As três mais importantes associações de juízes federais – a dos magistrados, dos juízes federais e do trabalho – decidiram desafiar o poder do Conselho Nacional de Justiça e o seu presidente, ministro Joaquim Barbosa.
O motivo são as críticas do chefe do Poder Judiciário aos colegas.
As entidades divulgaram nota considerando Barbosa um crítico generalista, preconceituoso, superficial e desrespeitoso.A critica de Barbosa à mentalidade atrasada dos magistrados foi considerada “reducionista” pelas associações.
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“A independência funcional da magistratura é corolário do Estado Democrático de Direito, cabendo aos juízes, por imperativo constitucional, motivar suas decisões de acordo com a convicção livremente formada a partir das provas regularmente produzidas. Por isso, não cabe a nenhum órgão administrativo, muito menos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a função de tutelar ou corrigir o pensamento e a convicção dos magistrados brasileiros”, diz a nota das associações.
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A sociedade brasileira na sua totalidade, com raras exceções, é permeada por mentalidade conservadora e defensora do status quo.
Observo a crítica do ministro Barbosa, pelo ângulo da necessidade de intelectuais de todas as áreas do conhecimento, forjar novos paradigmas com bases em uma sociedade que valorize e respeite o ser humano, sem ter medo de mudar as regras do jogo onde o humanismo está perdendo espaço.
Os “rebeldes” de Barbosa são os inovadores, que precisamos para o equilíbrio da justiça social.
Prezada Maralice,
A sociedade conservadora, exceto as “exceções”.É ou foi essa mesma que aplaudiu e venerou o ministro Barbosa quando este condenou sob os auspícios do “domínio do fato”, se deixou pressionar pela mídia no julgamento da PA470 e transformou o STF em um autêntico BBB.
O ministro Barbosa deve explicações às exceções, por exemplo: quado vai ser julgado o tal “mensalão” mineiro?
Chico Corrêa
Caro José Francisco,
A modificação do pensar conservador de uma sociedade é um processo lento, e leva séculos para avançar. O ministro Barbosa, queiramos ou não, representa quebra de paradigma no judiciário brasileiro. Concordo com você, que o STF deve explicações sobre outros mensalões e escândalos do gênero, e que todos precisam de julgamentos nos rigores da Lei. Segundo Luther King “para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa”.Talvez, o ministro Barbosa por estar a dizer o que pensa esteja contrariando os conservadores do momento.
O fato é quue os nossos juízes, basta ir em qualquer cadeia, é um dos mais perversos, posto que, não podendo mandar para cadeia nenhum corrupto desconta tudo nas costas dos ladrões de galinhas.
O juiz tem que ser sereno e técnico. Que País sério quer ser o Brasil se o dirigente máximo do Poder Judiciário quer que os juízes sejam rebeldes.
Não era de se esperar outra coisa de quem se tornou juiz, sem a pouco, tempo sem se submeter a concurso e apenas com uma forcinha do Zé Dirceu. Duvido que não saia candidato a alguma coisa nos próximos anos.
Tá enrrolado cara, tá falando do Tofoli.
Sinceramente! Saindo simploriamente dos juridiquês, o Brasil precisa, urgentemente, desenrolar esse novelo de filigranas jurídicas que emperram os Tribunais do país. Por que uma simples mudança na sequência de atos jurídicos pode anular um processo? Por que muitos processos, para os quais,o STF já criou jurisprudência condenatória, ainda podem continuar protelados com embargos extemporâneos? E assim, quantas outras perguntas, dentro da lógica normal, ganham respostas divergentes e protelatórias. Isso não é justiça é conveniência jurídica circunstacial, ou seja, depende do Réu ou do Demandante, ou até de outros interesses, quem sabe?. Sem falar na insegurança jurídica que, de vez em quando, tira direito adquirido do cidadão. Por que aumento acima da inflação para aposentados, somente para o salário mínimo? E os outros, que nem aumento tipo cascata, como reajustar pelo menos o valor do salário mínimo pelo mesmo percentual não acontece, se eles contribuíram para receber o seu benefício completo? Mas parece uma decisão de “Ditadura do Proletariádo”, beneficiando o seu eleitorado cativo.