por Nelson Vinencci (*)
O governo Jatene realizou pela segunda vez a sacada do secretário de Comunicação do Pará, Ney Messias, levando o megashow de nome Terruá Pará a São Paulo, no auditório do Ibirapuera, nos dias 24 e 25 de julho.
O show é uma mistureba de diversos movimentos artísticos de Belém, uns pegando carona dos outros. E para dar credibilidade ao espetáculo, convocaram o artista sanatreno de renome internacional Sebastião Tapajós, que se mistura ao tecnobrega, à guitarrada, virando uma espécie de tigelada de açaí azedo com farinha de tapioca.
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A idéia Ney Messias foi levar para São Paulo as coisas boas que ele acha que o Pará produz, como a comida granfina que ele gosta, a música de massa que ele adora e outros movimentos artísticos de Belém que seus chegados embandeiram por lá. O tal Terruá não parece ser algo tão maléfico assim, apesar de ser pago com o nosso dinheiro, pois o espetáculo custa aos cofres públicos a bagatela de R$ 3 milhões.
Então o Terruá aconteceu com sucesso. São Paulo foi dos de Belém por 2 dias de boa festa. Bem, para você entender o tal termo TERRUÁ é uma invenção, o tal neologismo, fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova. Essa vem do francês TERROIR, termo usado para identificar que um produto é original de um determinado lugar. Terruá do Pará, então, quer dizer: genuinamente paraense.
Viajou assim Ney Messias, o pensador do megashow de R$ 3 milhões. O show Terruá Pará foi montado para as duas apresentações de São Paulo, até aí nada de mais, mas logo surgiu a idéia de mostrar o tal megashow em Belém e depois em outras cidades do Pará. É aí que começa a levantar algumas suspeitas.
Já houve mais de uma apresentação em Belém, e foi um estouro de público, então os ‘artistas de Belém’ se aproveitaram do ensejo escancararam uma campanha a favor do ‘NÃO’ a Carajás e Tapajós. Claro, só tem os de Belém.
Tem o Sebastião Tapajós, mas não sei se ele defende realmente o Tapajós. Nunca tratei disso com ele. Para mim, ele está sendo usado pelos de Belém, mas bem pago claro, tenho certeza. O que me intriga é que o show acabou de virar uma campanha a favor do ‘NÃO’, paga como dinheiro do povo também do Carajás e Tapajós.
O tal espetáculo tem pretensão de ir a Marabá, no sul do Pará, e a Santarém, com a missão de quê? Invocar o Pará que eles querem, que é do jeito deles, que eles acham justo e lindo? Sei muito bem, por que me apresento como músico de barzinho na noite e compreendo que todo artista tem total liberdade para se expressar no palco, ser o que quiser. Só acho que, nesse caso, o show é pago com o dinheiro do povo do Pará e, por isso, a história é outra.
Estamos num período pré-plebiscito, que implica em três campanhas, uma do Carajás, outra do Tapajós e outra de Belém. O que não pode é o Jatene bancar R$ 3 milhões para artistas da capital fazerem campanha disfarçada de show das coisas boas do Pará. Que o tal Terruá viaje por todo o Pará, sem nenhum problema, o que não pode é usar o dinheiro do povo que quer se emancipar contra ele mesmo. Ou seja, caso o Terruá venha para Santarém vamos ter que aguentar aquelas baboseiras de Belém berrando e chorando no palco?
Aí é ralado!
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* Cantor, compositor e blogueiro, é tapajônico de Oriximiná e reside em Santarém. Escreve regularmente neste blog.

