Frase do dia

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Joaquim Barbosa - Blog do Jeso

“Deixem falar… Deixa falar… Não serei candidato a presidente. Realmente eu não quero. É lançar-se, expor-se, a um apedrejamento”

Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, ao negar à revista Época deste final de semana que tem interesse em sr candidato a presidente da República.


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4 Responses to Frase do dia

  • O mundo reconhecendo o educador que para o Brasil nao servia.

    Paulo Freire

    https://www.almanaquebrasil.com.br/personalidades-literatura/4887-paulo-freire.html

    Escrito por Luiz Ribeiro

    Reconhecido como um de nossos mais importantes pensadores, criou a pedagogia da libertação. Propõe partir da realidade do aluno para lhe dar consciência de seu papel na sociedade.

    Brasileiros que visitam Estocolmo podem talvez surpreender-se com a estátua de um compatriota numa praça, em pleno centro da capital sueca: Paulo Freire. Homenagem que possivelmente aqueles viajantes não tenham jamais visto por aqui. Doutor honoris causa em 28 universidades, o educador pernambucano é reconhecido no mundo todo como um dos mais importantes pensadores brasileiros do século passado.

    Sua infância não foi fácil. Paulo Reglus Neves Freire nasceu no Recife, em 19 de setembro de 1921. Órfão aos 13 anos, chegou a passar fome. Formou-se em Direito, mas nunca exerceu a advocacia. A convivência com as privações do povo nordestino lhe indicou outro caminho.

    No começo dos anos 1960, criou um método de alfabetização de adultos. Simples e revolucionário. Em 1963, faz a primeira grande experiência. Leva apenas 45 dias para alfabetizar cerca de 300 camponeses de Angicos, no Rio Grande do Norte.

    Educação pelo tijolo
    No ano seguinte, 1964, durante o governo João Goulart, convocam-no para coordenar o Programa Nacional de Alfabetização, com objetivo de alfabetizar 5 milhões de pessoas. E elevar sua condição de cidadãos: analfabetos não podiam votar.

    Paulo Freire considerava o ensino da época rígido e autoritário. Os professores davam aulas formais para alunos dos quais se esperava comportamento dócil e passivo. Era a “pedagogia da dominação”.

    A “pedagogia da libertação” de Paulo Freire propunha formar pessoas capazes de tomar consciência de sua condição; de que, sendo exploradas, podiam mudar a situação. O educador imaginava um processo de ensino flexível e participativo, que incentivasse o diálogo entre professores e alunos.

    A primeira medida foi acabar com as cartilhas padronizadas. O ensino deveria partir da realidade dos alunos, de palavras conhecidas por eles – as “palavras geradoras”. A experiência clássica foi a alfabetização dos operários que construíam Brasília nos anos 1960. Primeiro, apresentava-se uma palavra geradora conhecida: “tijolo”, por exemplo. Depois, suas sílabas eram separadas: “ti-jo-lo”. Em seguida, mostravam-se as famílias fonêmicas: “ta-te-ti-to-tu, ja-je-ji-jo-ju, la-le-li-lo-lu”. A partir daí, os alunos deveriam formar palavras com as novas sílabas. Ao mesmo tempo em que ensinava, o professor deveria criar discussões e estimular a reflexão sobre a realidade dos alunos.

    Lido em 28 línguas
    Pode-se imaginar por que a ditadura militar instaurada em 1964 não gostou do novo método. Naquele ano, Paulo Freire ficou preso por 70 dias. Libertado, exilou-se. No Chile, escreveu sua obra mais importante: Pedagogia do Oprimido (1968). Tornou-se mundialmente conhecido. Foi consultor da Unesco e do Conselho Mundial de Igrejas. Desenvolveu projetos em diversos países.

    Em 1979, às vésperas da Anistia, o governo Figueiredo (1979-1984) permitiu seu retorno ao Brasil. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Experimentou também a política: em 1989, assumiu o cargo de secretário municipal de Educação de São Paulo, na gestão da prefeita Luiza Erundina.

    Morreu em 2 de maio de 1997. Deixou mais de 40 livros. Alguns deles, traduzidos para 28 idiomas. Por meio de suas ideias e de sua obra, segue influenciando educadores de todo o mundo. Sobre a educação, costumava dizer: “A tradição brasileira, profundamente autoritária, coloca sempre o formando como objeto sob a orientação do formador, que funciona como o sujeito que sabe. É preciso deixar de ser assim. Conhecimento não se transfere, conhecimento se constrói.”

