Flexa continua na Subcomissão de Belo Monte

Publicado em por em Infraestrutura, Política

Dalcídio Amaral e Flexa Ribeiro Delcídio Amaral e Flexa Ribeiros, senadores

O senador paraense Flexa Ribeiro (PSDB) foi reconduzido à presidência da Subcomissão de Acompanhamento das Obras de Belo Monte.

A votação ocorreu ontem (5), durante sessão da Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado. O Senador Ivo Cassol (PP-RO) será o vice e o senador Delcídio Amaral (PT-MS) o relator da subcomissão.

Leia também:
Segurança para Belo Monte.

A instalação da Subcomissão ocorreu no mesmo dia em que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitou oficialmente que o governo brasileiro suspenda imediatamente o processo de licenciamento e construção da usina.

A atitude da OEA foi recebida com certa naturalidade pelos senadores.

“Era esperado. Já vi esse filme. Vamos ter esse tipo de posicionamento sempre, mas o importante é que democraticamente o Senado assumir seu papel e acompanhar o dia-a-dia de uma obra tão importante. Precisamos dessa energia e de segurança energética, para que o país possa crescer”, destacou o relator Delcídio.

Flexa Ribeiro lembrou que a energia é importante, mas devem ser respeitadas e cumpridas à risca todas as exigências em relação às ações mitigadoras.

“Os erros do passado não serão admitidos. Belo Monte tem que servir de exemplo para o mundo. Se for bem executada em todos seus níveis, poderá ser uma chance do Brasil provar que é possível fazer uma usina hidrelétrica compatibilizando a geração de energia, a viabilização econômica dessa energia e as questões ambientais e sociais, afirmou Flexa.

Mistério Público Federal e Estadual tem acompanhado de perto todo o processo de instalação de Belo Monte. “Os procuradores tem até aqui uma posição contrária pois os estão apreensivos se de fato o Governo Federal irá cumprir os compromissos assumidos. A posição do Ministério Público é que as ações mitigadoras sejam atendidas com antecedência. A Comissão irá trabalhar para acompanhar e que com o início das obras, o Consórcio faça essas ações compensatórias de forma paralela”, disse Flexa Ribeiro.

A idéia da Subcomissão é realizar audiências públicas para acompanhamento de cada etapa das obras, fiscalizar se as ações compensatórias estão sendo executadas e exigir o máximo de transparência durante todo o processo.

Também estão previstas visitas aos canteiros de obras, assim como nas comunidades envolvidas e atingidas pela construção de Belo Monte. “Teremos um trabalho conjunto e de troca de informações também com o Governo do Estado do Pará, que também possui um grupo de trabalho nesse sentido. Todo esse acompanhamento mostra a preocupação que temos com uma obra dessa magnitude”, afirmou Flexa.

Fonte: Assessoria do senador Flexa Ribeiro


Publicado por:

3 Responses to Flexa continua na Subcomissão de Belo Monte

  • Uma coisa é o discurso pra conseguir o voto do povo do Pará. Outra coisa é enfrentar o capital, defendendo os interesses dos que não tem voz, pois são considerados insignificantes. É isso que esperamos que o senador Flexão, agora nessa comissão sob Belo Monte, possa defender os interesses das pessoas que vivem naquela região e não o interesse do capital. Queremos ouvir sua voz senador, como dizia na propaganda eleitoral, defender o povo vamos ver agora qual será seu posicionamento. Em vafor do povo? Ou em favor dos seus amigos industriais? Cuidado!

  • Outras interferências em debates no face; Paulo Paixão
    “Concordo com vc grande mestre, porém, acredito que o homem tem e deve procurar formas outras de abastecer as necessidades humanas sem prejudicar ou mortificar criaturas menores que merecem viver e mui especialmente quando esses menores formam a Amazônia que tanto amamos e que devemos defender a todo custo.”

    “Com todo o respeito ao nobre intelectual, acredito que a sua fala reproduz muito bem o pensamento dos mandões que só pensam em “desenvolvimento” a qualquer custo. Por que não ouvir-se os índios donos da terra, as comunidades locais, os ambientalistas, por que desprezar-se o querer e os ponto-de-vista de pessoas de profundo conhecimento do “nosso mundo amazônico” como o senhor bispo de Altamira e demais pessoas preocupadas com o bem do nosso planeta?

    “Será, mesmo que aos poucos vamos descaracterizar toda a Amazônia para atender aos anseios dos mandões? Olha gente, qdo quiserem consertar os desarranjos ai será tarde demais. É um alerta!”

  • Assim foram minhas considerações no facebook sobre Belo Monte:

    Continuando o debate sobre Belo Monte, recordo: não somos nós que defendemos a “não interferência” no ciclo natural da sobrevivência da NATUREZA em Belo Monte que devemos apontar as possíveis soluções para as suas crises energéticas (demandas das grandes empresas) sem impactar a natureza, mas sim eles que, a todo custo, e passando por cima das razões regionais, insaciáveis na sua sede de multiplicação das suas riqueza, devoram tudo o que vêem pela frente, qual “diabos da Tasmânia”, ainda que para tal empreitada coloquem em jogo a própria existência do homem na Terra!

    Noutra ocasião, assim me expressei: (ainda no face)

    O mundo caminha, a passos largos, apara a sua auto-destruição se continuar o ritmo frenético de interferência maléfica no equilíbrio da natureza em todo o planeta Terra. Fazem-no justificando a necessidade de fazê-lo pra suprir demandas, principalmente energéticas e de progresso…Não adianta nem as calamidades que estão acontecendo, agora, no mundo por conta disso para frear tal frenesi. O mundo capitalista precisa crescer…não importa como…é irreversível. Assim sendo, torna-se irreversível, também, a exaustão e o desequilíbrio das forças da natureza. O fim…, todos sabemos ou imaginamos, porém, continuamos a apoiar a ganância desses “diabos da Tasmânia”. (Em sentido metafórico, pense bem).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *