Aveiro: inadimplente em 11 itens do CAUC

Publicado em por em Contas Públicas, Oeste do Pará

Fuzica, prefeito de Aveiro
Fuzica, prefeito de Aveiro. É do PSC

É crítica a situação de Aveiro, no oeste do Pará, junto ao CAUC (Cadastro Único de Convênios).

O município está inadimplende em 11 dos 14 itens desse cadastro federal. Consequência: encontra-se impedido de firmar convênios com a União e de receber recursos oriundos de emendas federais.

No Leia Mais, abaixo, confira os 11 itens.

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O atual prefeito aveirense é Olinaldo Silva (PSC), o Fuzica, 50 anos, que está no cargo pela primeira vez.

O CAUC é um serviço de informações para transferências voluntárias da União que avalia 14 itens, como as obrigações da adimplência financeira, transparência e prestação de contas.

A maior parte dessa situação do município tapajônico junto ao CAUC se deve a gestões passadas. Mas Fuzica agravou esse quadro ao não apresentar até agora o RREO (Relatório Resumido de Execução Orçamentária), que deve ser publicado até 30 dias após o encerramento de cada bimestre.

Aveiro é um dos municípios mais pobres do Pará. Tem cerca de 16 mil habitantes, segundo o IBGE.

Os itens em que Aveiro está inadimplentes

1. Tributos e Contribuições Federais e à Dívida Ativa da União (Receita Federal e PGFN);

2. Contribuições Previdenciárias (Receita Federal)

3. Regularidade perante o Poder Público Federal (Cadin);

4. Prestação de Contas de Recursos Federais recebidos anteriormente (SIAFI);

5. Publicação do Relatório de Gestão Fiscal – RGF (Caixa Econômica);

6. Publicação do Relatório Resumido de Execução Orçamentária – RREO;

7. Encaminhamento das Contas Anuais (Tesouro Nacional);

8. Exercício da Plena Competência Tributária;

9. Aplicação Mínima de recursos em Educação;

10. Aplicação Mínima de recursos em Saúde;

11. Regularidade Previdenciária.


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3 Responses to Aveiro: inadimplente em 11 itens do CAUC

  • Prezado Jeso,
    de fato administração municipal exige esforço e dedicação dos administradores.
    Meu escritório de advocacia em Brasília é especializado nesta ajuda aos municípios, tanto com a orientação de como fazer para resolver as pendências administrativamente como o ingresso de ações judiciais junto a justiça federal pleiteando resolver as pendências mais graves. Na maioria das vezes, exige-se a responsabilização judicial dos antigos gestores, relativamente às pendências que se arrastam das administrações anteriores.
    Vilmar Locatelli

  • Na contra mão do senso comum, governar uma cidade exige um alto grau de qualificação e competência administrativa, governar é fazer dar certo algo que está, pelo seu formato, fadado à falência, mas como não existe concordata social, continua sempre e sempre para a agonia dos já moribundos atores. Um formato que exige cada vez mais e mais, que sejamos consumidores sem dinheiro, intelectuais sem qualidade de ensino, saudáveis sem saneamento ou assistência, prósperos sem oportunidades e principalmente críticos sem referências ou pelo menos só referências que as telenovelas passam, seria um milagre se não fosse o que é.
    Governar uma cidade como Aveiro, onde não há a menor condição de desenvolvimento em qualquer ponto de vista que seja obedecendo formatos como o que acabamos de descrever é no mínimo arrogante, e só cabe nos discursos eleitorais. Qualquer cidadão que tentar fazê-lo vai estar apenas postergando um inevitável mar de frustrações. A minha sugestão é que deixemos de esperar de homens e mulheres, que levemos ao poder, muito mais do que uma pessoa, levemos nossa VONTADE expressada na participação, no debate que eleva as idéias, no julgamento das permanente ações e dos atos políticos, e não me refiro ao modelo dos conselhos apenas, mas a utilização excessiva dos atos de debater e escolher que encontra amparo na sabedoria dos mais velhos e na pujança dos mais jovens. Não há em Aveiro, qualquer instância participativa nas esferas de decisões, nunca teve e a medir pelo formato nunca terá. Como se pode querer implantar um modelo de desenvolvimento comparado às cidades vizinhas se temos uma geografia ímpar e nenhum transporte público oque resulta no isolamento físico e social abissal, só para exemplificar. Aveiro precisa primeiramente se reconhecer como comunidade, respeitar suas limitações e explorar seus potenciais, num exercício democrático de planejamento da cidade que queremos para o futuro e a que podemos ter agora. PRIMEIRAMENTE AUTOESTIMA EM DOSES CAVALARES..

  • Esses políticos candidatam-se a cargos eletivos cujas atribuições eles nem imaginam quais sejam. Como não têm programas de governo, pensam que, uma vez empossados, compete-lhes só nomear os apaniguados para cargos de confiança. Advogo a aprovação de uma lei que, sob penas bem pesadas, torne obrigatório o período de transição entre a proclamação do resultado da eleição e a posse do eleito, a fim de que o ex-gestor repasse todas as informações necesárias e o novo getor conheça o que de fato o espera de imediato assim que asumir o cargo.

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