
Um grupo de 20 governadores criticou declarações do presidente Jair Bolsonaro em relação à morte do ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega. Em carta pública divulgada nesta 2ª feira (17), os governadores cobram do chefe do Executivo respeito aos “limites institucionais”. A informação é do site Poder360.
A manifestação do grupo surge como resposta a ataques presidenciais ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), devido à ação policial que resultou na morte de Adriano da Nóbrega.
Bolsonaro atacou o governador baiano e culpou a Polícia Militar do Estado pela morte de Adriano, que era investigado por relações com a milícia no Rio de Janeiro. “Quem é o responsável pela morte do capitão Adriano? PM da Bahia, do PT”, afirmou o presidente em evento realizado no sábado (15), no Rio de Janeiro.
O grupo de governadores que assinam a camada “carta em defesa do pacto federativo” cita também o episódio no qual o presidente disse que cortaria os tributos federais dos combustíveis se os chefes dos Estados abrissem mão do ICMS estadual. Eles afirmam que tais posições não contribuem para a evolução da democracia. Eis a íntegra.
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“Recentes declarações do presidente da República Jair Bolsonaro confrontando Governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando Governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos Estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”, escrevem.
Citando haver necessidade de “equilíbrio, sensatez e diálogo“, os governadores convidam Bolsonaro a se unir para debaterem os temas de interesse da população e a comparecer ao próximo fórum da classe, em 14 de abril.
Ao todo, 20 dos 27 governadores assinaram a carta. São eles:
• Belivaldo Chagas (SE);
• Camilo Santana (CE);
• Eduardo Leite (RS);
• Fátima Bezerra (RN);
• Flávio Dino (MA);
• Gladson Cameli (AC);
• Helder Barbalho (PA);
• Ibaneis Rocha (DF);
• João Azevêdo (PB);
• João Doria (SP);
• Paulo Câmara (PE);
• Reinaldo Azambuja (MS);
• Renan Filho (AL);
• Renato Casagrande (ES);
• Romeu Zema (MG);
• Rui Costa (BA);
• Waldez Góes (AP);
• Wellington Dias (PI);
• Wilson Lima (AM);
• Wilson Witzel (RJ).
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