRA DE MASSA; É POSSÍVEL A …
Eliza,
Esse tipo de político acha que tem pele de faisão. Trabalham para o seu próprio umbigo subestimando nossos quereres e nossos anseios.
Triste perceber que não melhoram, não conseguem se libertar deste ego exarcebado que inoja o povo.
Telma
Parabéns professora Eliza!
Você foi muito feliz em suas palavras e sintetizou o pensamento e sentimento da grande maioria da população que sente essa crise de representação. Esse vereador tentando defender o indefensável, só reforça esse sentimento.
Se me permite, gostaria de engrossar mais esse tema de crise de representação, voltando ao final do mandato anterior onde os vereadores à contramão dos assalariados, e maioria dos trabalhadores, aumentaram seus próprios salários e em percentual muito elevado (em torno de 60%). Vale ressaltar que o número de vereadores aumentou de 14 para 21, quando o município reduziu o número de eleitores, face a saída dos eleitores de Mojuí dos Campos. Ou seja, AUMENTO TOTALMENTE NA CONTRAMÃO.
Os mais apressados já podem estar pensando que não foi esses novos vereadores que votaram pelo aumento, mas então porque não votam pela redução?
Ou melhor ainda. Partindo do epígrafe sobre o povo ser consultado, que tal alterar a lei para que o povo defina de quanto será o aumento do legislativo, acabando de vez com essa vergonha que é aumentar seus próprios vencimentos?
Cabe lembrar que recentemente, o prefeito de Paranapanema, no interior de São Paulo, Márcio Faber (PV), renunciou sete meses após ser eleito, por considerar baixo o salário de R$ 5.850 que recebia como chefe do Executivo.
Fica o recado.
É necessário que uma professora dê uma aula de moralidade para um Professor Vereador que sinaliza mal para a sociedade santarena. Político Dayan Serique, tua classe está em baixa, prova maior são as manifestações nas ruas em todo país.
Sinalizou mal, muito mal, “Vai dormir com um barulho desses”.
Valeu Professora Eliza, muito obrigado. Por favor não pense e nem tente ser Vereadora, continue Professora. O país precisa de mais professores, de políticos vaidosos estamos cansados. A palavra políticos chega a doer em nossos ouvidos.
Até quando o povo vai aceitar essas coisas?
Depois perguntam: é por causa de 20 centavos?
Não… É porque ninguém mais aguenta a cara de pau dos políticos…
Pior ainda é que a gente coloca pessoas novas, ou tenta mudar as caras, mas a corrupção continua a mesma…
É como diziam os antigos, ter que escolher entre ser picado pela cascavel ou surucucu…
Nossos poderes só estão trabalhando mesmo, na base da pressão das ruas… E aí, não tem redoma de vidro que aguente…
Professora Eliza, corroboro profundamente com seus comentários. Não tenho a mania de participar nos blogs escrevendo acerca dos temas que por aqui rolam. Mas, essa situação que vem ocorrendo na câmara de Santarém me deixaram tão indignado que não poderia de ratificar também em seu comentário o que já disse em outros momentos aqui sobre esse fato. A redoma de vidro é a obra mais nefasta que vi na história do legislativo santareno; além disso reafirmo, ela é imoral, estapafúrdia e cretina; assim como ofende a população na sua participação na câmara municipal, que julgamos ser a casa do povo. Nosso município é carente de investimento em necessidades básicas fundamentais nas áreas de saúde, educação, saneamento e segurança; gastar dinheiro publico com redoma de vidro é no mínimo falta de respeito com a população e falta de zelo com a aplicação dos recursos publico. Como santareno fico envergonhado de ser representado por esses tipos de vereadores, fracos e incompetentes. Aqui não se trata de ter coragem ou não para justificar o fato, trata-se de vergonha na cara para fazer jus a confiança depositada por nós nas urnas para escolher os representantes que deveriam estar representando os reais interesses da população e não os seus.
Sempre tive a nefasta impressão que neste pais o poder legislativo, em todas as esferas, deixou de ser a essência sagrada da fiscalização do executivo e de projetos benéficos a população e passou a ser um balcão de negócios espúrios entre os poderes executivo e legislativo. A redoma de vidro é bem sugestiva para o momento no nosso legislativo, afinal balcões de vidro são bem mais bonitos.