O termo de cooperação técnica na área de segurança pública, já devidamente assinado entre o governo do Pará, leia-se Simão Jatene, e a Norte Energia, que vai construir a usina de Belo Monte, na área de entorno da obra, tem validade até 2013.
Para viabilizá-lo, o consórcio Norte Energia promete um aporte financeiro de R$ 100 milhões neste período.
Leia também:
Frase do dia.
Consórcio pede afastamento de Felício.
E assim, o sistema de segurança pública, que é insuficiente e ineficiente na tarefa de dar segurança a população do Estado do Pará, vai mostrar sua competência em prestar serviços de segurança ao setor privado. É a segurança pública funcionando contra o povo que o paga. Foi para isso que o Jatene veio? Para servir aos grandes empreendimentos e distribuir as migalhas para o povo? Migalhas de segurança, de saúde, de educação, de transporte, de investimentos sociais… migalhas para o povo e muralhas para as empreiteiras poderem trabalhar sossegadas na exploração deste paraíso chamado Amazônia!
Por cem milhões o Jatene vendeu a polícia militar para o consórcio Norte Energia…
Por quanto sairá a venda do exército brasileiro? Porque só a polícia militar não vai dar conta do abacaxi…
Infelizmente, nossos governantes estão a defender os interesses dos grandes que têm dinheiro, pisando e passando por cima dos pequenos despossuídos.
Adeus Xingu! Até amanhã Tapajós!
Isso é coisa séria, pode virar um precedente para o capital prevalecer em muita coisa neste vasto estado de fuleiragem que é o Pará.