Nelson vc acha que o terruá de março 2006 também foi um não disfarçado à Carajás e Tapajós mesmo num momento em que as discussões não eram tão intensas quanto às deste ano em virtude do plebiscito? Só quero a sua resposta e o por quê dela, pois sou um pesquisador deste tema, quer dizer, da relação entre cultura e divisão do pará. Por favor preciso de sua resposta.
até prova em contrário : 1. os mocorongos vivem no estado do pará ! portanto : Devem respéito à bandeira e ao hino do estado 2. devem respeitar a cultuira paraense ! os insatisfeito que se mudem e vão viver sob a barra da saia os manauaras e do amazonino “besta fera’ MENDES QUE LHES ADORAM !!!!!!!!
O texto publicado neste blog é opinião, é material editorialista e não matéria jornalística, logo descamba para a parcialidade. O autor do blog pega um evento e o transforma é um rançoso texto cheio de xenofobia e desagregador. Ainda que os desejos de divisão estejam em conflito, em oposição, é condenável esse incitamento ao rancor, ao linchamento da cidadania. O Pará é um estado de todos nós, até que se diga o contrário. Li comentários aqui que são virulentos e de desprezível conteúdo.
Se há cobranças a fazer – e devem ser feitas, sim! – que sejam dirigidas ao governo central e aos governos municipais que não fazem sua parte. Foram eleitos para defender seu povo e não exercem o papel que deveria fazer e que juraram representar. Esse é o dever dos governantes e também do legislativo que foram colocados onde estão pelo voto popular. Eles devem estar a nosso serviço e para isso são regiamente pagos.
O tema da divisão é apaixonante e tudo que envolve paixão provoca excessos. Que o povo do Tapajós, de Carajás e o Pará como um todo pensem como cidadãos, como habitantes da mesma terra, seja por naturalidade ou adoção, que todos nós somos paraenses. Que temos amigos e conhecemos pessoas dignas em todas as regiões e que não podem ser tratados como bandidos com leio em vários comentários. Além de cidadãos, pensem que há outros laços fraternos e que o plebiscito não é uma guerra e nem pode ser assim encarada ainda que envolva a ideia da construção de muros territorialistas como está sendo tratado.
Os políticos dormem em berço esplêndido e continuarão a dormir independente do resultado do dia 11 de dezembro. A pobreza não será extinta num passe de mágica, pois essa condição miserável é sine qua non para alimentar novas e velhas elites. Essa sim deve ser a nossa luta, buscar nosso direito, nem que seja fazer a faxina nas tribunas onde somos representados, infelizmente, por uma inoperante representação política.
O terruá não precisa ser usado como mote de revolta ou de incitamento à uma pretensa guerra de secessão.
Para quem está em dúvida e crucifica aqui o Sebestião Tapajós, ele se posicionou publicamente em caderno de O Liberal, a favor da divisão e pela criação do Estado do Tapajós. Logo, vejam quanta leviandade de quem chama o Tião, como é tratado com carinho e respeito pelo público e pela classe artística, de pessoa vendida ao governo.
Ao invés de alimentarem ódio, aqui poderia ser um espaço de debate responsável e que lidasse com informação, não com especulação ou a pregação de ódio e xenofobia jogando paraenses contra paraenses.
Ronald, o texto é opinião mesmo. “Descamba para a parcialidade” mesmo. Só que não é do blog, portanto, não é “editorial”, como tachas. Ele é texto de autoria, texto do articulista Nelson Vinencci. Por causa desse simples detalhe, que vc. fez questão de não perceber, tudo o mais do teu comentário cai no vazio.
Nelson,
Pergunte ao Ney Messias, quanto vem de verba pra ajudar nas despesas do Sairé? …Culturalmente será que o tal do Terruá é mais importante que este evendo? Ou será que nós Tapajônicos não merecemos?
O Babá estava dentro deste projeto por que faz parte do governo, ora, por outro lado a Maria Lídia…ficou de fora…..e o grupo de curimbó de Alter….não é do pará tbm?
