
Já tem quase 500 assinaturas – exatas 453 até o início da tarde desta quinta-feira (25) – o abaixo-assinado virtual contra a exoneração de Danilo Siqueira, diretor da escola estadual Pedro Álvares Cabral, em Santarém (PA).
Em letras garrafais, o documento acusa e critica a decisão:
“NÃO CONCORDAMOS QUE SEJA TIRADO O CARGO DE ALGUÉM QUE JÁ ESTÁ NA LUTA PELA ESCOLA HÁ 5 ANOS. SABEMOS QUE O QUE É DE SUA COMPETÊNCIA, E ELE DÁ CONTA.”
E acrescenta:
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“PORÉM, [o diretor] ESTÁ SENDO COBRADO POR OBRAS, AÇÕES E DECISÕES QUE SÃO DE COMPETÊNCIA DA SEDUC/ URE, E NÃO DELE ENQUANTO DIRETOR.”
O portal JC apurou que o secretário regional de Governo do Baixo Amazonas, José Maria Tapajós, não teria sido informado sobre a exoneração, chancelada pelo diretor atual da 5ª URE (Unidade Regional de Ensino), Francisco Costa.
Representantes da comunidade escolar – pais, alunos e professores – solicitaram reunião com José Maria Tapajós para tratar sobre o caso.
Marcos Moura Gentil é o novo diretor nomeado da escola – no cargo há cerca de 10 dias.
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A gestão do Sr. Danilo Siqueira, diretor da Escola Estadual Pedro Álvares Cabral, em Santarém (PA), é corresponsável pela inadimplência com as prestações de contas e não regularização do conselho escolar, que causou a perda de R$ 105 mil em repasses do Programa Dinheiro Direto na Escolar (PDDE 2020-2023), destinados à promoção de melhorias nas infraestruturas física e pedagógica da escola … Sabem disto as pessoas que não concordaram com a exoneração do diretor?
Fonte: PDDE Info (https://www.fnde.gov.br/pddeinfo/pddeinfo/escola/consultar?ano=2023&co_escola=15011666&cnpj=&consultar=Consultar)
Lembrando que a reforma da escola Pedro Álvares Cabral, não foi totalmente concluída, a quadra de esportes por exemplo está há mais de dez anos aguardando pela cobertura, provavelmente já esteja concluída na prestação de contas.
Não se joga pedras em árvores que não dão frutos…
Escolas sucateadas, professores e alunos desmotivados e a inércia da Seduc (governo). Essa é a realidade da maioria das escolas estaduais de Santarém. As poucas que ainda têm uma estrutura digna de receber alunos e professores, como é o caso da Almirante Soares Dutra e da Pedro Álvares Cabral, é porque tem bons gestores. Eu falo isso com conhecimento de causa, pois até pouco tempo era aluno da Almirante Soares Dutra, onde a direção, no caso o professor Simom Serique, faz das tripas coração para manter a escola sempre limpa e bem cuidada. Na minha época de aluno, ele sempre dava um jeito de não deixar faltar nada e, apesar de rígido na maioria das vezes, sempre estava atendo às necessidades dos alunos. Lembro que depois das festas juninas, a escola sempre ganhava algo novo, como por exemplo bebedouros, banheiros, pintura, ventiladores e até salas climatizadas. Tudo isso com dinheiro arrecadado pela própria escola, pois se dependesse do governo do estado, estaria caindo aos pedaços, como várias por aí. Hoje, na condição de estudante universitário, consigo perceber melhor o esforço que os diretores dessas escolas fazem para mantê-las funcionando. Enquanto isso, a propaganda do governo mostra um cenário totalmente diferente, como se a educação da rede estadual estivesse a mil maravilhas. Creio que a motivação do professor e de todos aqueles trabalham no ambiente escolar, vai muito além de um bom salário, pois perpassa também por oferecer um ambiente digno, capaz de cativar e de dar orgulho a todos aqueles que diariamente estão ali, seja trabalhando ou assistindo às aulas. Qual o aluno que se sente motivado a estudar numa escola onde as cadeiras são desconfortáveis? Onde as salas são escuras e sem ventilação? Onde o telhado tem tantos buracos quanto as ruas da cidade? Onde os banheiros são sujos e mal cheirosos? Onde o professor tem à sua disposição apenas o quadro branco e alguns pincéis? Um dia, quem sabe, eu estarei diante de uma sala de aula e espero encontrar uma realidade melhor. Ainda não perdi as esperanças, por isso escolhi fazer uma licenciatura. Viva a educação e aos que corajosamente não a deixam morrer…