Marco da educação na Amazônia

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O post Unicamp aprova 20 para doutorado em Santarém suscitou o comentário abaixo, da lavra do professor doutor Anselmo Colares, da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará):

Este doutorado representa um marco para a história da educação no interior da Amazônia. Além de ser realizado com uma instituição de renome internacional, vai possibilitar o estudo aprofundado de grandes problemas da realidade local e regional.

doutoradoNa condição de coordenador, pela Ufopa, agradeço a receptividade que o reitor Seixas teve para com a iniciativa, quanto apresentei a ele a proposta e obtive imediatamente seu aval para que eu pudesse prosseguir no trabalho de elaboração do projeto e convencimento junto à Comissão de Pós Graduação da Faculdade de Educação da Unicamp uma vez que eles já haviam recebido propostas de outras 12 instituições.

Como declarou o coordenador da PPGE da Unicamp, Dario Fiorentini, a escolha pela UFOPA se deveu a sua proposta inovadora e ao fato de ser uma instituição sediada no interior da Amazônia, região que apresenta grandes distorções nos indicadores educacionais, e na qual a Unicamp pode oferecer significativa contribuição.

Agradeço em especial aos doutores José Claudinei Lombardi e Dario Fiorentino, além dos coordenadores das três áreas que disponnibilizaram as 20 vagas para que o DINTER [Doutorado Interinstitucional] se tornasse realidade.

Agradeço a Fátima Lima, que deu a autorização inicial para que eu pudesse levar adiante a intenção, e principalmente a Solange Helena, que viabilizou todas as demandas que surgiram nesta fase de implantação.

Parabenizo aos aprovados, mas também fico triste por aqueles que não conseguiram êxito, não porque tenham sido reprovados, mas porque não havia orientadores para suas temáticas ou porque os orientadores optaram pelos projetos com os quais possuem maior afinidade, situação muito comum neste tipo de processo seletivo.

O DINTER em Educação é realidade. Trata-se do primeiro doutorado a ser oferecido na Ufopa. A história mais vez revela que a área de educação é a pioneira. Embora ainda seja frágil em alguns aspectos, estamos trabalhando para nos tornarmos fortes no ensino, na pesquisa e na extensão.

A UfopaA, por meio do seu Instituto de Ciências da Educação – ICED, vai estar em breve oferecendo a socidade o seu próprio programa de pós graduação, inicialmente com um mestrado acadêmico em educação e posteriormente outros mestrados para atender aos egressos das licenciaturas e outras áreas do conhecimento.

Este trabalho é fruto da convicção de que podemos fazer, e pelo compromisso que está sendo assumido pelo grupo de docentes no qual estão incluídos egressos da UFPA-Campus de Santarém e os novos colegas que chegaram para se somar aos sonhos que há anos acalantamos.

Estamos convictos de que a Ufopa está se consolidando com firmeza e rapidez, apesar das dificuldades que enfrenta por se tratar de uma instituição em fase inicial, onde os processos ainda estão sendo constituídos.


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18 Responses to Marco da educação na Amazônia

  • O mais esperado é que tal comissão da verdade revele ao mundo um dos dramas mais terríveis que milhares de pessoas tiveram que passar. Esses tinham carreiras promissoras, como de engenheiro, mas foram obrigados sob mira de metralhadora, já que um bando de medrosos abandonaram os alunos sem aulas, assumir cargo de docente em universidade pública ganhando um salário de fome e até sendo obrigado fazer relatório delatando amigos e estudantes.

    O estado brasileiro não deve só desculpas, como indenização por anos de trabalho em condições análoga a de escravo

  • Nossa “ai que dó”! Vc está como toda a História deste país privilegiando poucos, ou vc acha que só quem pode chegar a um doutorado é professor universitário? Por favor, não estou desmerecendo o esforço do Professor que conseguiu este doutorado, o que questiono, é que não existe acesso igual para todos, a culpa é desse sistema excludente, e de pessoas que acreditam que a sociedade deve continuar, excluindo a maioria(que possui qualificação acadêmica tbm, mas que não está na universidade), e beneficiar uma minoria. Por que não pensar tbm, em um projeto para a sociedade em geral?

    1. O DINTER em Educação é estratégico na direção de oportunizar, em breve, a toda a sociedade local e regional o ingresso na pós graduação stricto sensu. Este ano já submetemos projeto de um mestrado acadêmico para a CAPES, nossas chances de aprovação são reduzidas pois somos apenas 6 doutores em educação, quando o mínimo exigido é 8. Incorporamos no projeto colegas de “áreas afins” mas não sabemos como será a avaliação da área de educação da Capes. De qualquer forma, com o Dinter, estamos resolvendo esta questão e, em breve, teremos número de doutores suficiente para termos um programa completo de mestrado e doutorado. Portanto, o DINTER se justifica, por razões acadêmicas, políticas e sociais. Não existe caminho melhor para estender a oportunidade de qualificação aos que não são docentes universitários. Só não vê isto quem estiver impregnado de uma cegueira intelectual. E, neste caso, dificilmente vai conseguir passar em um processo seletivo, mesmo que a concorrência seja menor do que o número de vagas disponíveis.

