
Mesmo durante a pandemia de Covid-19, o Pará foi o estado que mais contratou formalmente jovens aprendizes no norte do País nos primeiros 8 meses de 2020 – 3,7 mil jovens, o equivalente a quase 40% das admissões em toda a região.
Comércio e serviços foram os setores da economia que mais contrataram. No ranking nacional, o resultado deixou o estado em 8ª posição.
Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho e Renda (Seaster), baseado em dados do Ministério da Economia, segundo o novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A maior parte dessas 3,7 mil contratações ocorreu até março.
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Por meio da Seaster, o governo do estado mantém o Programa Primeiro Ofício, que visa sensibilizar as empresas que usufruem de algum tipo de benefício fiscal a dedicar 30% de suas vagas do Programa Jovem Aprendiz – uma obrigação federal – a jovens oriundos do cumprimento de medidas socioeducativas e do sistema prisional, ou que estejam em situação de vulnerabilidade social, como aqueles que moram nos bairros atendidos pelo programa estadual Territórios pela Paz (TerPaz).
No último dia 29 de outubro, o governador Helder Barbalho publicou o Decreto Estadual nº 1.124, que estabelece o Selo Empresa Cidadã a todas que aderirem a essa proposta do governo.
“Além de promover a inclusão social por causa do combate à violência, a iniciativa também impede que esses jovens fiquem expostos ao crime organizado. E não há custos extras aos empregadores. A legislação federal já determina que um quantitativo de vagas seja voltado a jovens aprendizes em empresas com mais de sete funcionários”, pontua o secretário Inocêncio Gasparim, titular da Seaster.
Com informações da Agência Pará
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