O teu comentário rancoroso é um desserviço tanto para o povo do Pará que habita a região de Belém e cercanias quanto ao da região Oeste. Posicionar-se assim quanto a coisas que nos identificam como pertencentes a região que pertencemos, contra tudo aquilo que temos de original, que nos torna peculiares frente às outras regiões do País, demonstra um grau de ignorância (ou seria de imbecilidade?) de dimensões inéditas neste veículo de comunicação. O afã de se tornar um estado independente do Pará está fazendo com que alguns indivíduos desse povo amigo da região oeste se apeguem a opiniões sem lastro em um mínimo de argumentação séria e coerente. Respeite o povo do Pará (do qual tu também fazes parte) e, principalmente, não menospreze o que temos de mais original, o que nos identifica como pertenecentes a essa região geográfica ímpar de nosso país: a nossa cultura!
Apoiado!
Que iamos enfretar a maquina do estado isto era obvio, e esta se materializando, Mas não devemos baixar a cabeça todos os povos do OESTE DO PARÁ devem estar unidos é a unica chance que temos para lutar por nossa liberdade, não apenas doOeste devemos abrir os olhos de nossos irmãos de Belém, que o povão de lá ganha com isso, so que vai perder são os Jatenes , Jaderes, FIEPAS E Cia.
Vamos dearcos, flexas e tacapes, mas com a dedada do povo no 77, eu quero sim.
Outro detalhe importante: se não tivermos uma votação maciça pelo sim, aí que seremos abandonados mesmo. Pois o governo estadual e federal acharão que estão no rumo certo.
E continuaremos estagnados, infelizmente, por isso, é tão importante que pelo menos nós, da região, votemos com firmeza a favor do sim, sem medos.
A guerra vai começar ou já começou, e eu nem senti……
Só sei que essa redivisão é com certeza o maior projeto de desenvolvimento amazônico ou paraense. Sempre vivemos no esquecimento e total abandono tanto do governo federal como estadual , agora vem com esse discurso frágil que só será bom p políticos, e que o investimento é muito alto, ora, se a dívida conosco é histórica como exemplos transamazônica , br 163 nada mais justo que gastem agora.
Estão usando dinheiro de impostos de paraenses para construir estádios na média de 1 bilhão cada, que nem vamos usufruir, aí tudo bem?
Precisamos nos mostrar e dizer que também queremos estádio, ginásio, centro de convenções, estradas de boa qualidade, aeroporto ampliado, enfim.
Somos também cidadãos brasileiros e não aceitamos ser excluídos nesse processo de desenvolvimento,
outro dia, fiquei sabendo que temos uma única fábrica de cerveja, e que a maioria vem do nordeste ,isso é absurdo, vamos parar de importar produtos e começar a ter as nossas fábricas também.
Afinal, não estamos condenados a nada, e precisando muito crescer para dar uma vida melhor para nossos filhos e netos.
Esse tem que ser o pensamento desenvolvimentista, não somos nem melhores nem piores que ninguém. Precisamos apenas de boas oportunidades.
É o seguinte: diante desta porrotoca toda do povo de Belém estrategicamente usar o Terruá em prol da campanha do ‘NÃO’, coisa que o Cidmil, Eduardo Phebo e outros patetas não entenderam, ou não querem entender, ficou claro no meu entendimento que o Vinente está batendo de frente com a esperteza de se usar um evento que custou R$ 3 milhões pago com nosso dinheiro, que inicialmente foi para vender a imagem do Pará em São Paulo, mas que agora está sendo desviado para beneficiar, não mais o Pará, apenas uma elite do Pará, exatamente os que são contra o maior projeto de desenvolvimento da Amazônia, a criação de Carajás e Tapajós.
E essa imbecilidade de dizer que nós do estado do Tapajós não estamos fazendo nada, tal qual o Terruá dos belenenses, que somos inúteis, bem estilo ‘coitado de nós’, ora, ora bando de quadrados, basta o Governador Simão Jatene destinar R$ 3 milhões para o Jeso Carneiro, Floriano Cunha e a turma do Tuitter Bar, como destinou para o Ney Messias, que eles fazem com essa fábula de dinheiro um megashow Tuitter Tapajós invejável e só com artistas das cidades do estado do tapajós. E garanto que vai ser melhor que essa tigelada de açaí azedo que o Vinente alardeia.