  • Campos Sales, se ex fosse bom falaria todos os dias com a minha ex mulher. Baixarias a parte, acredito que o doutor Anselmo já falou tudo ” é preciso ter fundamentação para comentar o assunto”. Quanto ao Navarro parece que quer se reproduzir, lembra Campos Sales dos gremlins ,quando os filhos se reproduzem são perigosos…tu é bem Irurama.

  • Eis, um homem que deve a admiração dos santarenos, Anselmo Colares, trava uma luta árdua no mundo acadêmico e sempre com grandes conquistas. li o edital do concurso e se não estou enganado falava das outras universidades, se analisar o resultado tem professores selecionados de outras instituições, a verdade é que tem que se construir um quadro de pesquisadores para ofertar mais vagas para a população e acredito que vai acontecer em breve.Colega Jeso, quanto a melhora na atuação dos profissionais da educação, vamos ser realistas, tem mudado bastante a atuação dos professores, o que não muda infelizmente é o comportamento dos políticos, inclusive de ex-professores que usam a educação como trampolin para se beneficiar e esquecem dos seus colegas de militância(Mercadante,! Simão Jatene! Lucineide Pinheiro, etc.), Jeso, o que vai aparecer de candidado dizendo que é professor, e por isso merece o voto vai ser uma farra. Pergunto a todos há quantos anos o professor navarro atua na prefeitura de santarém de forma influente?, era menino e ele já era o professor NAVARRO, já estou com meus 50 e não lembro de uma ação pedagógica educacional do professor, aliás tenho um respeito político por ele grande, mas sempre me questionei sobre essas dele e de outros, principalmente os educação física que se trocam por coordenação de arbitragem e campeonatos de bairros( Djalma, SIDNEY). É hora de valorizar mais os verdadeiros profissionais da educação, se não estaremos repetindo os discursos governistas.

    1. Seu Massarandubãofirmeza

      De qual prof Navarro estas falando? pois o professor navarro, ex secretario e ex-vereador, fez muitas pela educação. Pense bem antes de falar do que não sabe.

  • Caríssimo Anselmo,

    Parabenizo o amigo pelo seu brilhante trabalho à frente desse pioneiro Doutorado interinstitucional com a Unicamp. É um passo decisivo em direção à qualificação do nosso quadro docente e, especialmente, em relação ao desenvolvimento da pesquisa no Tapajós e região.

    Sucesso na caminhada, meu irmãozinho. A trabalheira está apenas começando, mas sei que reunes competência, talento e sensibilidade para lidar com os eventuais percalços.

    Daqui da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tão longe da nossa Terra Querida, resta-me torcer e de desejar muita inspiração (a transpiração, como diria Einstein, já é algo dado) para coordenar esse extraordinário projeto.

    Abraços fraternos,

    Samuca

    1. Obrigado Samuel pelas palavra encorajadoras e, ao mesmo tempo, reveladoras dos desafios e do trabalho árduo que foi chegar até este momento e que será ainda maior para que o curso termine com o êxito almejado. Qualificar 20 docentes em uma mesma área vai representar um enorme salto quantitativo e qualificativo rumo a consolidação da área de educação em Santarém, fortalecendo o nosso próprio programa stricto sensu. Em breve formaremos os nosos mestres e doutores. Mas hoje ainda dependemos de instituções já consolidadas. A Unicamp foi a escolhida e acolheu nossa demanda com muita presteza e solidariedade.
      Você sabe que eu poderia ficar apenas com as atividades do cotidiano (aulas, pesquisas, orientações, extensão, etc) o que já é suficiente para justificar a jornada de trabalho e o salário que recebo. Mas tenho compromisso social e sei das dificuldades de muitos colegas para sair de Santarém em busca de completar sua qualificação. Foi pensando neles e nas gerações que estão vindo para a Ufopa que tomei esta iniciativa e, graças a aceitação imediata por parte da Reitoria, foi possível viabilizar.
      Para os pessimistas e denuncistas, podem dizer o que quiserem, jogar as pedras que desejarem. Os poetas me inspiraram ao que posso fazer: usar as palavras e as pedras para construir algo útil.
      Para aqueles que, como você, sabem reconhecer o esforço e entendem o significado de uma ação como esta, só posso agradecer e dizer que as palavras elogiosas, longe de serem motivos de vaidade e sensação de missão cumprida, dão ânimo para novas e mais audaciosas iniciativas.

