Do auditor da Receita Federal Moacyr Mondardo, via contato do blog:
Recebi o livro “Novos Estados e a divisão territorial do Brasil: uma visão geográfica”, de Jose Donizete Cazzolato, que é geógrafo e mestre em Geografia pela Universidade de São Paulo, sendo hoje pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM/Cebrap). O livro tem o patrocínio do INCT (Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia) e da FAPESP.
O livro, editado em 2011, tem em sua motivação exatamente os plebiscitos para a criação do Tapajós e Carajás. Foi publicado pela Oficina de Textos (www.ofitextos.com.br).
O autor inicia por uma revisão das notícias sobre a proposta de redivisão territorial do Brasil, citando bastante a situação do Pará.
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E acaba fazendo uma proposta de redivisão territorial do Brasil, em que constam os novos estados do Tapajós e Carajás. A proposta (página 131 do livro) levou em conta:
– um padrão territorial que o autor desenvolve u como balizador ou ponderador;
– intervenção nas unidades atualmente em desconformidade com o padrão territorial;
– manutenção máxima da atual trama de limites e unidades;
– prioridade para os projetos territoriais em tramitação;
– atenção às formas territoriais e à posição das capitais;
– recuperação da figura do Territorio Federal.
Da proposta constam 33 Estados, 3 territórios federais e o Distrito Federal.
Bem é uma publicação interessante neste momento para ser lida. Parte da premissa que hoje as propostas muitas vezes não tem uma visão mais geral do Brasil, que é o que o autor procura recuperar.
Na apresentação do livro, feita por Marta Arretche, diretora do Centro de Estudos da Metrópole/Cebrap, temos o seguinte trecho:
“Este livro nos mostra que a própria divisão atual do territorial brasileiro é fruto de desmembramentos anteriores, eles mesmos sujeitos a grande controvérsia à sua época. Revela que demandas por ajustes nos limites territoriais são expressão da evolução de nódulos geoeconômicos e sua consequente expressão demográfica e identitária. Em princípio, não há, portanto, razões para o congelamento da divisão territorial obtida em um dado período. Diferentemente, a trajetória natural parece ser a constante evolução dos territórios. Assim, qualquer julgamento da legitimidade de demandas por desmembramento requer o estabelecimento de critérios de avaliação e sua aplicação no exame das demandas por reajustes nas fronteiras internas. O equilíbrio entre as unidades e a máxima equidade na distribuição de direitos territoriais são os princípios que regeram a investigação geográfica apresentada neste livro.”
kakaka
Prezado e competente amigo,
Jeso Carneiro
Permita-me fazer o comentário da aludida notícia da maneira que minha inspiração me impulsiona a escrever.
MEU SONHO NÃO ACABOU
Autor: Clauriberto Levy
A pessoa que não sonha nesta vida
Não está sabendo viver a vida.
Vale apena sonhar,
Flutuar nas asas da imaginação,
Escancarar o coração,
E expandir torrentes de emoção
Vibrações ecoarão de sua voz
E você alimentará uma forte esperança
Acreditando na existência do Estado do Tapajós
Este Estado é de fato
Já derrotamos nosso algoz
E todos em voz uníssona
Cantaremos: “Amamos o Tapajós”!!
E os outros, que não gostam de mudança
Juntam-se a elite
E aconchegam-se no Belém-ninho
Se agrupam e se auto denominam
De Parazinho
E alguns que acreditávamos
Porque do Tapajós possuem sangue puro
Nos decepcionaram completamente
Ficaram em cima do muro
Um adjetivo qualificativo
Para essas pessoas
Retiro do meu dicionário, que arde
E o adjetivo é: Covarde!!!
Plagiando os nossos “companheiros”
Com a celebre frase:
“E a luta continua”
Vamos partir para o 2º tempo
Pois o Estado do Tapajós,
É uma verdade “nua e crua”,
Os filhos dos nossos filhos,
Não se envergonharão de nós,
Pois em breves dias,
Criaremos de direito, o Estado do Tapajós.
E os que não gostarem
Da nossa atitude,
Saiam do nosso caminho,
Fiquem com o Simnão e o bananão,
Dentro do Parazinho.
A divisão territorial do Pará, com a simples justificativa do “bumba meu boi do desenvolvimento” não consegue esconder a incompetência, a fraqueza, a falta de preparo e o fracasso dos administradores públicos de plantão.
O grupo de políticos com mandato que se posiciona a favor, a turma do SIM, já esteve administrando municípios do pretenso estado do Tapajós e não demonstrou capacidade sequer para lançar asfalto sobre ruas. E quando isso fez, o serviço foi mal feito. Essa turma não demonstrou competência para negociar o uso de riquezas naturais presentes nesses territórios. Será que o tamanho do território influencia na competência? Qual o tamanho do território que cabe na competência dessa turma?
Já a turma do NÃO, que quer o Pará do tamanho que está, tem demonstrado nos governos dos diversos matizes todo o tipo de incompetência. Será que sobre espaços menores a competência dessa turma vai aparecer? Quem aposta nisso?
As defesas pela divisão e pela manutenção deixam evidente a total falta de condições dos nossos administradores públicos em estabelecerem políticas de desenvolvimento para esse espaço.
O eleitor ligeiramente atento vai pereceber que todos, do SIM e do NÃO, assinam com suas defesas seus atestados de falta de condições de estarem à frente de administrações públicas.
A turma do SIM diz que o Pará do tamanho que está é grande demais para as suas faltas de competências. A turma do NÃO já demonstrou, há muito, que suas competências são mínimas diante das potencialidades desse território.
Temos um modelo de administração pública ultrapassado, baseado naquele das capitanias hereditárias: órgão públicos públicos colocados em mãos de abnegados pela genética política, simplesmente. Manter o tamanho do território ou dividi-lo em nada altera, pois o modelo administrativo irá permanecer o mesmo das capitanias hereditárias.
Entendi. Nem SIM, nem NÃO. Muito pelo contrário…
Nao tem segredo quando se compara a regiao metropolitana com o interior. Ha mais recursos do governo do Estado na regiao metropolitana. Ha mais obras publicas tambem. Mais empregos tambem. Mais gente comprando. Mais gente vendendo. Mais servicos oferecidos a populacao. Mais dignidade. Mais saneamento basico. Mais saude. Mais respeito com o cidadao. Mais impostos e tributos que acentua as desigualdades regionais entre interior e regiao metropolitana.
Jeso, dê uma olhada na enquete desse site aki. Vc pode postar algo no seu blog. Será que a pesquisa DATAFOLHA condiz com a realidade? https://www.belemfm.com.br/