Gado continua dentro da flona do Jamanxim

Publicado em por em Oeste do Pará

No Estadão Online:

Seis meses depois do fim da operação Boi Pirata na Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, [em Novo Progresso] no Pará, uma grande quantidade de gado foi flagrada pastando ao lado de uma área queimada em uma das maiores Unidades de Conservação da Amazônia. A Boi Pirata foi criada justamente para expulsar o gado dessas unidades.

Ocupantes de área equivalente a quase oito vezes o tamanho da cidade de São Paulo haviam sido notificados a retirar todo o gado da reserva. Mas ele estava pastando dentro da Unidade de Conservação ao lado de novas áreas de queimadas – provocadas para abrigar novos pastos, avalia André Muggiati, coordenador do Greenpeace.

Boi pirata em Jamanxim, Novo Progresso, PA

Na semana passada, a Flona do Jamanxim teve seu território sobrevoado por uma equipe da ONG ambientalista. As fotos a que o Estado teve acesso foram feitas durante o sobrevoo. O gado estava mais ao centro, distante das fronteiras da floresta.

A Flona do Jamanxim é uma das unidades de conservação campeãs em queimadas na Amazônia, segundo boletim da ONG, baseado em dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Entre o final de julho e o dia 22 de agosto, foram detectados 885 focos de incêndio na Jamanxim.

AQUI, mais informações.


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6 Responses to Gado continua dentro da flona do Jamanxim

  • Gostaria de esclarecer aos leitores do blog que eu, Agamenon Menezes, nao fiz o comentario acima e que o mesmo nao expressa minha opiniao sobre a ocupacao da FLONA Jamanxim, pois prego exatamente o contrario do que ai esta publicado. Na ocasiao, peco a gentileza ao responsavel do blog que nao efetue divulgue comentarios em meu nome sem a devida comunicacao previa por e-mail ou telefone, Obrigado.

    Agamenon Menezes
    93 3528 1177

  • Putz….

    E se fosse o MST?

    Os maiores invasores de terra no Brasil são eles mesmo, os “empresários de meia tigela”, aqueles que não investem um tusta do seu próprio bolso.
    Aqueles que apostam na falta de governança e confiam na impunidade, e em troca recebem recebem creditos e financiamento.

    Viva Katia Abreu!!! Viva o Brasíl!!!

    Tiberio Alloggio

  • Boa PC… é sempre bom lembrar os erros históricos cometidos pelos governos liberais e autoritários na sua política de ocupação da Amazônia que tendeu sempre a beneficiar o grande capital… o grande capital que está sim associado a esses produtores a princípio marginais na economia, mas que na verdade estão totalmente integrados a ela, ã comprovação é a velocidade com que se proliferam e a área que abrangem. Mas parece que esse debate está evoluindo de uns tempos pra cá, a despeito da continuidade neoliberal do governo Lula. Há poucos anos em Santarém enormes hectares ocupados por soja e pasto eram sinonimos de uma idéia bastante abstrata de ‘progresso’. Progresso para quem caras pálidas? a sociedade é dividida sim em classes com interesses opostos, conscientes ou não disso. Até hoje não se provou o contrário.

  • O pior não são os criadores que ja estavam nessa Região antes das criações das “Unidades de Conservação” e sim a poluição interminável dos Rios e Igarapés daquela região, pois passando por cima, de avião pequeno, vi vários garimpos em suas margens e esta lamina d’água esta hoje da cor do Rio Amazonas e jogando tudo no Rio Tapajós, por isto sua cor esta mudando hoje. E o que o PMF faz? e o IBAMA? Agora perseguir famílias que foram pra região incentivada pelo governo federal na década de 80, isto eles faz bem, multas impagáveis. Difícil, muito difícil.

    1. Que nada, todos que estão lá, e criando gado, são grileiros, desmatadores e grileiros, é pura pistolagem, inclusive o Ezequiel Castanha tem, lá, mais de 25 “laranjas” em terras da união (reserva do Jamaxim). No sindicato o qual sou presidente, sempre digo Reserva é Reserva e que todos deveriam sair de lá numa boa, sem querer subornar IBAMA, INCRA ou outros orgãos.

      Agamenon Menezes

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