  • Jeso, concordo com vc. Como fica a população que não é professor universitário? A margem desse benefício?Onde fica “o direito a TODOS” de acesso a educação gratuita e de qualidade? Quando se terá acesso a este conhecimento?

    1. Este tipo de comentário é revelador de pessoas que fazem suas análises sem buscar qualquer fundamentação. Puro achismo. Pará doxa, nenhuma episteme.
      O DINTER não é invenção da Ufopa nem da Unicamp. É uma política educacional de alguns anos, como forma de impulsionar a pós graduação stricto sensu e reduzir as desigualdades regionais. Volta-se para docentes já integrantes dos quadros de uma IES por ser esta a destinação de um doutorado acadêmico: formar pesquisadores.
      No caso deste Dinter em Educação, nosso propósito é qualificar docentes pesquisadores para que possamos ter um quadro em condições de implantar nosso próprio programa de pós graduação. Foi uma decisão planejada e visando resultados a médio e longo prazo.
      Hoje é fechado, mas este grupo em breve estará apto a orientar mestres e doutores.
      Qual outro caminho a seguir?
      Mestrado e Doutorado não são programas de assistência. São cursos que se voltam para formação de pesquisadores que demonstrem perfil e competência acadêmica para tal, além de disponibilidade e condições objetivas para realizar as atividades previstas.
      Os minter e os dinter (mestrados e doutorados interinstitucionais) tem regras específicas e visam qualificar docentes que já estão no exercício da profissão. É é uma forma de garantir a permanência e o aperfeiçoamento daqueles que já estão em uma IES, portanto, fizeram opção de ser professor e pesquisador. E precisam estar preparados para esta missão. Neste caso, a política pública garante a eles a melhoria para que possam por sua vez garantir a outros a educação de qualidade.

      1. Os seus ¨argumentos¨ só diz que se fosse aberto quase nenhum docene teria competência para conquistar uma vaga. Eu também acredito muito que os mais competentes foram mesmo eliminados nos concursos para docente.

      2. Ilustríssimo professor Alselmo Colares! Acredito que estamos em um espaço democrático, onde nos é permitido questionar, pois é uma das formas simples e objetiva de se chegar ao conhecimento. Agradeço as informações que compartihou, pois não sou do rol intelectual superior, mas gostaria de chegar pelo menos perto deste. Com seus esclarecimentos, fiquei ainda mais triste, pois percebo que está cada vez mais distante de se alcançar tal patamar. Na minha humilde observação percebo que existe pesquisa fora da Universidade, mas não vejo outros Mestrados e doutorados para outras áreas e rols em nosso município. Mas agradeço de Coração seu tempo e paciência em explicar, e esclarecer sobre o acesso deste Doutorado, conquistado por vc. Peço desculpá se fui mal interprestada, apenas expresso um desejo que não é só meu mas de muitos santarenos e municípios da redondeza. Obrigada!

    2. A população que não é ‘professor universitário’ pode começar se inscrevendo para o ENEM, esse é com certeza um dos caminhos de acesso ao conhecimento.
      Ou vc acha que o pessoal que foi aprovado saiu direto do 2º Grau para o doutorado??
      Não se pode incluir todos em tudo .. vc tem que invariavelmente galgar as etapas.

  • JESO,

    Um doutorado em Sntarém é ótimo. Não devemos de ver o lado crítico: particularizar o que deve ser público com as vagas só para o quadro da Ufopa, se contentar e atender de cabeça baixa as imposições da Unicamp, se vangloriar de uma conquista parcial e particularizada quando isso deveria ser coletivo.
    Uma instituição púbblica que está nascendo de forma distorcida: ao que se percebe com muita grana, mas com as decisões fechadas, e pior, com suas ações dirigidas para o seu umbigo, com favorecimento econômico e acadêmico dos seus, dos mais próximos o do grupo que comanda.
    Tudo com o pretexto de que nos próximos momentos, as próximas ofertas serão “mais abertas” ou quem sabe para os “outros” que também paga os impostos nesse Brasil em que a própria Universidade ‘sic’ age descaradamente de forma autoritária, antidemocrática e particularizando o que é público.
    É isso mesmo ou devemos aplaudir nos contentando, “por que no início é assim mesmo e atendemos as exigências do programa…., conforme justificam os envaidecidos organizados dessa distorção?”
    É mesmo a construção da “academia” as avessas ou é uma nova forma democrática e correta da aplicação dos recursos públicos da educação.
    Mas na realidade pouco pode se esperar do quadro acadêmico deste Brasil, onde professores fazem as mesmas greves, com o mesmo objetivo, ganhar mais, sem no entanto nunca melhorar um pouco a sua atuação profissional.

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