Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia
Apenas entre nós – e eu vivia
No doce alento dessa virgem bela…
Tanto amor, tanto fogo se revela
Naqueles olhos negros! Só a via!
Música mais do céu, mais harmonia
Aspirando nessa alma de donzela!
Como era doce aquele seio arfando!
Nos lábios que sorriso feiticeiro!
Daquelas horas lembro-me chorando!
Mas o que é triste e dói ao mundo inteiro
É sentir todo o seio palpitando…
Cheio de amores! E dormir solteiro!
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De Álvares de Azevedo, poeta brasileiro.
BOM DIA JESO,
BELA POESIA.!!!
RIMAS INTERPOLADAS RICAS… ( A PLEBE É CULTA TAMBÉM).
VOCÊ PUBLICA, EU LEIO, ME DELICIO E QUANDO TIVER TEMPO E CORAGEM… EU COMENTO.
CHAGUINHA
Mande ‘bala”, rimas e considerações sempre, Chaguinha. Essa sensibilidade é, com certeza, reflexo de teu trabalho estético-pictórico (a plebe é culta também… rsrsrs)