Agora destinar uma fortuna dessas para o Ney Messias, e esse bando de tapados não enxergam que R$ 3 milhões para qualquer evento de massa é muito dinheiro, para se ter uma idéia, o megashow da Ivete Sangalo não custa R $ 200 mil, é na verdade uma afronta a nossa inteligência, uma falta de respeito com o nosso povo.
Por isso deixo aqui um apelo ao Sr Simão Jatene, governador do Pará, que faça justiça e destine R$ 3 milhões para nós, e o mesmo valor também para o Carajás e aí sim ficaremos acertados, mas amarre para que esse dinheiro seja para um megashow, que apesar do de vocês já estar montado, garanto que o nosso não vai ficar por baixo.
João Junior Silva Meira, nascido em Belém, na Cremação, mas agora tapajônico.
Como vc bem disse:
Ivete = 1 artista = 200 mil
Terruá = 45 artistas (!) = 3 milhões (em 4 anos viu????)
Sem mais!
È isso mesmo Nelson voçe esta vendo o que muitos nao querem ve ou fingem nao ve por nao ser conviniente para ele,uma coisa é o povo de Belem que merecem todo nosso respeito,outra coisa sao os politicos e alguns empresarios que nao admitem ocrecimento e o progresso da regiao,
É melhor mesmo que o Sebartião Tapajós fique la com sua gangue,eu sempre solbe que ele seria contra a divisao do estado pos ele nunca se identificou como santareno,sempre viveu as custas do politicos de Belem.DIGA SIM A DIVISAO;DIGA NAO AOS COVARDES DO POVO DO TAPAJÒS.
Espero que isso nao se transforme em preconceito de algumas pessoas para com o povo de Belém, que em sua maioria sao tao honestos como os tapajonicos….a meu ver o povo de santarém está começando a agir que nem os manauaras em relaçao a Belém, e isso nao é correto….Somos todos irmãos e temos de nos unir independente do resultado, e nao ficar uns contra os outros…
Muito bem colocada a opinião do Marcos Costa. Como diz o nosso Governador, precisamos ter cuidado com o dia seguinte, pois do contrário, estenderemos o preconceito dos manauaras com os paraenses, com uma grande e grave difenreça: agora entre paraenses. SOMOS TODOS IRMÃOS, COM OU SEM DIVISÃO!
Nelson
Gosto muito de suas colocações. Mas o que tô vendo é que os paraenses/metropolitanos estao fazendo o dever de casa deles. Os nossos marqueteiros, os articulisas, puxadores do movimento SIM TAPAJOS devem ter umas aulas por lá e agirem dessa forma bem aberta e nao timida como estamos assistindo.
Concordo com tudo que disse Paulo Cidmil.
Também concordo com o comentário do Dudu que o Ney Messias é sério, o problema é o péssimo mal gosto que esse senhor tem para produção cultural. Tenho uma teoria, que depois da gestão dele na Rádio Cultura de Belém, a programação cultural com o equivoco de se popularizar, colocou no ar uma programação muito ruim.
Como disse Ariano Suassuna, quem disse que cachorro gosta de osso? põe um filé e um osso do lado do cachorro e verás o que vai comer primeiro.
Espero que para o projeto Terruá, o mesmo tenha levado o filé para São Paulo, e que traga de volta para o Pará.
Saudações Tapajônicas,
Telma
Nossa, definitivamente, esse comentário que você fez revela o quanto vocês do Oeste do Pará são recalcados. Engraçado meu amigo que na hora de cobrar caras como Lira Maia, Alexandre Von, Maria, nem vou citar outros, vocês não cobram. Tantos políticos que roubaram e continuam roubando o povo do Oeste, mas são eleitos as custas do dinheiro público, e você vem com esse papinho furado pra cima da gente? Fala, sério! É por essas e outras que vou votar o 55, não a divisão do Pará! a propósito, caro Nelson todo engomadinho na foto, sou de Óbidos, e a muito nos perguntamos aqui, por que Santarém a capital? Parabéns a esse iniciativa bela de levar a cultura do povo paraense para outros lugares!
