Reposição de aulas na Ufopa inicia na 2ª

Publicado em por em Educação e Cultura, Oeste do Pará, sindicalismo

Com o fim da greve, decidida ontem (19), os alunos da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará) retornam às aulas na segunda-feira (24).

A reposição das aulas serão feitas em 5 semanas – de 24 a 27 de outubro próximo.

O 2º semestre letivo está previsto para iniciar no dia 11 de novembro, com encerramento previsto até 9 de março de 2013.

Amanhã, o Consur (Conselho Superior) da Ufopa se reúne para aprovar oficialmente esse calendário de reposição, definido por meio de negociação entre as unidades acadêmicas e a pró-reitoria de Ensino de Graduação.

Com informações da Ufopa


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5 Responses to Reposição de aulas na Ufopa inicia na 2ª

  • Por que foi universidade púlica foia a responsável pelo fim da ditadura?

    Nenhum setor sofreu expurgos maior do que universidade pública, procure saber só o caso da UnB é patente. Fizeram mais: toda pública passou a ter um gabinete comandado por general, o qual era o reitor de fato. O que aconteceu foi que precisava ao mesmo tempo de docentes para ocupar as vagas desses e mais ainda por ser necessário expandir universidade para acalmar movimento estudantil. Como perdeu o controle disso, acabou ingressando até mais docente esquerdista do que tinha colocado para fora. E tanto isso é fato que quase você não encontra docente de pública que tenha entrado nessa época que não se diga de esquerda ou milite nessa e, portanto, diplomou mais nisso. Se dependesse apenas do movimento sindical a ditadura nunca teria acabado por uma fragilidade terrível desse: bastava acabar com o imposto sindical. Isso faria a ditadura virar no meio operário, via Globo, como a redentora do trabalhador por livrá-lo dessa escravidão, e obrigaria todo sindicato fechar as suas portas.

  • Lembram-se da greve das universidades públicas com o mote de lutar por qualidade? Acrescentaram um r nesse mote, mataram qualidade quando todas simplesmente continuaram as aulas como se nada tivesse acontecido e aluno parado não enferrujasse. Pior, do que isso, até trapaceiam ao contarem sábado como dia letivo quando não há aula.

    [ DE ACORDO COM O PROFESSOR, AULAS NO SÁBADO ESTÃO NO CALENDÁRIO, NO ENTANTO, DEVERÁ HAVER UM RECESSO DO DIA 22 DE DEZEMBRO A SEIS DE JANEIRO ]

    Com o fim da greve, UFPA tenta recuperar semestre
    https://diariodopara.diarioonline.com.br/N-161226-COM+O+FIM+DA+GREVE++UFPA+TENTA+RECUPERAR+SEMESTRE.html

  • Ou seja, as aulas vão continuar como se não tivesse acontecido nada. Alguém saberia então o que é bandidagem educacional?

