O Ministério Público Federal (MPF) vai criar uma equipe para investigar de perto a tramitação dos projetos de lei e decretos legislativos que objetivam a redução ou extinção da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, uma das unidades de conservação mais atingidas pela devastação ambiental no Pará.
Para o MPF, as propostas são incentivos à grilagem e ao desmatamento da área.
Localizada em Novo Progresso, no oeste do Pará, a floresta tem 1,3 milhão de hectares. Organizações de produtores rurais do município querem que a área seja reduzida para 400 mil hectares, enquanto que o governo do Estado apresentou proposta de redução para aproximadamente 300 mil hectares.
Segundo a proposta do governo paraense, dos atuais 1,3 milhão de hectares, 580 mil deixariam de ser área de conservação, 33 mil seriam destinados a um assentamento e 400 mil hectares seriam transformados em Área de Preservação Ambiental (APA).
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“Na prática, a proposta apresentada pela governadora Ana Júlia Carepa é ainda mais prejudicial aos interesses da Floresta Nacional do Jamanxim do que aquela apresentada pelas organizações de Novo Progresso, na medida em que uma APA caracteriza-se como uma unidade de conservação com reduzidas limitações, admitindo a ocupação humana e a existência de propriedades privadas”, avalia o procurador da República Marcel Brugnera Mesquita, que solicitou ao MPF em Brasília (DF) a realização do acompanhamento dessas propostas no Congresso.
“As propostas apresentadas pelo Pará e pelas organizações de Novo Progresso, se aprovadas, representarão um incentivo à grilagem de terras públicas, seja através da invasão de áreas ainda não ocupadas, com o aumento do desmatamento, seja através da regularização de posses impassíveis de regularização fundiária, muito provavelmente através do fracionamento de grandes áreas e o uso de laranjas”, diz Brugnera Mesquita.
Além das propostas de produtores rurais e do governo paraense, há um projeto de decreto legislativo do deputado federal Zequinha Marinho (PMDB-PA) para anulação do decreto presidencial que criou a Flona. O projeto está na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
Criada em fevereiro de 2006 pelo decreto presidencial nº 10.770, a Flona do Jamanxim está localizada a noroeste da BR-163, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso.
Fonte: MPF/PA
não faça flona nem reserva a onde o país esta produzindo, se não ao invés de andar para frende produzindo cada vez mais, vai andar para traz ,faça flona sim mas aonde tem matas e não pessoas morando ,não faça flona de dentro de um escritório prejudicando o povo brasileiro, e assim prejudicando o brasil , faça flona com consciência sem prejudicar ninguém .
A Flona Jamanxim ao belo prazer, foi criada na administração do presidente Luis Inacio Lula Da silva. esquecendo se que, ao contrario, na administração do presidente da republica, Emilio Garastazu Médici, em 1972, convocou o povo brasileiro para ocupar aquele rico espaço amazonico, onde com muita dificuldades, deixaram tudo pra traz, para enfrentar um verdadeiro desafio. e hoje uma segunda geração daquele povo sofrido, acaba sendo chamado de bandidos e grileiros. isso é um desrespeito ao ser humano, ao produtor de alimentos e as pessoas que hoje não tem mais para onde ir, pois suas origens sulistas ou de qualquer outra parte do brasil, já não existem mais. Nesta região as pessoas mataram suas infancias, suas juventudes e hoje adultos,idósos, sem rumo, sem expectativa de vida, a ponto de se suicidarem, tamanho o desespero causado por um governo insensivel, sem analizar o passado, o presente e muito menos o futuro da historia da região e destas pobres criaturas que mal conseguem sobreviver.
Não sou contra criação de áreas de preservação. mas que se faça onde ainda não houve assentamentos por governos passados. portanto analizem com mais sensibilidade e acima de tudo, humanidade. ou querem trazer esse povo e jogar nas metrópoles para virar favelados e bandidos. “O PATRIA AMADA, SALVE SALVE” ESSE POVO.
flona do jamanxim, lugar inegualável, terras ferteis, tudo o que se planta se colhe com fartura, lugar cobiçado, mas já dominado pelo povo brasileiro, mas muito questinado por invejosos estrangeiros, que tem a mania de nos chamrmos de grileiros, que através de seus capacheiros, temtam derrotar um povo ordeiro, como se fossem cordeiros, mas esquecem que estam mechendo com um povo gueirro e brasileiro.
Ha um forte vies ambientalista quando pessoas que nunca presentes foram na regiao, sem conhecimento de causas, comentam como se fatos fossem, atos sérios que envolve pessoas crianças etc. e em nome de um ambientalismo cético desconsideram tudo mais, como direitos constitucionais etc.
O que mais impreciona é a falta de resposta quando se pergunta; O que o Senhor fez para ajudar ?
Quem é o Senhor? O que vc entende de direitos ou cade o respeito por eles? O Senhor ja tentou dialogar em vez de mentirar? Atos do proprio governo se sobrepoem ou se conflitam, mas quem tem bom senso dialoga e resolve, nao fica agredindo as pessoas chamando de grileiros pessoas que o proprio governo um dia os amparou e aconselhou a fazer o que o Senhor chama de bandidagem.
Convido-o a fazer uma reflexao sobre o que anda dizendo e talvez esse mundo melhore com atitudes que dë bem estar e nao conflitos.
Pense nisso.
O município de Novo Progresso onde se localiza a FLONA Jamanxim clama pela presença do estado, principalmente nas esferas estaduais e federais. Um dos agravantes nesta situação é que uma das ruas principais da sede municipal de Novo Progresso, que inclusive onde fica a agência bancária do Banco do Brasil é um dos acessos para a Unidade de Conservação; que diga-se de passagem foi criada em 2006… Não se pode criar estereótipos de grileiros, sojeiros, fazendeiros e o que mais for, sem respeitar as especificidades locais e analisar a situação neste rincão da Amazônia.