Realizado o impossível, vem o mais difícil, que é organizar a transição para a democracia, em um país e em uma região que têm escassa tradição democrática, se é que tem alguma.
Clóvis Rossi, jornalista, sobre o Egito pós-Mubarak em artigo na Folha de S. Paulo.
A opinião do jornalista é de quem olha e enxerga os países árabes a partir de Israel e dos Estados Unidos.
As ditaduras Árabes tidas como “boas” principalmente para o governo americano, sempre foram omitidas para povo do ocidente, inclusive pela mídia brasileira.
A Revolução Egípcia iniciou a partir das necessidades básicas do povo: Emprego, moradia, fome etc. e é esse povo que deve decidir seus destinos, não temos o direito de fazer previsões como só o ocidente sabe ser democrata.
Quem for negociar, terá que conversar com os diferentes interlocutores, não podemos ignorar a Irmandade Islâmica, e o Hamas e como disse o ex- Ministro Celso Amorim, “podemos não gostar dessas organizações, mas devemos estar prontos para conversar”.
O mais “preocupante” ou animador será repercussão em outros países árabes, como a Síria, Jordânia, Arábia Saudita, Líbia, Iêmen e a Argélia.
Na semana que passou comentei isso aqui no blog: a palavra democracia (ao menos no sentido grego/ocidental do termo) não tem sentido no mundo árabe! Infelizmente é uma realidade constatada pela própria história e cultura! Fato que não impede o Egito de fazer algo diferente, mas…