Carlos é por esse motivo que nos leva a dizer SIM ao TAPAJÒS,SIM ao CARAJÀS e sim ao novo PARÀ ,precisamos por fim a essas pessoas que tratam o povo do OESTE de forma preconceituosa e discriminatoria,ja que nos somos um povo recalcado voce deveria ser o primeiro a querer nos ver separados de voçes.Digo mas que engomadinho esta o senhor que se acha vivendo da riqueza produsida pelo povo do OESTE.Mas somos um povo digno de respeito pos apesar de sermos discriminado por tipinho como voce nos AMAMOS este para sempre ; TAPAJOS,CARAJAS,NOVO PARA;BRASIL DIGA SIM;sei que é de pessoas assim que o PARA precisa.
Eu acho que o Nelson, desta feita, pisou na bola. Até que a emancipação dos novos estados seja consumada (“consumatum est”), tudo contra o que ele bradou tem um sabor verdadeiramente terruá (do francês ‘terroir’, que quer dizer “local”) e é, portanto, “genuinamente paraense”: o sairé, a piracaia, as cuias pintadas, o açaí, a tapioca, o marambiré, o carimbó, a marajuda e – goste-se ou não, eu, particularmente não gosto -, o calypso, o tecnobrega e o tecnomelody, enfim – tudo o que brilha e é da tradição do Estado do Pará (que ainda não está dividido!). O governo estadual tem mais é que promover isso tudo, a despeito ou apesar da proximidade do plebiscito. Tanto que em junho circulou encartado nas grandes revistas nacionais um belo suplemento pago pela prefeitura de Santarém e pelo governo do Pará exaltando, muito justamente, os 350 de Santarém, e, agora em agosto, outro lindo encarte, patrocinado pela Paratur, sobre a inigualável festa do Sairé em Alter-do-Chão. O Nelson, desta vez, parece que viu chifre em cabeça de cavalo e fio de cabelo em casca de ovo. Há muitas outras formas, mais eficientes e eficazes de lutar pela emancipação do Tapajós (de Carajás, nem tanto…).
É se o Ney Messias vier por Santarém , teriam que dizer e deixar bem claro que nós aderimos o estado do tapajós .
E quanto ao Sebastião Tapajos , já existe comentários que o mesmo falou que é contra a criação do estado , por acaso alguém já ouviu essa conversa rodando pelos cantos da cidade ?
Engraçado, o anônimo fazer essa defesa, sabe o que o Zenaldo Coutinho tá dizendo : que vão ultilizar recursos que não os autorizados para fazer a campanha pró Tapajós e Carajás. E usar a estrutura do Estado é o que… não é desvio. Só o telefone institucional que ultilizarem já é motivo de investigação pelo TRE . Como podemos combater a estrutura do Estado??? Certo Nelson, DENUNCIAR é nossa arma. Que o Sebastião do Pará fique com o Jatene e os da Capital .
ALERTA AO M. PUBLICO ELEITORAL … Todas as lojas da Visão em Belém, e outras grandes estão com uma campanha nas telas de descanso de seus computadores….. Vamos a luta pelos novos Estados SIM ao Tapajós ,Carajás e ao Novo Pará .
Já fiz trabalho com Ney Messias e com Sebastião Tapajós, todos eles pessoas sérias e profissionais competentes. Não julgues um trabalho para o Brasil como se fosse um show de barzinho. Que me desculpem os músicos da terra, mas a unica coisa profissional, no sentido de apresentação de palco, ainda é somente o nosso Babá em todo o Oeste do Pará. Sei que a culpa não é de nenhum dos artistas, e sim da falta de apoio financeiro. Quem sabe com a criação do nosso estado do Tapajós, que corre o mesmo risco de não fazer bonito por falta de apoio financeiro, possamos um dia fazermos algo que o mundo veja e aplauda.
