Atacada por Bolsonaro, urna eletrônica foi desenvolvida por militares do país
Urna eletrônica: em 25 anos nunca foi registrado qualquer irregularidade. Hoje, atacada por Bolsonaro. Foto: Reprodução/Arquivo BJ

A urna eletrônica atacada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo general Braga Netto, atual ministro da Defesa, foram desenvolvidas pelos próprios militares na década de 1990, afirma a Folha de S. Paulo.

A história já foi narrada pelo ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Carlos Velloso e está registrada nos arquivos da corte.

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Segundo Velloso, um grupo técnico foi formado na década de 1990 para desenvolver a urna. Ele era integrado por três engenheiros do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um do Exército, um da Aeronáutica, um da Marinha e um do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

“A comissão técnica começou do zero, foi trabalhando e construindo e fez o protótipo da urna. Quando a comissão trabalhava, fui visitado por representantes de empresas estrangeiras oferecendo urnas para nós. Eu dizia: não, vamos fazer uma urna tupiniquim, simples e barata. E assim conseguimos”, relembrou o ex-ministro.

Em 25 anos, jamais foi comprovada qualquer irregularidade na votação eletrônica.

Com informações da FSP

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