
No primeiro trimestre de 2019, havia 1,48 milhões de trabalhadores na informalidade no interior do Pará. Este número é quase 3 vezes maior que os 551 mil trabalhadores na mesma condição na Região Metropolitana de Belém (RMB).
Em termos percentuais, verificou-se que 49,9% dos trabalhadores da RMB estavam na informalidade, enquanto que no interior do estado esse número subia para 62,5%. Os dados vem uma divulgação inédita do IBGE focalizando o mercado de trabalho no interior do País, a partir das informações levantadas PNAD Contínua.
Na comparação com os demais estados brasileiros, o Pará apresentou o maior percentual de trabalhadores informais, considerando o conjunto dos trabalhadores (Região Metropolitana e interior), já que 58,7% deles estavam na informalidade. Isso reflete o baixo nível de desenvolvimento e diversificação da estrutura produtiva no estado.
Em termos absolutos, foi o quarto estado com a maior quantidade de trabalhadores na informalidade no interior (1,48 milhões).
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O primeiro colocado foi São Paulo (3,08 milhões) e o último Roraima (31 mil). Todos os estados da região Norte e Nordeste apresentam percentuais de informalidade acima da média do país (36,3%), indicando as desigualdades regionais e o agravamento desse problema nos estados mais pobres.
SEM CARTEIRA ASSINADA
Para quantificar a informalidade são considerados os empregados e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, os empregadores e trabalhadores conta própria sem CNPJ e contribuição para Previdência oficial e os trabalhadores familiares auxiliares.
Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE e especialista em trabalho e rendimento, explica a importância da carteira assinada para o trabalhador.
“Num primeiro plano, ter carteira de trabalho assinada confere aos empregados do Brasil uma série de direitos, garantias e benefícios importantes que geram, principalmente, um sentimento de estabilidade, que é fundamental para a saúde física e mental dos trabalhadores e dos seus familiares” afirma.
A quantidade de desocupados no interior somava 270 mil trabalhadores (61,3% do total do estado), enquanto na RMB era de 171 mil (38,7% do total do estado).
Já a taxa de desocupação (percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho) foi de 14,3%, na RMB, e ficou em 10,2% no interior, indicando que a pressão sobre o mercado de trabalho é maior no primeira área.
Com informações do IBGE
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