por Sidney Canto
Dia 24 de março de 2002
Falece, em Belém, o maestro santareno Wilson Dias da Fonseca. Era um domingo de Ramos. Depois de ter sido velado na Academia Paraense de Letras, seu corpo veio para Santarém, sua terra natal, onde, após velório e missa de corpo presente na Catedral, saiu o cortejo fúnebre para o sepultamento no cemitério Nossa Senhora dos Mártires.
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Jeso,
Se arte tem nome, pode ser chamada de Isoca ou melhor Maestro Wilson Dias da Fonseca.
Para nós, Santarenos, dez anos sem Isoca podem parecer uma eternidade. Mas, afinal, o que são dez anos diante da eterna arte de Isoca.
Hoje será celebrada, Na Igreja Catedral de N. S. da Conceição de Santarém (PA), a Missa pelos dez (10) anos de falecimento de Wilson Fonseca (maestro Isoca), que retornou à Orquestra Senhor. Haverá participação da Orquestra e do Coro Jovem “Maestro Wilson Fonseca”.
Em homenagem póstuma a meu saudosopai, falecido em 24.03.2002, em Belém (PA), eu compus a música “Lira Iluminada” (Valsa Santarena nº 51), que executei, ao piano, na Missa de corpo presente de meu genitor, em 26.03.2002, na Igreja Catedral de N. S. da Conceição, em Santarém (PA). Cópia dessa peça musical foi depositada, por mim, no ataúde de Wilson Fonseca, ao final da missa fúnebre. A música recebeu letra, do próprio compositor, em 12.04.2002. A mesma valsa “Lira Iluminada” é interpretada na Missa de 30º Dia de Falecimento de Wilson Fonseca, na Capela do Pão de Santo Antônio, em Belém (PA), pelo cantor Francisco Campos.
…
LIRA ILUMINADA
(Valsa Santarena nº 51)
Letra e Música: Vicente José Malheiros da Fonseca
I
Há tanta amargura em mim…
Ah! quanta saudade…
Desde que partiste
Tudo é muito triste
Mas não vou mais chorar.
Pai, tu não estás ausente
Pai, serás a mão segura
Pai, tu foste sempre o herói
De toda a minha vida,
Meu pai.
II
Oh! quanta ternura em ti
Vem sempre à lembrança,
Alma de bondade, amorosa,
Tens a luz que brilha mais.
Pai, meu amigo,
Deus te chamou.
Anjo que retorna à orquestra,
Ao som da melodia,
Pra cantar no Céu.
Tu foste a lira iluminada
Deste Tapajós.
E, agora, no luar que tanto tu cantaste
Em Santarém, terra querida,
Tu serás o meu farol.
III
Ouve a voz do teu cantor,
Dorme em paz, meu protetor.
Eu vou cantar
Nesta canção
Versos, bem sei,
Do coração.
Ah! quisera te mostrar
Como outra vez.
Ah! quem dera te dizer:
Te devo tanto
Do que sempre fiz.
A tua mão em minha mão,
Em dó maior.
Pai, em lá menor
Não pode haver separação.
Deus, escuta a minha prece, com fervor,
Protege a todos nós,
Conduz a nossa vida.
Guarda no teu coração
A LIRA ILUMINADA,
Meu querido pai.
…
*Homenagem a meu pai.
**Música composta em 14.3.2002 e letra elaborada em 12.4.2002 (Belém-Pará)
…
Estou em Santarém, para participar da solenidade de instalação do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTAP), do qual me tornei sócio fundador.
Abraços,
Vicente Malheiros da Fonseca
https://www.trt8.jus.br/index.php?option=com_juizes&task=judge&tipo=1&id=364&Itemid=202
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