Olhar do leitor

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8 Responses to Olhar do leitor

  • Caro Jeso, acredito que o texto abaixo merece um espaço em seu blog. Penso que vale a reflexão.

    Comentário de Rachel Sheherazade sobre o Carnaval

    Não vejo a hora de chegar quarta-feira de cinzas. Não, não é que eu seja inimiga do carnaval. Até já brinquei muito nos blocos, nos clubes, nas prévias e fui até Olinda em plena terça-feira de carnaval. Portanto, vou falar com conhecimento de causa e revelar algumas verdades que eu encontrei por trás da fantasia do carnaval.

    A primeira delas: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira. Não, não é! O carnaval tal como conhecemos se revelou na Europa, durante a Era Vitoriana, e se espalhou pelo mundo a fora, adaptando-se a novas culturas.

    Segunda falsa verdade: é uma festa popular. Balela! O carnaval virou negócio. E dos ricos! Que digam os camarotes Vips, as festas privadas e os abadas caríssimos chamados “passaportes da alegria”. E quem não tem dinheiro para comprar aquela roupinha colorida, não tem também direito de ser feliz? Tem não!

    Aqui na Paraíba, onde se comemoram as prévias não é muito diferente não. A maioria dos blocos vivem as custas do poder público e nenhuma atração sobe no trio elétrico para divertir o povo só porque por ser o carnaval uma festa “democrática”. Milhões de reais são pagos a artistas da terra e fora dela para garantir “o circo” a uma população miserável, que não tem sequer o pão na mesa.

    Muitas coisas hoje me revoltam no carnaval. Uma delas é ouvir a boa música ser calada a força por rits do momento como “O melô da mulher maravilha” e similares que eu não ouso nem citar.

    Eu fico indignada quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra-quebra. Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe precisa socorrer um filho doente, quando um trabalhador está enfartando ou quanto um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?

    Eu me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval e, no dia-a-dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o simples direito de ir e vir.

    Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas e seus churrasquinhos. Olha, se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e para viver passariam o resto do ano a míngua.

    Carnaval só dá lucro para dono de cervejaria, para dono de trio elétrico e para uns poucos artistas baianos. No mais, é só prejuízo! Alguém já parou para calcular o quanto o estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados? Quantos milhões são pagos de indenização por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes? Quanto o poder público desembolsa com procedimentos de curetagem, que muitas jovens de submetem depois de um carnaval sem proteção, que gerou uma gravidez indesejada? Isso sem falar na quantidade de DSTs que são transmitidas em uma festa em que tudo é permitido.

    Eu até acho que o carnaval já foi bom, mas isso foi nos tempos de outrora.

  • Fofoca política-carnavalesca: a mudança de local do carnaval de Alter do Chão, colocando o povo no sol quente, sem qualquer decoração natural, teria sido articulada pelos opositores do atual governo municipal, fazendo a prefeita engolir mais pírulas de raiva dos santarenos com a mudança. Começou a campanha… “Acorda Maria bonita, acorda vai fazer café, que o Lira está voltando e o Vonzinho já esta de pé… ” Alter é deles!

  • Parabéns aos organizadores do carnaval de Óbidos pelo bonito carnaval. Por outro lado a organização do carnaval em Alter-do-chão, não queria muito saber de festa não, pois em pleno sábado de carnaval, as bandas que se apresentavam no Sairódromo pararam de tocar a meia noite e a policia mandou desligar todos os carros de som que ali se encontravam. Questionados sobre a atitude, respondiam: “Estamos seguindo ordems, qualquer reclamação vão falar com a prefeita”. Ora se o carnaval é uma festa brasileira conhecida mundialmente e os foliões tem quatro dias de festa para divertirem-se, por que só em Alter-do-chao a festa vai até meia noite? Concordo com a mudanca de local da festa que antes acontecia na frente da cidade para o Sairódromo, só que o Sairódromo agora só funciona ate meia-noite. Santarém deveria ter um hit de carnaval tambem:
    “Hei vamos para alter?
    -Vou não, quero não, posso não a prefeita deixa não.
    Hei vamos amanhecer o carnaval em alter?
    -Vou não, quero não, posso não a prefeita deixa não.
    Hei vamos voltar ano que vem?
    -Vou não, quero não, posso não a prefeita deixa não.
    As cidades de Óbidos, Altamira e outras cidades vizinhas que estão promovendos ótimas festas durante o carnaval agradecem.

  • Carnaval de Óbidos e a Cidade da Saudade

    O mérito não é somente dos blocos, organizadores e da administração por ser um bom carnaval, mas demérito da administração de Santarém – a maior cidade da região, que sonha em ser capital – que conseguiu acabar com o carnaval da Cidade e de Alter do Chão. A “Pérola do Tapajós” está se tornando a “Pedra do Tapajós” – estanque, parada – , a cidade do “já teve”. Já teve cinema, já teve fábricas (Tecejuta, Coca-Cola, CIESA, fábrica de rede Aparecida, entre outras), já teve agricultura, já teve asfalto, já teve saúde, já teve um grande carnaval. Este é o nosso futuro.

    1. Iknoze, me perdoe a intromissão, mas vc está sendo pretencioso(a), afirmando que festas de carnavais de outras cidades são melhores por demerito da organização do mesmo em Santarém! Isso me cheira puro bairrismo! Nenhuma outra cidade na região tenta imitar a festa do Sairé, pq é unica, tem o seu proprio particular, seu contexto. O mesmo acontece como o carnaval da vizinha Óbidos, ainda que tenham tentando fazer a guerra de maizena em Alter-do-chão, não funcionou, por que faz parte de um evento particular. O carnaval de Óbidos está em alta por que conservou aquilo que lhe é peculiar (esperamos que se mantenha sempre assim). O que acontece com nosso carnaval santareno é sim, uma perda de identidade, assim como se tem feito com o passar dos anos no Sairé, transformada em festa de botos! Estou enganado ou é cópia de Parintins!?
      Deixemos de lado a pretensão, tem espaço para todo mundo, para todas as festas, e como tantos de nós vamos ao carnaval de Óbidos, tantos virão à festa do Sairé. Reconheçamos a nossa perda de identidade e deixemos de estar procurando bode espiatório para a nossa falta de identidade e criatividade.
      Ótima festa de carnaval para todos!

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