  • O vocábulo GREVE surgiu no final do século XVIII, na França, em função da Place de Grève (localizada em um terreno plano onde se acumulavam inúmeros gravetos). Naquela praça ocorria o embarque e o desembarque de mercadorias transportadas por navios, e o local se tornou propício para a organização reivindicatória dos operários insatisfeitos com as precárias condições de trabalho. Paravam o trabalho com o propósito de obter benefícios (tais como o aumento de salário e a melhoria das condições de trabalho) ou para evitar a perda de benefícios já conquistados. Mas aquelas paralisações não contavam com qualquer regulamentação, e dificilmente conquistavam o que queriam, Mas era comum que voltassem ao trabalho em condições iguais ou até piores a qual se encontravam. Mesmo assim insistiam e a história registra que graças aqueles e a outros trabalhadores que, em diversas partes do mundo se organizam e lutam por causas justas, hoje todos os que precisam vender sua força de trabalho para sobreviver desfrutam de avanços significativos. Note-se que não eram trabalhadores com carteira assinada muito menos eram servidores públicos. Eles arcavam totalmente com os riscos. Mas estamos falando de outro contexto, de um tempo muito distante do nosso. Não queremos e nem devemos esperar semelhanças, mas precisamos buscar na história as lições necessárias para que possamos avançar nas conquistas.
    Essa tendência de querer enxergar vencedores e perdedores faz parte de uma lógica formal que não considera a possibilidade dialética de alguma coisa ser e não ser, ao mesmo tempo. Em outros termos, para essa lógica formal, só existe a água no estado líquido. No caso da greve, existem alguns ganhos que podem ser rapidamente visualizados e contabilizados, e outros, talvez até mais significativos, que ficam no campo ideológico do fortalecimento da organização de uma categoria profissional e mesmo da compreensão de uma classe social que gradativamente vai avançando na identificação dos mecanismos que impedem que seus integrantes possam emancipar-se da condição de alienação e de submissão diante das forças econômicas e políticas que se apresentam como mantenedoras da sociedade. Portanto, olhando-se sob a perspectiva da lógica dialética, a greve é um dos mais poderosos recursos da classe trabalhadora para manifestar seu inconformismo com a situação, expressar suas reivindicações e apontar um horizonte que vislumbra como sendo melhor, mesmo que pareça inalcançável.
    Em um movimento dessa natureza e com tamanha magnitude e complexidade, ocorrem inúmeros excessos e equívocos, de ambas as partes. Mas isso não diminui a sua importância. Pelo contrário, apenas revela as contradições de uma sociedade dividida em classes sociais na qual existem grandes inversões de valores e injustiças que tendem a ser legalizadas, se não forem veementemente denunciadas. A greve, em seu auge, chegou a atingir 57 das 59 universidades federais do Brasil. O que os docentes das instituições federais de ensino superior fizeram ao longo desses xxx dias tem perfeita sintonia com o que se espera de pessoas esclarecidas e que se dedicam a formar outras pessoas, para que sejam preparadas tanto em questões técnicas quanto em uma visão política. As duas se articulam quando estes profissionais exigem o reconhecimento de seus esforços em termos de condições de trabalho, remuneração e perspectivas de avanços consolidadas em um plano de carreira. Foram estes os pontos básicos da greve. São reivindicações que normalmente estão presentes em todas as lutas dos trabalhadores, sejam eles da iniciativa privada ou de instituições públicas. Lutar por eles, pela via da greve, é legítimo e legal. Legítimo porque foi fruto de decisão coletiva, na qual todos os pontos de vista foram ouvidos e analisados, todos tiveram a oportunidade de participar e de votar. Legal porque a nossa Lei Maior (Constituição Federal de 1988) assegura o direito de greve em seu artigo 9º. No que pese ainda não haver uma Lei que regulamente a greve de servidores públicos, esta forma de manifestação está garantida constitucionalmente.
    Reafirmo que a greve não pode ser vista simplificadamente a partir de uma resposta direta consubstanciada em termos de ganhadores ou perdedores. Alguns podem ver apenas perdas. Outros poderão enxergar ganhos incalculáveis. Mas todos, se estiverem abertos ao esclarecimentos, poderão notar em breve que muitos dos problemas que foram apontados por esse movimento serão objeto de maior atenção pelas autoridades educacionais, e, nesse sentido, os estudantes que tiveram um atraso em seus calendários poderão ter ganhos na qualidade de sua formação. As greves não resolvem os problemas estruturais do estado brasileiro, os problemas históricos e os problemas da educação, mas elas, sem dúvida, ajudam a identifica-los e a apresentar alternativas de solução. Em termos objetivos, no quesito salarial, os docentes ganharam reajustes salariais muito aquém do solicitado, mas bem maior do que tiveram em quase uma década em que não fizeram greve. Um problema concreto é que foram mais recompensados os que já estavam em melhor situação, ou seja, os que estão no topo da carreira e que representam um número abaixo de 10% (dez por cento) do total da categoria docente. As principais autoridades do governo federal aplicaram o aprendizado dos tempos em que estavam do outro lado do movimento e usaram vários artifícios para impor as suas decisões, teve até êxito com o sindicato dirigido por “companheiros” políticos, denominado Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). Desde então o movimento começou a perder força, com instituições retomando as atividades a cada semana. Ao sentir que não havia possibilidade de acordo com o sindicato de maior expressão nacional, o ANDES, então encaminhou um Projeto de Lei para o Congresso Nacional e descolocou a luta para outro campo. Assembleias realizadas em várias IFES deliberaram inicialmente pela radicalização do movimento, mas o tempo se encarregou de enfraquecer a greve a ponto de o Comando Nacional de Greve do Andes decidir pela “suspensão unificada da greve nacional dos docentes”, ao mesmo tempo em que afirma que seguirá atuando “na defesa da reestruturação da carreira e na luta pela valorização e melhoria das condições de trabalho”.
    Para concluir, vou me dirigir aos colegas que em Santarém e por todo o Brasil estiveram a frente da greve, para dizer que merecem nosso respeito e apreço, pois não é fácil assumir este encargo. Fazer greve dá trabalho, é desgastante, exige uma permanente dedicação e acompanhamento de todas as proposições com rapidez e competência, pois as decisões afetam a vida de uma coletividade. Parabéns também aos que se dispuseram a participar do processo, argumentando, ouvindo, votando, enfim, dando organicidade ao movimento e demostrando que reconhecem como legítimas as reivindicações.
    A luta continua. A greve foi e sempre será um momento importante em que se intensificam as reivindicações, mas o movimento em busca de melhorias prossegue de forma incessante pois o ser humano é incompleto e tem um desejo interminável de progredir. Quando estiver plenamente satisfeito, terá atingido um estágio tal que dificilmente estará entre os mortais.

  • [O 2º semestre letivo está previsto para iniciar no dia 11 de novembro, com encerramento previsto até 9 de março de 2013. ] Enquanto alguns estiverem dando aulas, outros estaram fazendo quase isso pelo Parfor e ganhando dobrado. Como sempre, um bando ficará em sala com chapéu de otário na cabeça.

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