– “Inúteis, a gente somos inúteis…” Com todo respeito, claro.
Creio que é fato estarmos vendo a banda passar. Disfarçadamente… muito bem colocado esse título do Nelson do que o “povo do sim” aqui na capital, em São Paulo, ou em qualquer lugar do Brasil têm feito. Precisamos acordar e sentir o cheiro da nossa batata assando se quisermos acabar de vez com essa submissão e rejeição total que vivemos. Vamos trabalhar em favor da vitória, é a chance que temos.
Nelson, todo dinheiro público deve ser fiscalizado pelo cidadão, até ai concordo com você.
Quanto ao achincalhe que você faz da produção cultural do Pará chamando de açaí azedo, é asneira, bobagem ou despeito. Todos nós, do hoje imenso Pará, estamos impregnados dessa cultura, e assim continuaremos no futuro Tapajós.
Nossa autonomia e o SIM no plebiscito não passa pela negação dessa identidade cultural comum. Nossas afinidades têm raízes tão ou mais profundas que o nosso desejo de sermos o futuro Estado do Tapajós.
Não tenho procuração, mas, o Sebastião Tapajós não precisa lhe informar qual a sua posição sobre a criação do Tapajós, para que você se tranqüilize e não coloque isso sobre suspeita diante dos leitores do Blog, ele está cansado de manifestar-se em defesa do Estado do Tapajós, fez isso inclusive em São Paulo no citado Terruá.
Será bom que o Terruá venha para Santarém, isso só contribui e aprofunda nossos laços e intercambio cultural. Deixe que os artistas a favor do NÃO se manifestem, ouvirão de nosso povo uma resposta convincente. Se o fizerem de forma dissimulada terão o silêncio como resposta. Até parece que você não conhece nossa gente.
Apenas reivindico a presença de Jana Figarella na programação do evento, ela, com toda certeza, é uma estrela tão reluzente quanto às outras que se apresentam no projeto. Deveria estar presente no evento de São Paulo para divulgar o SIM e o nosso Tapajós. A não ser que a turma que organiza o Terruá nos apresente uma compositora e intérprete tão singular quanto ela.
Não é porque estamos diante do plebiscito que vamos promover um apartheid cultural com a cidade de Belém, que é um dos principais pólos de produção da Cultura Popular de nosso País. Isso é uma tremenda burrice e uma afronta a uma parte do que somos.
Apoiado!!!!
Perfeita a sua apinião, precisamos freiar esses agitadores de multidões, não é esse o caminho. Lamentável!
Sou Paraense de Belém. Minha esposa é de Santarém. Temos opiniões distintas quanto a divisão do estado. Concordamos em apenas uma coisa. A cultura do Pará só tem a perder com essa divisão e que o Terruá tá acima de toda essa discussão.
Para vê como é as coisas é por essas e por outras que nos sentimos excluídos, vamos ficar de olho, pois acredito que campanha com verba publica é ilícito ou não.
O Sebastião Tapajós sempre se deu bem com o governo do Jatene. Vai levar o dele e provavelmente não vai dar nenhum acorde, nem um pio em favor da criação do Estado do Tapajós. Se acontecer o contrário, revejo minha opinião
O Sebastão Tapajós tá fazendo o seu trabalho, como profissional que é. Quanto ao Ney Messias, não adianta nós querermos só julgar, temos que fazer o nosso trabalho pelo SIM e não ficar resmungando, com uma puta inveja, e vendo a banda passar sem esboçar qualquer iniciativa de campanha pelo SIM.
Ficar falando mal dos outros é uma tarefa muito fácil. Difícil é trabalhar e defender aquilo que queremos.