Visão tacanha

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Réplica do professor Paulo Lima ao post UFOPA, fraude e circo, da lavra de Inácio Régis:

Caro Inácio,

Obrigado por suas considerações. Concordo que o encontro não se destinava a debater a questão específico do baixo Tapajós ou a etnogênese. Mas, deve se recordar que a primeira pergunta do debate foi feita justamente por você e tratava de colocar o tema na mesa. Um professor convidado a um debate não deve se furtar a comentar e apresentar suas impressões sobre a situação local.

A Profa. Maria Rosária, conhecedora do processo legal para o reconhecimento das etnias culturalmente reconstituídas, foi muito clara, não se trata de uma simples auto-declaração. Um servidor público, neste caso necessariamente Antropólogo, que pode ser responsabilizado por erros de sua avaliação, prepara, com base num minucioso estudo, um relatório dentro dos critérios da Portaria nº 14, de 09/01/96.

Todo o processo está disponível na internet, não existe nada de simples auto-declaração. Não falemos inverdades para os leitores do Jeso.

Eu realmente tenho dificuldades em seguir o debate consigo quando vemos desqualificações etnocêntricas antigas e preconceituosas como tratar uma cerimônia estranha à sua cultura como “circense”. Uma referência duplamente equivocada, seja pelo desrespeito à uma cultura que não conhece, seja por tratar o circo, arte tão querida em nossa região, como palco de uma atividade menor.

Lamento que sua compreensão da antropologia, em especial da antropologia cultural, tenho lhe dado uma visão tacanha da cultura indígena, uma dificuldade de compreender o outro, reconhecer seus direitos e sua arte.


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One Response to Visão tacanha

  • Caro Professor Paulo Lima

    Não gaste vela com defunto ruim. As “teses antropológicas” e a voz desse famoso cientista social chamado inácio régis (sic) tem um dono chamado COEPA (et caterva).

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