  • Ministro Barbosa, nao se preocupe mais em punir a corrupção, grande parte da populaçao, salvando a exceçao, gosta da bandalheira. Vá morar na Alemanha, lugar onde o sr. consegui respeito intelectual, se o sr. se candidatar por lá, acredito na sua vitória. Esse nosso país, é mestre em expulsar os que desejam algo de bom, exemplo disso foi o exilio de muitos, em especial, cito o grande educador Paulo Freire, venerado em muitos lugares do mundo, por melhorar a educaçao dos paises onde viveu.

  • Jeso, o artigo do Nassif que reproduzo abaixo vem a calhar sobre aquilo em que tenho insistido desde sempre: que o show de pirotecnia jurídica do “rábula pobre que salvou o Brasil” e seus comparsas não menos rábulas serve apenas para encobrir o verdadeiro esquemão de corrupção que sangrou em bilhões a nação desde o reinado do Sir FHC, aquele que vendeu o Brasil para ganhar um título da nobreza britânica. Segue:

    A Justiça e os verdadeiramente poderosos
    dom, 09/03/2014 – 06:00 – Atualizado em 09/03/2014 – 06:00
    Luis Nassif
    O estado de direito no país está ameaçado pelo desequilíbrio que o julgamento da AP 470 trouxe para o sistema jurídico brasileiro.

    O deslumbramento dos Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o julgamento, o atropelo de princípios consagrados no Código Civil para atender aos reclamos das ruas e da mídia, contaminaram todo o tecido jurídico brasileiro – e vai pegar a todos, não apenas o PT.

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    O PSDB estimulou essa ” vendetta” e agora paga a conta e vai pagar mais ainda.

    No momento, vê seu ex-presidente, Eduardo Azeredo – reconhecidamente idôneo do ponto de vista pessoal – ameaçado por uma condenação de 26 anos pelo crime de caixa dois. Assim como as penas da AP 470, são superiores aos piores crimes previstos no Código Penal. Ao exigir o mesmo tratamento a que foram submetidos suas lideranças, o PT faz o mesmo jogo de dar carne fresca ao leão.

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    Na Papuda, há uma perseguição implacável movida pelo juiz da Vara de Execuções – monitorado por Joaquim Barbosa – e pelo Ministério Público Federal de Brasília. E há um silêncio sepulcral das principais vozes da consciência jurídica do país, para não provocar o clamor da turba.

    Em Poços de Caldas, para pegar um deputado do PSDB, um juiz de primeira instância aplicou os mesmos critérios elásticos de formação de quadrilha do STF – consagrados no primeiro julgamento da AP 470 – e colocou na cadeia, em prisão preventiva, dois médicos respeitados da cidade – cujos procedimentos foram avalizados por unanimidade pelo Conselho Regional de Medicina.

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    Há uma lógica perversa e hipócrita nesse jogo de punições ao largo da lei.

    Sentenças de primeira instância já permitem prisões e ações penais não se guiam mais pela análise objetiva dos fatos, tudo para atender à sede de sangue, de punição.

    Esta é a hipocrisia de um Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Celso de Mello, de fingir que os verdadeiramente poderosos são os réus do mensalão petista ou tucano.

    O verdadeiro poder está nos grupos econômicos que têm cacife para se colocar acima da lei.

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    Poderoso é Daniel Dantas ao conseguir ficar fora do inquérito. Conseguiu ficar fora da AP 470, apesar de ter sido o principal financiador tanto do mensalão petista quanto do tucano.

    Os recursos da Visanet foram aplicados em promoção da marca; os do Opportunity entregues a Marcos Valério sem a comprovação de nenhuma contrapartida. No entanto, o então Procurador Geral da República Antonio Fernando de Souza, retirou o Opportunity do inquérito. E, para justificar o montante movimentado pelo PT transformou a Visanet em empresa pública, deixou de lado a comprovação dos gastos publicitários efetuados com a verba.

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    No STJ (Superior Tribunal de Justiça), o Opportunity conseguiu brecar a Operação Satiagraha. Empreiteiras de São Paulo conseguiram brecar operações repletas de provas sob as mais diversas alegações – a de que as operações surgiram de denúncias anônimas e outros factoides.

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    Ao estimular a Justiça em suas vendettas pessoais, ambos os partidos estão dando carne fresca ao leão. E todo esse jogo de cena fornece o álibi para que a Justiça mantenha a impunidade sobre os verdadeiramente poderosos.

    https://www.jornalggn.com.br/noticia/a-justica-e-os-verdadeiramente-poderosos

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